Críticas ao Islã

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O islã foi criticado desde seus primórdios, principalmente pelo ocidente. As primeiras críticas escritas vinham dos cristãos, antes do século IX, que viam o islamismo como heresia do cristianismo. Os pontos centrais das críticas se centram na autenticidade do corão e do papel de Maomé como profeta.[1]

As primeiras críticas escritas que chegaram até os nossos dias se encontram nos textos cristãos, que foram feitos durante o domínio inicial do Califado islâmico. Um desses cristãos foi João Damasceno que estava muito familiarizado com o Islã e pode presenciar de perto a expansão dos omíadas na Síria e em outras regiões do Império Bizantino.

Damasceno, um dos principais expoentes da patrística grega, em um dos seus principais trabalhos intitulado “A fonte do conhecimento”, no segundo capítulo deste tratado, com o nome de “Sobre as heresias”, desenvolve críticas ao Islã, denominando essa religião como “a heresia dos ismaelitas”.

Neste capítulo apresenta uma série de discussões entre cristãos e muçulmanos. Questiona em primeiro lugar a condição de Maomé como profeta, e indicou que um monge ariano (Bahira) influenciou Maomé e via as doutrinas islâmicas como uma mescla de certas partes da Bíblia. Sobre a reivindicação islâmica de ser de origem abraâmica, João explicou que os árabes se chamavam “sarracenos” porque estavam “sem Sara”. Também eram chamados de agaritas pois eram “os descendentes da escrava Agar”.

Com o nascimento e desenvolvimento do mundo moderno, as críticas ocidentais se centraram em outros pontos de vista como:

Referências

  1. De Haeresibus by John of Damascus. See MignePatrologia Graeca, vol. 94, 1864, cols 763-73. An English translation by the Reverend John W Voorhis appeared in THE MOSLEM WORLD for October 1954, pp. 392-398.
  2. Warraq, Ibn (2003). Leaving Islam: Apostates Speak Out. Prometheus Books. p. 67.
  3. Ibn Kammuna, Examination of the Three Faiths, trans. Moshe Perlmann (Berkeley and Los Angeles, 1971), pp. 148–49