Crime e Castigo

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Crime e Castigo
Преступле́ние и наказа́ние
Autor(es) Fiódor Dostoiévski
Idioma russo
País Rússia
Assunto Crime,Terror Psicológico
Ilustrador Evandro Carlos Jardim
Arte de capa Evandro Carlos Jardim
Editora EDITORA 34
Lançamento 1866
Páginas 561
ISBN [[Special:Booksources/85-7326-208-7|85-7326-208-7]]
Edição portuguesa
Tradução Adelino dos Santos Rodrigues
Editora Europa-América
Edição brasileira
Tradução Paulo Bezerra

Crime e Castigo (em russo, Преступле́ние и наказа́ние, Prestuplênie i nakazánie) é um romance do escritor russo Fiódor Dostoiévski publicado em 1866. Narra a história de Rodion Românovitch Raskólnikov, um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito.

O romance se baseia numa visão sobre religião e existencialismo com um foco predominante no tema de atingir salvação por sofrimento, sem deixar de comentar algumas questões do socialismo e niilismo.

Os personagens e as descrições de seus caracteres e personalidades, bem como outras obras maiores de Fiódor Dostoiévski, inspiraram pensamentos filosóficos, sociológicos e psicológicos da segunda metade do século XIX e também no século XX. Foram influenciados Nietzsche, Sartre, Freud, Orwell, Huxley, dentre outros.[1]

Os flagrantes traços autobiográficos, como a adoração pela mãe, o vício do jogo (O Jogador) e a fidelidade psicológica, bem como os traços estilísticos do autor, colocaram esta obra, entre as maiores da história da literatura universal e, certamente, junto com Os Irmãos Karamazov, garantiram a Fiódor Dostoiévski a posição de maior escritor russo da história em conjunto com Lev Tolstoy.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Parte 1[editar | editar código-fonte]

Rodion Romanovich Raskolhnikov, um ex-estudante de Direito, vive em extrema pobreza em um pequeno quarto alugado em São Petersburgo. Isolado e antissocial, abandonou todas as tentativas de se sustentar, e está engendrando obsessivamente um plano que concebeu de matar e roubar uma velha usurária penhorista. Com o pretexto de penhorar um relógio, visita seu apartamento, mas continua incapaz de empenhá-lo sozinho. Mais tarde numa taverna ele conhece Semyon Zakharovich Marmeladov, um bêbado que recentemente desperdiçou os poucos bens de sua família. Marmeladov conta-lhe sobre sua filha adolescente, Sônia, que escolheu ser uma prostituta para sustentar a família. Recebe no dia seguinte Raskolhnikov uma carta de sua mãe, em que descreve os problemas de sua irmã, Dunia, que trabalhava como governanta, com um empregador mal-intencionado, Svidrigailov. De modo a fugir da sua posição vulnerável, com esperança de ajudar seu irmão, Dunia escolheu desposar um pretendente rico, Luzhin, que estavam vindo conhecer em Petersburgo. Detalhes na carta sugerem que Luzhin é um oportunista vaidoso buscando tirar vantagem da situação de Dunia. Raskolhnikov ficou enfurecido com o sacrifício de sua irmã, sentindo que era a mesma coisa que Sônia sentiu-se compelida a fazer. Dolorosamente consciente de sua própria pobreza e impotência, seus pensamentos retornam à sua ideia. Uma série de eventos internos e externos adicionais parecem conspirar para compeli-lo à resolução de empenhá-lo.

Num estado de extrema tensão nervosa, Raskolhnikov rouba um machado e volta outra vez ao apartamento da velha. Tem acesso liberado fingindo que tinha alguma a penhorar, e ataca ela com o machado, matando-a. Também mata sua meia irmã, Lizaveta, que aparece inoportunamente na cena do crime. Abalado pelo que fez, rouba apenas um punhado de itens e uma pequena bolsa, deixando grande parte da riqueza da usurária intocada. Por pura sorte, consegue escapar do prédio e retornar ao seu quarto indetectado.

O Motivo do Crime[editar | editar código-fonte]

Atormentado por uma vida de insucessos,o protagonista resolve colocar em prática sua tese. Segundo sua tese publicada em um periódico russo,existem sujeitos ordinários e sujeitos extraordinários,os ordinários,por sua incapacidade,estão condenados a viver uma vida normal e obedecer às normas sociais vigentes na época,enquanto que os extraordinários,como por exemplo:Napoleão Bonaparte,teriam a capacidade de transgredir as normas sociais contemporâneas e levar a sociedade a um novo estágio.

Referências

  1. "National Geographic" - 1000 Events that shaped the World - "N.G.Society Washington DC - USA" Jared Diamond; 2007 - ISBN 978-1-4262-0193-6

Ligações internas[editar | editar código-fonte]