Críticas e controvérsias envolvendo Ana Beatriz Barbosa Silva

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Lista de críticas e controvérsias envolvendo Ana Beatriz Barbosa Silva

Primeira acusação de plágio[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Ana Beatriz sofreu uma primeira acusação de plágio, e foi processada pelo também psiquiatra Tito Paes de Barros, o qual pediu que a Justiça reconhecesse que seu livro anterior “Sem medo de ter medo” foi plagiado por Ana Beatriz, no livro “Mentes Ansiosas”.[1]

Na ação, destacam-se passagens explícitas para se configurar o plágio. Por exemplo, o livro "Sem medo de ter medo”, de Tito Paes, inicia com o seguinte relato:

"Era o verão de 1992 e ainda me lembro bem da ocasião. Sentados à mesa de um café estávamos eu, meu irmão, minha cunhada e mais alguns amigos. A noite estava agradável (...) todos nós dávamos muitas risadas, embalados pela cerveja (...) Eu não seria capaz de descrever exatamente como tudo começou (...) Uma mulher entrou no café dirigindo-se à mesa ao lado da nossa. Minha cunhada que estava de mãos dadas com meu irmão, arregalou os olhos (...). Meu irmão, que já sabia do pavor que ela tinha de pequenos animais, e aflito com a situação, perguntava insistentemente: 'Onde está? Fala. Mostra pra mim. Onde está o bicho?'. Petrificada, minha cunhada não conseguia balbuciar sequer uma palavra; ou mesmo apontar. Essa mulher, ao entrar no café, sem se dar conta, tinha por companhia uma barata, bem próxima ao seu ombro direito (...). Foi nesse exato momento que a barata resolveu, por assim dizer, fazer uma baldeação, enroscando-se nos cabelos da outra."

O livro “Mentes ansiosas”, de Ana Beatriz, acusado de plágio, se inicia com o seguinte trecho:

"Era junho de 1999 e ainda me lembro da situação (...) Sentados à mesa de um agradável café em Ipanema, estávamos eu, meu marido, minha cunhada e um casal de amigos muito querido O final de tarde estava extremamente agradável (...). Todos riam muito, embalados por algumas taças de excelente vinho(...) todos dávamos muitas risadas (...) Até hoje não sou capaz de descrever, exatamente como tudo começou (...) [O] garçom se aproximou da mesa ao nosso lado e minha amiga Lena, que estava de mãos dadas com o marido João, arregalou os olhos, subiu na própria cadeira e, petrificada, pálida e com as mãos trêmulas, tentava sufocar o grito (...). João que tinha vasto conhecimento do pavor que sua mulher tinha por insetos , e totalmente aflito com a situação, perguntava insistentemente: 'Cadê? Onde ela está? Não estou vendo, me mostre...' Totalmente paralisada, Lena não conseguia juntar 'a com b', balbuciar qualquer sílaba ou palavra e tampouco apontar para o ser aterrorizante(...). O garçom nem se dera conta de estar carregando, em seu ombro esquerdo uma barata. (...) [O] inseto resolveu fazer um voo social pelo ambiente, indo parar no cabelo de uma pobre senhora (...)."

Diante dessa situação, o Tribunal de Justiça de São Paulo, reconhecendo haver indícios evidentes de que houve plágio, em decisão liminar, determinou a suspensão da comercialização do livro "Mentes ansiosas" de Ana Beatriz, que foi proibida. Ainda não houve o julgamento do processo.

Segunda acusação de plágio[editar | editar código-fonte]

Uma segunda acusação de plágio contra Ana Beatriz veio a público e, em 2013, ela passou a responder a mais um processo judicial por plágio.[1] Neste segundo caso, a psiquiatra Ana Carolina Barcelos acusa Ana Beatriz de ter se apropriado indevidamente de trechos de trabalhos seus, e de terceiros, sem fazer as devidas referências e dar os devidos créditos. Os abusos teriam sido praticados no livro “Corações Descontrolados. Ciúmes, raiva, impulsividade. O jeito borderline de ser”. Após essa acusação, a primeira edição do livro foi retirada de circulação, e uma segunda, corrigida, foi lançada algumas semanas depois. Atualmente, aguarda-se o julgamento do recurso de apelação interposto por Ana Carolina.

Referências

  1. a b Folhapress (1 de março de 2013). «Editora suspende venda após suspeita de plágio». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 24 de julho de 2019. Cópia arquivada em 24 de julho de 2019