Crateús

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Crateús
  Município do Brasil  
Igreja Matriz de Crateús.JPG
Símbolos
Bandeira de Crateús
Bandeira
Brasão de armas de Crateús
Brasão de armas
Hino
Lema És orgulho da Terra da luz
Apelido(s) "CTS"
"Capital do Oeste Cearense"
"Princesa do Oeste"
"Príncipe Imperial"
"Dubai Cearense[1]"
Gentílico crateuense
Localização
Localização de Crateús no Ceará
Localização de Crateús no Ceará
Mapa de Crateús
Coordenadas 5° 10' 42" S 40° 40' 07" O
País Brasil
Unidade federativa Ceará
Municípios limítrofes Poranga, Ipaporanga, Tamboril, Independência, Novo Oriente e o estado do Piauí (limite ainda em litígio com o Ceará).
Distância até a capital 350 km
História
Fundação 6 de julho de 1832 (189 anos)
Aniversário 6 de julho
Administração
Prefeito(a) Marcelo Ferreira Machado[2] (Solidariedade, 2021 – 2024)
Vereadores 15
Características geográficas
Área total [3] 2 985,411 km²
População total (estimativa IBGE/2021[4]) 75 241 hab.
Densidade 25,2 hab./km²
Clima semiárido (BSh)
Altitude 274 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,644 médio
PIB (IBGE/2010[6]) R$ 384 606,000 mil
PIB per capita (IBGE/2010[6]) R$ 5 279,20

Crateús (AFI: /cɾɐˈtħeus/) (localmente /crateˈúx/[a]) é um município brasileiro e uma das cidades mais importantes e antigas do Estado do Ceará, desenvolvendo-se às margens do Rio Poti[7], está localizada na região dos Sertões de Crateús, sendo a décima segunda cidade mais populosa do estado, com 75 241 habitantes,[4] conforme estimativas do IBGE de 2021. Popularmente conhecida como Capital do Oeste[8], constitui-se numa cidade com expressiva importância regional, destacando-se na tradicional função de comercialização de produtos rurais, provenientes do desenvolvimento da agricultura familiar, com destaque para a grande produção de milho e feijão, no sopé dos ricos vales da região, geograficamente cortada pelo rio Poti e pela Serra grande[9]. Já foi uma das maiores produtoras de biocombustíveis do Nordeste, (Que se dá pela companhia Brasil Ecodiesel, na aquisição da Crateús Algodoeira S.A (Crateús Algodoeira) em novembro de 2004 Sendo que em outubro de 2006, foi iniciada a operação da Unidade de Crateús, integrada à unidade de esmagamento) com capacidade de produção de 118.800 m3 de biodiesel por ano segundo a companhia[10][11]. Crateús também sedia uma unidade do Exército Brasileiro, (40º BI - Batalhão de infantaria),[12] uma base regional do Samu[13] e abriga Reserva Natural Serra das Almas[14]

O município está entre as 50 melhores cidades do interior parar se morar, segundo a Revista Exame[15]. Essa característica está associada ao seu posicionamento geográfico no oeste do Estado do Ceará e ao leste do Estado do Piauí o que lhe confere a condição de se consolidar como Cidade-satélite (grande pólo comercial tanto para o Ceará como para Piauí), já que é o maior entroncamento comercial, econômico, cultural e maior centro populacional entre ambos[16][17]. Por meio dessas potencialidades assume postura de Capital regional já que por além de ser uma economia em ascensão no interior nordestino, é também um centro universitário em expansão, e tem o maior centro de saúde dos Sertões de Crateús[18][19]. Seu clima é tipicamente tropical, quente e seco, com uma temperatura média de 25,4 graus Celsius e com uma altitude de 90 metros, chegando até os 274 metros nas áreas mais altas ou seja nas regiões montanhosas e acima da Serra grande[20]. Crateús está localizada a 350 km de Fortaleza, o acesso rodoviário é feito pela pela BR-316 ou pela BR-020 (Rodovia Brasília-DF - Fortaleza-CE) que liga o Ceará ao Piauí e, consequentemente, ao Maranhão e ao Pará[21]. também conectam-se pela pela Ferrovia, atualmente usada sobretudo pela Transnordestina Logística[22]. Crateús é conhecida internacionalmente por ter sido a cidade que prendeu a santa[23], por ter revidado a passagem da Coluna Prestes pela cidade em 1926[24], E por registrar a menor temperatura mínima do Ceará, 12 ºC em 13 de fevereiro de 1963.[25]

Simbologia[editar | editar código-fonte]

A bandeira[editar | editar código-fonte]

A Bandeira de Crateús é bastante semelhante às bandeiras do Brasil e do Ceará, ou seja, consiste em um retângulo de proporção largura-comprimento de 7:10 com fundo verde sobreposto por um losango amarelo. No centro do losango está um círculo branco no qual está o brasão municipal.[26] A cor amarela e simboliza as riquezas do município (na época de sua criação, principalmente o arroz, cuja casca, por sinal, é de cor amarelada), Já a cor verde predominante em maior parte da bandeira faz alusão as matas crateuenses, à época mais abundantes, e a Mata Atlântica na serra grande. A cor branca onde se situa o brasão, simboliza a paz, harmonia e a prosperidade[27]. A bandeira pode ser usada em todas as manifestações cívicas do povo de Crateús, em caráter particular ou oficial.

O brasão[editar | editar código-fonte]

O Brasão de Armas de Crateús faz referência às riquezas e as belezas do município, como a Serra da Ibiapaba e o Vale do Rio Poti que outrora alavancaram a economia da cidade com grandes produções rurais na agricultura e na pecuária e também nas lavouras de milho e feijão, nos ricos vales da região.[28]

O uso do Brasão de Armas de Crateús é obrigatório na Prefeitura Municipal, na Câmara de Vereadores e nos papéis oficiais dos poderes Executivo e Legislativo (documentos, papel de correspondências, convites e publicações oficiais).[28]

O hino[editar | editar código-fonte]

O Hino de Crateús tem letra composta pelo doutor Antônio Carlos Barreto e melodia por Expedito Paiva e Carlos César. Sua estrutura externa é de estrofes em quadras em rimas alternadas. instrumentação a base de percussão e flauta acústica.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Crateús" vem do tupi ou tapuia (Kariri), podendo significar:

  • tupi: cará (batata) e teú (lagarto);[29]
  • kariri: kará (peixe) te (terra) e ús (Povo)[30] ou ainda composta de kra ("seco") mais , formou kraté ("coisa seca" ou "lugar seco") e (muito freqüente) formando "lugar freqüente muito seco" us ("povo" ou "tribo") ou ainda se referindo-se a karatiús ou karatís (índios nativos da região ) o que viria a ser "índios da tribo karati". [31]

Sua denominação original era "Fazenda Piranhas" (nominação dada a fazenda de propriedade de dona Ávila Pereira, devido à abundância desse peixe na região), depois elevado a categoria de vila com o "Príncipe Imperial do Piauí" .[32][33]

História[editar | editar código-fonte]

Detalhe do mapa de Antonio Galuci(1761), no qual destaca-se Crateús fazendo parte do Piauí.
Ceará de 1861 sem a região de Príncipe Imperial (atual Crateús)

As terras de Crateús, ao sul da Serra da Ibiapaba (Serra Grande), e às margens do rio Poti, eram habitadas pelos índios Karatis,[34][35] antes da chegada dos portugueses e bandeirantes no século XVII.

Em 1721 o vale de Crateús fora comprado por D. Ávila Pereira Passos, pelo preço de quatro mil cruzados. A posse dessas terras lhe foi dada na Fazenda Lagoa das Almas, 18 quilômetros ao sudoeste da Vila Príncipe Imperial, (hoje cidade de Crateús), na margem esquerda do Riacho do Gado, que deságua no Rio Poty.[36]

Com o sucesso da economia do mercantilismo, a vila piauiense de Piranhas destaca-se como entreposto comercial comunicando o Ceará e o Piauí, devido ao acidente geográfico (boqueirão) entre a Serra Grande e a de Ibiapaba, facilitando o tráfego entre os dois estados.

A vila Príncipe Imperial integrou o estado do Piauí até o ano de 1880, quando foi anexada ao território do Ceará, como resultado da solução encontrada para o litígio territorial entre esses dois estados. O Ceará reconheceu a jurisdição do Piauí sobre o município de Amarração (Luís Correia) e em troca o Piauí ofereceu dois importantes municípios piauienses: Independência e Príncipe Imperial.[37]

Com a expansão da Estrada de Ferro de Sobral-Camocim para o Piauí, em 1911, as terras de Crateús foram cortadas pela ferrovia e, em 1912, duas estações de trem foram construídas no município: Crateús[38] e Sucesso,[39] e depois outras estações foram construídas em: 1916 Poti,[40] em 1918 Ibiapaba,[41] em 1932 Oiticica[42] e Santa Terezinha.[43]

Devido ao acidente geográfico, o canyon do rio Poti, que corta a Serra da Ibiapaba (Serra Grande), uma conexão natural entre Ceará e o Piauí, o mercantilismo entre os dois estados e o crescimento ao redor da estrada de ferro, Crateús desenvolveu-se como centro urbano e comercial no qual diversos grupos étnicos estão presentes, tanto etnias indígenas (Tabajara, Potyguara, Calabaça, Kariri, Tupinambá) como de descendentes africanos (Quilombos: Queimadas).

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

No ano de 1832 a vila piauiense de Piranhas (Crateús) foi elevado à categoria de vila e distrito sob  o nome de Príncipe Imperial do Piauí, sendo desmembrado de Castelo do Piauí pela lei geral nº 06-07-1832, com sede no núcleo de Piranhas.[44] Em 1853 já tinha um distrito o Povoação de Pelo-Signal (atual município de Independência e compreendia as áreas dos atuais municípios de Quiterianópolis e Novo Oriente) sendo elevada à categoria de vila e desmembrada de Príncipe Imperial do Piauí (Crateús) no ano de 1857.[36]

Em 1880, foi transferida da antiga província do Piauí para a província do Ceará através da Lei (decreto geral) Nº 3.020 de 22 de outubro de 1880. Em 1889, mudou o nome para Crateús tendo o nome oficializado através do Decreto de Lei Nº 01 de 2 de dezembro de 1889. Em 1911, foi elevado à categoria de cidade. Em 1920, o município já tinha 2 distritos: Barrinha (Ibiapaba) e Santana. Em 1929, o distrito Barrinha (Ibiapaba) muda o nome para Ibiapaba, e no mesmo ano é formado mais um distrito: Irapuã. Na divisão administrativa de 1933, Santana não figura como distrito municipal; no quadro só aparecia, além do distrito-sede, Graça, Ibiapaba, Irapuã e Tucuns. Em 1938. Irapuã é rebaixado a povoado, e Graça muda o nome para Chaves, e mais dois distritos são criados:Oiticica e Poti. Em 1944, Chaves muda o nome para Rosa. Em 1951, Irapuá novamente é elevado a categoria de distrito e é criado mais um distrito: Montenebo. Em 1955, mais um distrito: Santo Antonio. Em 1963, Ibiapaba se emancipa e anexa o distrito de Oiticica, e no mesmo ano Montenebo também se emancipa (com o nome de Monte Nebo). Em 1965, Crateús anexa o território dos extintos municípios de Ibiapaba e Montenebo (exMonte Nebo).[36]

Em 1996, Crateús forma mais cinco distritos: Assis, Curral Velho, Lagoa das Pedras, Realejo e Santana.[45]

Atualmente o município é dividido em treze distritos: Crateús (sede), Assis, Curral Velho, Ibiapaba, Irapuã, Lagoa das Pedras, Montenebo, Oiticica, Realejo, Santana, Poti, Santo Antônio e Tucuns.[46]

Região de Planejamento do Ceará[editar | editar código-fonte]

A Lei Complementar Estadual nº 154, de 20 de outubro de 2015, define a nova composição da região de planejamento do Sertão dos Crateús, sendo a regionalização fixada em 13 municípios: Ararendá, Catunda, Crateús, Hidrolândia, Independência, Ipaporanga, Ipueiras, Monsenhor Tabosa, Nova Russas, Novo Oriente, Poranga, Santa Quitéria e Tamboril.[47][48]

  • Características geo-ambientais dominantes: Domínios naturais dos sertões e das serras áridas;
  • Área territorial (km²) – (2010): 20.591,20;
  • População – (2014): 348.844;
  • Densidade demográfica (hab./km²) – (2014): 16,94;
  • Taxa de urbanização (%) – (2010): 58,11;
  • PIB (R$ mil) – (2012): 1.689.837,10;
  • PIB per capita(R$) – (2012): 4.913,92;
  • % de domicílios com renda mensal per capita inferior a ½ salário mínimo – (2010): 65,24.

Região Metropolitana de Crateús[editar | editar código-fonte]

Tramita na Assembleia Legislativa do Ceará o Projeto de Lei Complementar n° 07/17 que propõe a criação da Região Metropolitana de Crateús. O objetivo da proposta é agrupar todas as cidades da região do Sertão dos Crateús, formada pelos municípios de Independência (Ceará), Novo OrienteIpaporanga, Poranga, Ararendá, Nova Russas, Ipueiras (Ceará), Hidrolândia (Ceará), Catunda, Monsenhor Tabosa, Tamboril (Ceará) e Crateús.[49]

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Centro da cidade de Crateús

Atualmente Crateús está dividida em 32 bairros (divididos por zonas). São eles[50]:

Centro:
  • Distrito Comercial (Centro);
  • Bairro São Vicente;

Zona Sul:

  • Bairro do Aeroporto;
  • Morada dos Ventos II;
  • Bela Vida;
  • Campo Velho;
  • Planalto;
  • Planaltina;
  • Cidade Universitária;

Zona Leste:

  • Distrito Industrial;
  • Nova Terra;
  • Ipase;
  • Maratoan;
  • Santa Luzia;
  • Morada dos Ventos I
  • Fátima II
  • Cidade Universitária Leste

Zona Norte:

  • Cidade Nova (Ilha);
  • Patriarcas;
  • Cidade 2000
  • Cajás;
  • Dom Fragoso;
  • Nossa Senhora das Graças;
  • Venâncios I,
  • Venâncios II;
  • José Rosa;

Zona Oeste:

  • Altamira;
  • Fátima I
  • Ponte Preta;
  • São José;

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Crateús está situado á 350 quilômetros de Fortaleza, o acesso rodoviário é feito pela pela BR-316 ou pela BR-020 (Rodovia Brasília-DF - Fortaleza-CE) que liga o Ceará ao Piauí e, consequentemente, ao Maranhão e ao Pará[21]. além do terminal rodoviário de Crateús, onde se concentram as linhas intermunicipais e interestaduais. O sistema de transporte rodoviário (alternativo) da cidade é o Cooperativismo (Coopetranscrat)[51] regulamentado pelo estado, órgão do Governo estadual, enquanto que o trânsito de veículos é fiscalizado pela Guarda municipal de Crateús (GMC). O transporte coletivo aguada licitação para ser implantado, o mesmo será realizado por ônibus e é denominado Sistema Integrado de Transportes de Crateús e região (SIT-CRAT). O sistema deve proporcionar ao usuário opções de deslocamento e acesso às diferentes zonas da cidade por meio da integração de tarifa única em terminais regionais. A rede é baseada em três tipos de linhas: as que fazem integração bairro-terminal, as que integram o terminal ao centro da cidade ou ainda a outro terminal.[52]

Metroviário[editar | editar código-fonte]

O sistema de VLT está em fase de projeção e será operado pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, empresa de capital social capitaneada pelo Governo do Estado do Ceará e tem como atual presidente Eduardo Hotz. Fundada em 2 de maio de 1997, a companhia é responsável pela administração, construção e planejamento metroviários no estado do Ceará, estando presente nos sistemas de Sobral, Cariri e Grande Fortaleza.

Atualmente a ferrovia na região dos Sertão de Crateús é utilizada para o transporte de cargas pela Ferrovia Transnordestina Logística. O governo do Ceará estuda a reativação do transporte de passageiros nas regiões de Iguatu e de Crateús.[53] A licitação das obras civis do VLT foi orçada no valor de R$ 50,9 milhões, a licitação prevê a contratação de uma empresa que deveria realizar a construção de 20 km de vias singelas (além de via duplicada na região das estações) e 15 estações, o sistema será o quarto a ser inaugurado no estado e atualmente transporta 1,5 mil passageiros por dia em todo o Ceará.[54]

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Aeroporto de Crateús

O Aeroporto Regional de Crateús (Doutor Lúcio Lima) está localizado na Rodovia Estadual CE-187, Bairro Campo Velho distante 5 km do centro da Cidade. Denomina-se Aeroporto regional pelo fato de atender 20 cidades em dois estados diferentes (Ceará e Piauí), ajudando o estado cearense movimentar mais de 24 mil passageiros ao mês.[55][56] Com um movimento intenso de aeronaves de pequeno porte e médio, o aeroporto de Crateús é de total e fundamental importância para os empresários que possuam aeronave ou utilizem o táxi aéreo.[57] Foi reinaugurado no dia 18 de fevereiro de 2020. Possui uma pista de 1800m de asfalto. Tem área de embarque e desembarque de passageiros dotada de raios-x de raquete (mão), de corpo e bagagem de mão, é todo climatizado, dotado de porta automática, pequenos quiosques, uma lanchonete e um terraço panorâmico climatizado. Geralmente recebe aviões de pequeno porte como Caravan, Brasília e Bandeirante, operados por empresas de táxi aéreo, e aeronaves de médio porte como ATR-42, ATR-72 e EMB-190 da Embraer, operados por empresas de aviação regional e Nacional. E está apto a receber aviões de grande-médio porte como os Boeing 737-300, Boing 737-700, Fokker - 100, AIRBUS - A320 e EMB -190 e EMB - 195 da Embraer, entre outros jatos particulares[58].

Administração[editar | editar código-fonte]

O poder político em Crateús é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais e administração municipal localiza-se na sede. Para o prefeito criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Câmara dos Vereadores que conta com 15 parlamentares (vereadores). São símbolos oficiais do município o brasão, a bandeira e o hino. O primeiro prefeito foi Tomás Catunda Filho (1912-1915)[59][60]

Poderes[editar | editar código-fonte]

Legislativo

O poder legislativo em Crateús é representado pela Câmara de Vereadores, que são responsáveis pela apreciação e aprovação de leis municipais além da realização de audiências públicas. O município é representado por um total de 15 vereadores[61].

Executivo

O Poder Executivo do município de Crateús é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.

A prefeitura, atualmente (ou seja, durante a administração de Marcelo Machado (SD).[60]), é composta por 15 secretarias, que seguem: Secretaria da Fazenda e Gestão Orçamentária; Secretaria da Mulher; Secretaria de Administração e Modernização; Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção; Secretaria de Comunicação; Secretaria de Desenvolvimento Econômico; Secretaria de Desenvolvimento Social; Secretaria de Educação, Esporte e Lazer; Secretaria de Governo e Projetos Estratégicos; Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Serviço Público; Secretaria de Juventude; Secretaria de Planejamento Urbano e Meio Ambiente; Secretaria de Saúde; Secretaria de Trânsito. Existe também uma secretaria especial que cuida dos assuntos ligados a cultura, que é a Fundação Cultural de Crateús. As superintendências do município são: Superintendência de Tecnologia da Informação (STI); Superintendência de Turismo (SETUR) e Superintendência de Desportos e Lazer (SUDEL). A Assessoria Jurídica de Crateús (AJICRAT); Controladoria Geral do Município (CGM); Procuradoria Geral do Município (PGM); Ouvidoria Geral do Município (OGM); Comissão Permanente de Licitação (CPL); e Patrimônio Municipal de Crateús são órgãos ligados à prefeitura que auxiliam na gestão do município.[61][62]

Judiciário

Crateús conta com vários órgãos do Poder Judiciário Estadual (Tribunal e Justiça do Estado). Juizados Especiais Cíveis, Juizados Especiais Criminais, Promotoria de Justiça da Comarca de Crateús, Procuradoria da República no Município de Crateús (Ministério público federal) e Juízes de Direito (Fórum Desembargador José Olavo de Rodrigues Frota).[63][64]

Procuradoria geral do município[editar | editar código-fonte]

A Procuradoria Geral do Município é o órgão da estrutura organizacional da Prefeitura incumbido de assessorar a Administração Municipal em assuntos de natureza jurídica e de representar o Município judicial e extrajudicialmente em quaisquer situações em que ele seja parte.[65]

A visão da Procuradoria visa a regularização dos atos administrativos, atualização da legislação municipal, prática de atos administrativos preventivos do patrimônio público, prestação de assessoria consultiva a todas as secretarias e ao gabinete do prefeito visando evitar que atos administrativos sejam contestados, aumento da arrecadação municipal.[66]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Serra dos Tucuns no período das chuvas

As terras de Crateús fazem parte da Depressão geografia) sertaneja , tendo ao oeste do município a Serra da Ibiapaba (Serra Grande), com elevações próximas dos 700 metros. Os solos são: lanossolos, latossolos e podzólicos.[67] As formas de relevo a leste e maior porção do território são suaves e pouco dissecadas, produto da superfície de aplanamento em atuação no Cenozoico.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A predominância da caatinga arbórea (floresta caducifólio espinhosa), caatinga arbustiva aberta, mata seca (floresta sub-caducifólio tropical pluvial) e a vegetação de carrasco, xerofitia arbustiva densa de caules finos.[68]

Nesta área de caatinga é possível encontrar mais de 350 espécies de plantas, dentre elas a gameleira; 57 répteis e anfíbios, 173 de aves, dentre estas o pica-pau-anão (espécie ameaçada de extinção) e 38 de mamíferos, dentre estas espécies ameaçadas de extinção temos: a onça-parda, o gato-do-mato. A fauna e a flora são protegidas graças a Reserva Natural Serra das Almas, que é reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, pelo IBAMA.

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Crateús por meses (INMET)
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 113,6 mm 26/01/2005 Julho 30 mm 26/07/1973
Fevereiro 101,8 mm 03/02/1967 Agosto 43,1 mm 08/08/2008
Março 140,2 mm 27/03/1967 Setembro 53 mm 30/09/1973
Abril 97 mm 24/04/1967 Outubro 46,3 mm 11/10/1984
Maio 81,3 mm 18/05/1968 Novembro 122,1 mm 24/11/1995
Junho 37 mm 12/06/1969 Dezembro 134,2 mm 29/12/1967
Período: 1962 a 1970, 1973 a 1984, 1990 e a partir de 1995[69]

Tropical quente semiárido com índice pluviométrico de 740 milímetros (mm) por ano, com chuvas concentradas de janeiro a maio e temperatura média compensada anual de 27 ºC, com tempo de insolação de aproximadamente 2 665 horas anuais.[70]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1962 a 1970, 1973 a 1984, 1990 e a partir de 1995, a menor temperatura registrada em Crateús foi de 12 ºC em 13 de fevereiro de 1963, sendo até hoje a menor temperatura mínima já registrada no Ceará.[25][71] A maior atingiu 39,8 ºC em 22 de dezembro de 2005.[72] O maior acumulado de precipitação (chuva) observado em 24 horas foi de 140,2 mm em 27 de março de 1967. Outros grandes acumulados foram 134,2 mm em 29 de dezembro de 1967, 133,8 mm em 20 de março de 2003, 124,2 mm em 24 de março de 2003, 122,1 mm em 24 de novembro de 1995, 119,9 mm em 23 de março de 1997, 113,6 mm em 26 de janeiro de 2005, 113,4 mm em 12 de janeiro de 2004, 109,4 mm em 11 de janeiro de 1999 e 101,8 mm em 3 de fevereiro de 1967.[69] Em janeiro de 2004 foi registrado o maior volume de chuva em um mês, de 644,3 mm.[73]

Dados climatológicos para Crateús
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37,2 37,1 37,1 36,7 37 36,5 35,8 37,9 37,6 38 38,3 39,8 39,8
Temperatura máxima média (°C) 33,6 32,8 32 31,1 31,7 32,3 33,1 34,2 35,5 36 35,7 35,1 33,6
Temperatura média compensada (°C) 27,6 26,7 26,1 25,6 25,8 25,8 26,5 27,4 28,8 29,5 29,6 29 27,4
Temperatura mínima média (°C) 23,2 22,6 22,5 22,2 21,7 20,6 20,7 21,5 22,8 23,4 23,7 23,7 22,4
Temperatura mínima recorde (°C) 17 12 16,4 17,2 12,1 14,9 13,5 15,5 17,8 19,4 13,8 16,2 12
Precipitação (mm) 117,4 122,5 183,6 178,7 67,1 13,1 6,8 7,1 0,7 6,5 11,1 23,8 738,4
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 7 9 13 13 7 2 2 1 0 1 1 2 58
Umidade relativa compensada (%) 62,9 70,8 76,7 81,1 73,8 64,5 54,7 47,8 43,1 42,4 44,4 51,8 59,5
Horas de sol 183,3 180,3 174,6 159,2 201,3 219,6 252,2 280,3 276,8 275,9 242,8 218,5 2 664,8
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[70] recordes de temperatura de 1962 a 1970, 1973 a 1984, 1990 e a partir de 1995)[71][72]

Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

O município encontra-se dentro da Bacia do Rio Parnaíba, a única bacia hidrográfica do estado que não deságua no próprio estado. Devido a esse fator, as microbacias do município são relativamente pequenas e curtas, pois seus rios e riachos nascem no próprio município, limitando seu aporte e volume de água. Todos os rios dos municípios são intermitentes, secam na estação seca. Os principais açudes são: Carnaubal, Açude Realejo e Açude de Fronteiras. Todos são monitorados pelas COGERH (Companhia de Gestão e Recursos Hídricos do Estado do Ceará)[74].As principais fontes de água fazem parte da bacia do Parnaíba, tendo como principal rio o Poti. O município possui diversos açudes, dentre os quais destacam-se os de maior porte como os açudes: Carnaubal ou Grota Grande e Realejo. No momento esta sendo construído o Açude Fronteiras, no leito no rio poti ao norte do município, um açude com capacidade de acumular 488.180.000 metros cúbicos de água.[67],[75]

Açude Carnaubal[editar | editar código-fonte]

Com conclusão no ano de 1990, o açude Carnaubal ou Grota Grande tem capacidade máxima de acumulação de água de 87.690.000 milhões de m³. É o atual e único açude responsável pelo abastecimento urbano da sede do município[76]. A construção desse reservatório foi fundamental para minimizar os problemas com falta de água que eram frequentes no município. Está localizado no leito do Riacho do Meio no distrito de Santo Antônio dos Azevedos.[77][78]

Açude Realejo[editar | editar código-fonte]

Com conclusão de construção no ano de 1980, o açude tem capacidade máxima de acumulação de água de 31.551.120 milhões de m³, está localizado no leito do riacho Carrapateiras[76]. Por muitos anos esse açude foi a única fonte de abastecimento de água do município, que devido ao seu baixo volume de acumulação e a crescente demanda, sempre havia esgotamento do reservatório.

Açude Fronteiras[editar | editar código-fonte]

O nome açude Fronteiras se dá pelo fato da amplitude do mesmo já está sendo construído no leito do Rio Poti desde o ano de 2009, com o intuído de monitorar enchentes provenientes de riachos e rios que devem desaguar no mesmo, e a alta demanda populacional do município. Terá capacidade de 488.180.000 milhões de m³ assumirá posteriormente o posto de abastecimento urbano da sede do município e para abastecimento de pequenas comunidades no seu entorno, também como forma de perenização do Rio Poti.[79]

Rio Poti[editar | editar código-fonte]

É principal rio do município, pelo fato do município se desenvolver em suas margens.[80] sua nascente é na Serra dos Cariris Novos, município de Quiterianópolis e segue no sentido sul–norte passando por Novo Oriente até a cidade de Crateús, onde flui no sentido sudeste–noroeste, passando pela cidade de Teresina, Piauí, onde atravessa a Floresta Fóssil de Teresina e deságua no rio Parnaíba. Em seu leito foram construídas duas barragens: o Açude Flor do Campo, no município de Novo Oriente e o Açude Carnaubal, bem como a barragem de aproximadamente 800 metros, com paredes de concreto, que abastece Crateús e região.[81][82]

Economia[editar | editar código-fonte]

Aspectos socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

A maior concentração populacional encontra-se na zona urbana. A sede do município dispõe de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico, agência de correios e telégrafos, serviço bancário, hospitais, hotéis, ensino de 1° ao 3° grau de ensino médio e de formação universitária, também conta com a construção de uma biblioteca pública (Biblioteca Municipal Noberto Ferreira) e um teatro (Teatro Municipal Rosa Moraes ou mais conhecido como Casa da Rosa)[67]. Destaca-se ainda o 40º BI - Quadragésimo Batalhão de Infantaria com sede nessa cidade, situado no bairro dos Venâncios, à margem direita da BR-226 - Saída para a cidade de Independência que teve sua instalação e inauguração no ano de 1954 com o nome de 4º Batalhão Ferroviário e posteriormente passou a denomina-se de 4º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção).

A partir de Fortaleza o acesso ao município, pode ser feito por via terrestre através da rodovia Fortaleza/Canindé/Independência BR-020/BR-226 ou Fortaleza/Canindé/Santa Quitéria BR-020/CE-257/CE-176 ou ainda via Fortaleza/Tianguá BR-222 até a vila de Aprazível, local por onde se segue através de rodovias do estado passando pelos municípios de Cariré, Varjota, Reriutaba, Pires Ferreira, Ipu, Ipueiras, Nova Russas até alcançar a sede do município. As demais vilas, lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis (com franco acesso durante todo o ano) através de estradas estaduais, asfaltadas ou carroçáveis.[83].

O extrativismo vegetal para a fabricação de carvão vegetal também faz parte da economia local, bem como a extração de madeiras diversas para lenha e construção de cercas,e ainda a extração da oiticica e carnaúba.

O artesanato de redes, chapéus-de-palha e bordados, também representa uma importante fonte de renda.

A mineração de rocha para cantaria, brita e usos diversos na construção civil é ainda incipiente.

Nas terras de Crateús foi constatada a presença de ametista, uma variedade do quartzo e jazidas de hematita, um importante minério de ferro e de cianita e de berilo utilizado na indústria de equipamentos espaciais e usinas atômicas.

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Crateús conta com várias companhias e postos de patrulhamento entre elas a Polícia Militar do Ceará, Polícia Civil e Guarda municipal de Crateús que é a instituição que complementa as atividades de segurança pública. O município também ostenta uma base centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), órgão estadual de vigilância, controle e assistência emergencial cujo sistema congrega Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Autarquia Municipal de Trânsito, SAMU, entre outras instituições.[84]

Modelo de helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).
Modelo do veículo do programa de policiamento comunitário o "Ronda do Quarteirão".

Todas as companhias presentes em Crateús[85]

  • Batalhão de Polícia Comunitária (BPCOM)
  • Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRAIO)
  • Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA)
  • Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE)
  • Regimento de Polícia Montada (RPMONT)
  • Força Tática de Apoio (FTA)
  • Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE)
  • Batalhão de Policiamento de Turismo (BPTUR)
  • RONDA - Pertence ao BPCOM
  • Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) - Pertence à SSPDS
  • Batalhão de Polícia de Choque - BPChoque -
    • 1ª Cia - COTAM - Comando Tático Motorizado
    • 2ª Cia - CDC - Companhia de Controle de Distúrbios Civis
    • 3ª Cia - GATE - Grupo de Ações Táticas Especiais
    • 4ª Cia - CPCÃES - Companhia de Policiamento com Cães
    • 5ª Cia Bepi Batalhão especializado de policiamento do interior
  • Batalhão de Policiamento de Divisas (BPD)

Saúde pública[editar | editar código-fonte]

Hospital de Referência Regional São Lucas (HRC)[editar | editar código-fonte]

O Hospital Regional São Lucas (HRC), é o maior hospital público da rede da Secretaria Estadual da Saúde do Ceará, na região dos Sertão dos Crateús, cujo administrado pela Sociedade Beneficente São Camilo, é referência para o três Microrregiões, abrangendo dois estados (Sertão dos Crateús, Sertão dos Inhamuns e Microrregião de Campo Maior no estado do Piauí) atende média e alta complexidade, regional, estadual e interestadual,[86][87] especializado em clínica médica, cirurgia geral, cirurgia oncológica, terapia intensiva adulto, fisioterapia, fonoaudiologia, serviço social, psicologia, farmácia clínica, serviço de nutrição e dietética.[88][89]

Hospital Municipal[editar | editar código-fonte]

Hospital Municipal de Crateús, ou Centro de Especialidades Gentil Barreiras, de baixa e média complexidade, atende exclusivamente a cidade de Crateús.[90][91]

Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas[editar | editar código-fonte]

Unidade de Pronto Atendimento de Crateús - UPA 24h Dr. Olavo Cardoso, Situada no Bairro Cidade Nova (Bairro da Ilha). (Estadual). É responsáveis por concentrar os atendimentos de saúde de média complexidade do município, compondo uma rede organizada em conjunto com a atenção básica e a atenção hospitalar. A unidade também possui o objetivo de diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais da cidade, evitando que casos de menor complexidade sejam encaminhados diretamente para as unidades hospitalares, além de ampliar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na região.[92][93][94]

Policlínica Regional de Crateús[editar | editar código-fonte]

A Policlínica Raimundo Soares Resende, atende a 302.148 moradores dos municípios da região Crateús, prestada uma gama alargada de cuidados de saúde, incluindo serviços de diagnóstico e de tratamento ambulatório, sem necessidade de internamento. oferece os serviços de um leque diversificado de profissionais de saúde, incluindo médicos e enfermeiros de múltiplas especialidades. A policlínica de Crateús foi inaugurada em 14 de Março de 2014, pelo então secretário de Saúde do Estado do Ceará, Ciro Gomes, atendendo a 15ª região de saúde que corresponde aos 11 municípios da região de Crateús.[95][96][97]

Saúde privada[editar | editar código-fonte]

Unimed Regional de Crateús[editar | editar código-fonte]

A Unimed Crateús atua desde 2001 como operador de planos de saúde no município[98]. O Hospital da Unimed em Crateús é referência regional, é especializado em clínica médica, cirurgia geral, cirurgia oncológica, terapia intensiva adulto, fisioterapia, fonoaudiologia, serviço social.[99][100]

Clinicas[editar | editar código-fonte]

Destacam-se no municípios clinicas , especializadas em diversas áreas.[101]

  • Climec (Clinica Médica de Crateús)
  • Laboclínica
  • Clínica São Camilo
  • Clínica Regional Oftalmológica de Crateús
  • Cliniafagu Crateús
  • Centro Integrado de Cirurgia Oftalmológica (CINCO)
  • Laboratório de Analises Clinicas Dr José Maria Leitão
  • Clinica AMO

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cultura crateuense é marcada pela diversidade de costumes, música e gastronomia e reflete traços culturais singulares devido a herança deixada pelos nativos e diversas raças, desde a europeia, libanesa até a africana, e pelos migrantes oriundos de outros Estados que aqui se radicaram.

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

Produtos regionais

O artesanato indígena, principalmente o potyguara é muito comum na cidade[102]. Na produção indígena se destaca a cerâmica, adornos, objetos em palha, barro e tecelagem. Também se destaca o artesanato rural como arreio, berrante e agro produtos. Em prédios públicos como a Casa do Artesão há disponível várias opções. Há também a Praça de Fátima, onde é comercializado trabalhos manuais.

Costumes

Diferente da capital do estado, os costumes em Crateús são a soma de povos que se radicaram na região, vindos de vários cantos do país, mais principalmente da Centro-Oeste, Região Sudeste e Norte do Brasil, além de imigrantes de outros países que vão de Portugueses até Chineses, transformando a cidade em um rico encontro de tradições, crenças e costumes.[103]

Influência

Crateús foi colonizada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, que ao falecer em meados do final do século XVII deixou para a esposa (então viúva) Jerônima Cardim Fróis as vastas posses no Sertão nordestino. Dona Ávila em m 1721 arremata o rico vale de Crateús pela quantia de 4.000 cruzados e lhe foi dada a posse da fazenda Lagoa das Almas (distante 78 km do local onde hoje se erguera a cidade de Crateús), Mais coube a baiana Luiza Coelho da Rocha Passos anos depois, erguer a primeira capela em Devoção ao Senhor do Bonfim, sendo enviada uma imagem do Estado da Bahia para a então fazenda Piranhas (Crateús), hoje Santo padroeiro do município cuja influência católica no município é muito grande e percebe-se através dos costumes mais fortes da cultura local.[1][104]

Música

Na música regional e local destacam-se os seguintes gêneros como o Forró, Sertanejo, MPB, Lambada, Brega e o Reggae.

Culinária

A culinária crateuense é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos.[105] Muitos dos componentes das receitas e técnicas de preparo são de origem indígena, tendo sofrido modificações por parte dos portugueses e dos escravos oriundos da África. Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais. A feijoada à brasileira, prato típico do país, é um exemplo disso.[106] Os escravos trazidos ao Brasil desde meados do século XVI somaram à culinária nacional elementos como o azeite de dendê e o cuscuz. E as levas de imigrantes recebidas pelo país entre os séculos XIX e XX, vindos em grande número da Europa, trouxeram algumas novidades ao cardápio nacional e concomitantemente fortaleceram o consumo de diversos ingredientes.

A alimentação diária, feita em três refeições, envolve o consumo de café com leite, pão, frutas, bolos e doces no café da manhã, feijão com arroz no almoço — refeição básica do brasileiro, aos quais são somados, por vezes, o macarrão, a carne, a salada e a batata — e, no jantar, sopas e também as várias comidas regionais.

As bebidas destiladas foram trazidas pelos portugueses ou, como a cachaça, fabricadas na terra. O vinho é também muito consumido, por vezes somado à água e açúcar, na conhecida sangria. A cerveja por sua vez começou a ser consumida em fins do século XVIII e é hoje uma das bebidas alcoólicas mais comuns.

As culinárias regionais mais visíveis pertencem aos estados de Minas Gerais e Bahia, sendo a culinária mineira marcada pela influência europeia em iguarias e laticínios como o feijão tropeiro (também um prato da cozinha paulista), o pão de queijo (que equivale à chipa paraguaia, diferindo no formato) e o queijo de minas frescal, e a culinária baiana pela presença de quitutes africanos como o acarajé, o abará e o vatapá. Já a culinária de Pernambuco destaca-se pela chamada "doçaria pernambucana", ou seja, os doces desenvolvidos durante os períodos colonial e imperial nos seus engenhos de açúcar como o bolo de rolo, o bolo Souza Leão e a cartola, e também pelas bebidas e iguarias salgadas descobertas ou provavelmente originadas no estado a exemplo da cachaça, do beiju e da feijoada à brasileira.[107][108][109][110][111][112]

Religião[editar | editar código-fonte]

No município de Crateús a Igreja Católica é a religião hegemônica tendo deixado várias marcas na cultura crateuense. De acordo com último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) predomina o Catolicismo com 78% da população, o Protestantismo 10% e o Espiritismo com 2%.[113]

Catolicismo[editar | editar código-fonte]

A circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil a Diocese de Crateús (Dioecesis Crateopolitana) foi erigida canonicamente pelo Papa Paulo VI, por meio da Constituição Apostólica Pro apostolico, de 28 de setembro de 1963, a partir de território desmembrado das dioceses de Iguatu e Sobral[114]. A instalação da Diocese se deu a 9 de agosto de 1964, quando tomou posse seu primeiro bispo[115]. É pertence à Província Eclesiástica de Fortaleza e ao Conselho Episcopal Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sendo sufragânea da Arquidiocese de Fortaleza. A episcopal está na Catedral Senhor do Bonfim, na cidade de Crateús.[116]

Santo Padroeiro[editar | editar código-fonte]

Santo padroeiro do município é Senhor do Bonfim, sendo enviada uma imagem do Estado da Bahia para a então fazenda Piranhas (Crateús) pela baiana Luiza Coelho da Rocha Passos para a primeira capela erguida na região.[1][104]

Situação geográfica e demografia[editar | editar código-fonte]

A Diocese está localizada no oeste do Estado do Ceará, tendo como limites a Arquidiocese de Teresina e as dioceses de Campo Maior, Iguatu, Picos, Quixadá, Sobral e Tianguá. Possuí uma área de 20.352,9 km2. Sua população é de 396.320 habitantes, com densidade demográfica de 18,1 hab/km2 (IBGE 2007). Possui 14 paróquias[116].

A diocese abrange 13 municípios, em três microrregiões[116]:

Bispos de Crateús[editar | editar código-fonte]

Nome Período Notas
Bispos
Dom Antônio Batista Fragoso 1964 - 1998 Renunciou por limite de idade (Cân. 401, do CDC)[117]
Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho[117] 1998 - 2012 Nomeado arcebispo de Teresina[118]
Dom Ailton Menegussi[119] 2013

Protestantismo[editar | editar código-fonte]

Destacam-se no município a igreja Assembleia de Deus em várias denominações, Igrejas Batista, Congregação Cristã no Brasil, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Adventista do Sétimo Dia e Igreja Presbiteriana do Brasil.[120]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Em Crateús encontra-se a Reserva Natural Serra das Almas que é reconhecida pela UNESCO como Posto Avançado da Reserva da Biosfera[121][122], detentor de 6.300 hectares de área protegida (entre Crateús no Ceará e parte de Buriti dos Montes no Piauí), que é abrigo de uma amostra significativa da Flora e Fauna da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro. Também servindo de resguardo a três nascentes e espécies ameaçadas de extinção no Bioma.[123]

Já a Serra da Ibiapaba (Serra Grande), localizada a 23 km do município, atravessa o Estado do Ceará de norte a sul no extremo oeste, limitando-o com o Piauí.[124] Caracterizando-se como uma cuesta, seu relevo possui uma escarpa íngreme voltada para o Ceará e outra, cujo declive, é bastante suave e gradual em direção ao oeste, voltada para o Piauí. As altitudes médias são de 750m. De norte a sul e de leste a oeste, ocorrem variações nítidas de condições climáticas. Na sua vertente voltada para a Depressão Sertaneja cearense, em especial na parte nordeste de cuesta, possui vegetação tropical frondosa e densa, sendo considerada Mata Atlântica, por está em uma zona de transição possui micro-biomas de cerrado, matas dos cocais, floresta amazônica e caatinga, em alguns pontos, estas vegetações aparecem mescladas. Tem rica fauna, com muitas aves, roedores e mamíferos de grande porte, como onça-parda, veado-campeiro e paca. Nesta região ocorre a mais intensas pluviosidades do território cearense, superior a 2.000mm. Por outro lado, percorrendo-se alguns quilômetros para oeste, as chuvas orográficas não são mais tão intensas e configuram um clima semiárido com vegetação de carrasco. Da mesma forma, do norte para o sul, vão diminuindo as pluviosidades, o que resulta na predominância da caatinga na parte sul da cuesta, particularmente após o boqueirão geograficamente constituído pelo Rio Poti[125] a área destaca-se na função de produção rural, o que desencadeou o desenvolvimento da agricultura familiar em Crateús com destaque para a grande produção de milho e feijão, no sopé dos ricos vales da Serra grande.[9]

Já o Rio Poti é principal rio do município, cujo município se desenvolvera em suas margens.[80] O Poti nasce na Serra dos Cariris Novos, município de Quiterianópolis, e segue no sentido sul–norte passando por Novo Oriente até a cidade de Crateús, onde flui no sentido sudeste–noroeste, passando pela cidade de Teresina, Piauí, onde atravessa a Floresta Fóssil de Teresina e deságua no rio Parnaíba. Em seu leito foram construídas duas barragens: o Açude Flor do Campo, no município de Novo Oriente, bem como a barragem de aproximadamente 800 metros, com paredes de concreto, que abastece Crateús e região. Já pertenceu totalmente ao Estado do Piauí, até o ano de 1880. O Decreto Régio 3.012 de 22 de outubro do mesmo ano, assinado por Dom Pedro II, entregou ao Ceará as nascentes do Rio Poti até o ponto do Boqueirão, na Serra da Ibiapaba. Na região existiam as cidades de Independência (Ceará) e Príncipe Imperial, hoje Crateús.[81][82]

Esporte[editar | editar código-fonte]

O municipío de Crateús tornou-se nacionalmente conhecido no futebol de salão ao conquistar o Campeonato Cearense de Futsal em 2013,[126] que classificou a equipe para Taça Brasil de Futsal de 2014, a mesma sediada na cidade de Crateús.[127] nesta edição, o clube sagrou-se campeão de forma invicta.[128][129] O clube, que disputaria a Copa Libertadores de Futsal de 2015, foi punido pela CBFS.[130] O Ginásio Poliesportivo Deromí Melo, tem capacidade para 5.500 pessoas, e é o maior e mais moderno de toda a Mesorregião dos Sertões Cearenses.[131][131]

No futebol o Clube Atlético Crateús e o Crateús Esporte Clube representam a cidade:

Clube Atlético Crateús[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Clube Atlético Crateús

O Clube Atlético Crateús ou Atlético Crateús, é um clube de futebol brasileiro, sediado na cidade de Crateús, estado do Ceará. Fundado em 1 de janeiro de 2021, o clube disputa a 3ª (Terceira) divisão do Campeonato Cearense de Futebol. Suas cores são o Laranja, Verde e branco. Manda seus jogos no Estádio Juvenal Melo, (Jumelão) que tem capacidade para 6.000 pessoas. Seu maior rival é o Crateús Esporte Clube, com quem disputa o clássico local.

Crateús Esporte Clube[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Crateús Esporte Clube

O Crateús Esporte Clube é o clube clube multiesportivo que representa a cidade. Fundado em 2001, suas cores são o amarelo, o azul e o branco.

No futebol, manda seus jogos no Juvenal Melo, (Jumelão) que tem capacidade para 6.000 pessoas.[132] Conquistou duas vezes a terceira divisão do campeonato cearense e, em 2011, terminou a segunda divisão como vice-campeão, o que lhe permitiu o acesso para a elite do futebol cearense em 2012, pela primeira vez na história.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo também é uma das fontes de renda, devido as belezas naturais e monumentos históricos como:

Praça do Barrocão.

Cidades irmãs[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração entre os municípios é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações. Oficialmente, Crateús possui como cidade irmã:[133]

Eventos culturais e de negócios[editar | editar código-fonte]

Teatro Rosa Moraes

Os principais eventos culturais são:

  • Festa do Padroeiro: Senhor do Bonfim, em dezembro,
  • Carnafolía,
  • Feira de Negócios Agropecuários (FENAC) em maio,
  • Dia do Município (6 de julho),
  • FENECRAT, em outubro,
  • Festival de Teatro Amador,
  • CARNACRAT, Micareta de Crateús, em novembro,
  • Cavalgada de Crateús
  • Festejos do Distrito de Montenebo, em setembro,
  • Festejos do Distrito de Assis, em agosto,
  • Festivais de Quadrilhas Juninas,
  • Festa do Natal, na praça Gentil Cardoso, em dezembro.

Educação superior[editar | editar código-fonte]

Possui três faculdades públicas, (uma estadual e duas federais), além de outros polos particulares.

As faculdades existentes em Crateús são:

Crateuenses ilustres[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. A vocalização do /l/ no fim das sílabas geralmente só não acontece em dialetos influenciados pelos vizinhos falantes da língua castelhana, como na pampa rio-grandenseAFI: /bɾɐˈziɫ/ –, entretanto, em dialetos conservadores do interior do planalto, comumente referidos por caipira, o novo /l/ semivogal é um rótico retroflexo, fone herdado de línguas indígenas macro-jê, e não lábio-velar, daí AFI: /bɾɐˈziɻ/, hoje muito menos comum por pressão sociolinguística da variedade de prestígio. Em todas, assume-se uma prosódia de conversa cotidiana. Em uma prosódia mais clara e formal, como a midiática, geralmente usa-se AFI: /bɾaˈziw/. Esta mudança de pronúncia da vogal átona pré-tônica não ocorre nas variedades de outros países falantes da língua portuguesa, que conservam a redução de /o ~ ɔ/ para [u], /e ~ ɛ/ para [i ~ ɨ] e /a/ para [ɐ ~ ə] considerada mais coloquial no Brasil.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]