Cosme Fernandes

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Cosme Pessoa Fernandes , o Bacharel Mestre de Cananeia, foi um pequeno nobre português e posteriormente degredado por crime civil em seu país. Foi trasladado para a ilha-prisão de São Tomé e Príncipe durante um ano, lá servindo como ouvidor-geral e acabou enviado ao sul do litoral de São Paulo, região da atual cidade de Cananeia, para ser garantidor das posseções portuguesas ganhas pelo Tratado de Tordesilhas.

Passando a viver entre os índios carijós da área, ganhou liderança e respeito de sua tribo na então aldeia de Maratayama, servindo durante décadas como intérprete, traficante de escravos e guia de navegação pelos navios de diversas bandeiras que começavam a aflorar por aquelas águas.

Em agosto de 1531, Martim Afonso de Sousa e seu irmão, Pêro Lopes de Sousa, aportaram com sua esquadra no lagamar de Maratayama para povoar, fiscalizar e conquistar a já dividida em capitanias colônia do Brasil. De acordo com escritura pública, tomou propriedade por intermédio do padre Gonçalo Monteiro das instalações de estaleiros, arsenais e arredores do Porto das Naus, recebendo uma das primeiras sesmarias da colônia.[1]

Graças ao apoio do Bacharel foi organizada uma expedição malfadada ao Rio da Prata. [2][2]

Naufragada quase metade da tripulação de Martim Afonso, foi então Cosme Fernandes tido como traidor de seu reino, sendo sua cabeça colocada a prêmio no pelouro da então recém-fundada cidade de São Vicente, no ano seguinte de 1532. Encurralado por seus próprios paisanos, Fernandes então buscou arregimentar seus indígenas aliados e os outros náufragos que com ele viviam em Cananeia. Posteriormente, vingou-se saqueando e danificando São Vicente durante a Guerra de Iguape.

Referências

1. São Vicente - Primeiros Tempos, Carlos Fabra, edição 2010 2. http://www.cartorioiguape.com.br/conheca-nossa-cidade/

  1. Fabra, Carlos (2010). 1. São Vicente - Primeiros Tempos. São Paulo: Edição 2010 
  2. Vilar, Leandro (17 de março de 2013). «Seguindo os passos da História». Consultado em 14 de outubro de 2020 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arquivo do Estado de São Paulo (AESP), Ofícios Diversos de Iguape.
  • VILAR, Leandro. Seguindo os Passos da História: As entradas de Martim Afonso de Sousa, quarto e quinto parágrafos.
  • Cartório da Cidade de Iguape (Prefeitura Municopal) - http://www.cartorioiguape.com.br/conheca-nossa-cidade/
  • BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. p. 368.
  • BUENO, Eduardo. Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. p. 288 il. ISBN 8573022523
  • DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1987.
  • FORTES, Roberto. Iguape… Nossa história. Vol. I. Iguape: edição do autor, 2000.
  • Luz Soriano, Simão José da. Historia da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal, comprehedendo a historia diplomatica, militar e politica d'este reino desde 1777 até 1834. Lisboa, Impr. Nacional, vol IV, 1870 p. 497.
  • PEREIRA JUNIOR, Carlos Alberto. IGUAPE: Conto, canto e encanto com a minha história. São Paulo: Noovha America, 2005. 128 p. il. color. ISBN 85-7673-044-8
  • YOUNG, Ernesto G. Apontamentos Genealógicos de Famílias Iguapenses. Revista do IHGSP, vol X, São Paulo, 1905 pp. 3–28.
  • YOUNG, Ernesto G. Esboço Histórico da Fundação da cidade de Iguape. Revista do IHGSP, vol II, São Paulo, 1896 pp. 49–151.
  • YOUNG, Ernesto G. História de Iguape. Revista do IHGSP, vol VIII, São Paulo, 1903 pp. 222–375.
  • YOUNG, Ernesto G. História de Iguape. Revista do IHGSP, vol IX, São Paulo, 1904 pp. 108–326.
  • YOUNG, Ernesto G. Subsídios para a História de Iguape e seus Fundadores. Revista do IHGSP, vol VII, São Paulo, 1902 pp. 286–298.
  • YOUNG, Ernesto G. Subsídios para a Historia de Iguape - Mineração de Ouro. Revista do IHGSP, vol VI, São Paulo, 1902 pp. 400–435.