Credo dos Apóstolos

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O Credo dos Apóstolos (em latim: Symbolum Apostolorum ou Symbolum Apostolicum), às vezes chamado de Símbolo dos Apóstolos, é uma profissão de fé cristã, um credo ou um símbolo.[nota 1] É amplamente utilizado por muitas denominações cristãs para propósitos litúrgicos e catequéticos, mais visivelmente pelas igrejas litúrgicas de tradição ocidental, incluindo o Rito latino da Igreja Católica, o Rito oriental das Igrejas Ortodoxas Orientais, o luteranismo, o anglicanismo e o presbiterianismo.

As especificações teológicas desse credo parecem ter sido originalmente formuladas como uma refutação do gnosticismo, uma antiga heresia. Isso pode ser visto em quase toda frase. Por exemplo, o credo afirma que o Cristo, Jesus, nasceu, sofreu e morreu na cruz. Isso parece ser uma afirmação direta contra o ensinamento herege de que o Cristo apenas aparentou ser homem e não sofreu nem morreu de verdade. O Credo dos Apóstolos, da mesma forma que outros credos batismais, é admirado como um exemplo do ensinamento dos apóstolos e uma defesa do Evangelho de Cristo.

O nome do Credo origina-se antes da quinta década d.c., de que por inspiração do Espírito Santo, após o Pentecostes, cada um dos Doze Apóstolos ditou uma parte do credo.[2] Ele é tradicionalmente dividido em doze artigos.

Como o credo foi originado nos primórdios do cristianismo, ele não abrange alguns assuntos cristológicos definidos no Credo Niceno e em outros credos cristãos. Portanto, nada é dito explicitamente sobre a divindade de Jesus ou do Espírito Santo. Isso o faz aceitável para muitos arianos e unitários. Da mesma forma, ele não abrange muitas outras questões teológicas que se tornaram objetos de disputa séculos após seu surgimento.

O texto do credo em latim[editar | editar código-fonte]

Pronunciação do credo em latim.
1. Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem caeli et terrae,
2. et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum,
3. qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine,
4. passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus,
5. descendit ad ínferos, tertia die resurrexit a mortuis,
6. ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis,
7. inde venturus est iudicare vivos et mortuos.
8. Credo in Spiritum Sanctum,
9. sanctam Ecclesiam catholicam, sanctorum communionem,
10. remissionem peccatorum,
11. carnis resurrectionem,
12. vitam aeternam.
Amen.[3]

Tradução para o português[editar | editar código-fonte]

Versão católica apostólica romana[editar | editar código-fonte]

O Catecismo Maior de São Pio X dá a seguinte tradução do Credo dos Apóstolos.[4] Em sua argumentação do credo,[5] o Catecismo mantém a divisão tradicional dos doze artigos.

1. Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra;
2. E em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor,
3. O qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem;
4. Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
5. Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos;
6. Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso,
7. De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo,
9. Na Santa Igreja católica, na comunhão dos Santos,
10. Na remissão dos pecados,
11. Na ressurreição da carne,
12. Na vida eterna.
Amém.

Versão luterana[editar | editar código-fonte]

Luteranismo
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Selo de Lutero
 Luteranismo portal

O Catecismo Menor de Lutero, publicado pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, apresenta a seguinte tradução do Credo dos Apóstolos dividido em três artigos:

  • 1º artigo (da criação)
Creio em Deus Pai, todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
  • 2º artigo (da salvação)
E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor,
o qual foi concebido pelo Espírito Santo,
nasceu da virgem Maria,
padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu ao mundo dos mortos,
ressuscitou no terceiro dia,
subiu ao céu,
e está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso,
de onde virá para julgar os vivos e os mortos.
  • 3º artigo (da santificação)
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja cristã,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição do corpo
e na vida eterna. Amém.[6]

Notas

  1. Não no sentido que a palavra "símbolo" tem em grande parte das línguas modernas, mas no sentido original da palavra, derivada do latimsymbolum, signo, token, do grego σύμβολον, "chave" para identificação (por comparação com sua contraparte), de συμβάλλειν, "colocar junto", comparar" [1]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikisource
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