Criptomoedas no Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Logotipos de algumas criptomoedas.

Criptomoedas no Brasil é o uso das criptomoedas no cenário brasileiro.

O mercado de criptomoedas (do inglês "cryptocurrency" ou "digital asset") no Brasil está em análise para a ser mais fiscalizado. A Receita Federal planeja a primeira medida para regulamentar as moedas virtuais no país, em um esforço para cobrar impostos de quem negocia moedas como o Bitcoin e fazendo as corretoras exchanges a prestar informações sobre todas as transações de compra e venda, assim tentando conter o uso da tecnologia para lavagem de dinheiro.[1][2] Já ocorreram fraudes financeiras vultosas no país, envolvendo criptomoedas falsas como a Kriptacoin[3] (um esquema em pirâmide que lesou investidores em aproximadamente 250 milhões de reais em 2017).[4]

A Receita Federal estima que já existam mais brasileiros movimentando criptomoedas do que investindo na bolsa, por exemplo, na B3, são 800 mil investidores cadastrados. Além disso, o mercado de Bitcoins movimentou mais de R$ 8 bilhões no país apenas no ano passado. O Fisco vê a medida como uma maneira de cobrar impostos de quem trabalha com a moeda.[5]

Dentre as criptomoedas criadas no Brasil cita-se: Blood Donation Coin,[6] MartexCoin, CriptoReal, Lunes[7], ZCore,[8] Niobio Cash,[9] Niobium Coin, Bitblocks, AmazonasCoin, Spero Coin, Nioshares, Market Cash, Fanaticos Cash e MDtoken.

Em junho de 2020, a soma de criptomoedas feitas no Brasil era de 30 criptomoedas, sendo as primeiras conhecidas a Dilma Coin e a MartexCoin, criadas em 2014.

A maioria das criptomoedas brasileiras foram criadas em 2017 e 2018, quando o Bitcoin teve sua maior popularidade, nenhuma dessas cripto moedas chegou a ser amplamente utilizada no Brasil e algumas são considerada golpe pelos especialistas de mercado.

Toda esta adesão fez o mercado cripto/blockchain crescer no país e, de acordo com uma pesquisa realizada pela Global Digital Report, o Brasil foi classificado com o quinto país do mundo com maior quantidade de usuários de Bitcoin e criptomoedas. Segundo os dados levantados, cerca de 8,1% dos brasileiros entre 16 e 64 anos possui alguma criptomoeda, colocando a nação à frente dos Estados Unidos, Japão, China e também acima da média mundial que está em torno de 5,5%.[10]

Lista[editar | editar código-fonte]

A lista de criptomoedas brasileiras[11] pode ser vista na tabela a seguir:

Lançamento Nome Símbolo Notas
2014 MartexCoin MXT
2014 Dilma Coin DMC Foi criada como um projeto experimental.
2017 Niobium Coin NBC Seu ICO tornou-se leading case (caso referência) na CVM.[12]
EcoChain Moeda verde ECC
Takion TKN
Anti Bureaucracy Coin ABC ABC
Zcore ZCR
braz.io BRZ
AdvertCoin ADC
RDCToken RDC
AUCTUS ACT
LEGION LGN
2017 MarketCash MKT Gerenciado por uma Empresa Privada - MDINVEST
2018 Lunes LUNES Moeda descentralizada Integrada a uma empresa privada - Lunes
2017 Nióbio Cash NBR
2017 Spero Coin SPERO
Blood Donations Coin BBRC
Criptoreal CRS
Epacoin EPC
BZLcoin BZL
Wcoin WCN
Crafty CRF
RealBRL RBR
eReal ERL
Digimoney DMX
RippedCoin RPC
2018 CaluraCoin CLC
Bitblocks BBK Moeda digital Descentralizada, destinada ao mercado de GAMES
2019 NioShares NIO
2019 MDtoken MDTK Ativo digital integrado a uma Empresa Privada - MDINVEST
2019 TunaCoin TUNA
2020 Fanáticos Cash FCH Moeda Integrada a uma Empresa Privada - Fanáticos Criptos

BRZ[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2020, a criptomoeda brasileira BRZ atingiu um marco importante ao ser considerada a stablecoin com o maior volume de negociação do mercado[13]. Entre julho e agosto de 2020, a stablecoin brasileira movimentou R$ 620 milhões em negociações de balcão. No final de 2020, a Transfero Swiss, emissora da BRZ, divulgou o primeiro relatório de auditoria das reservas em moeda fiduciária mantidas como colateral da stablecoin. O relatório foi assinado pelos escritórios CMT Law e FMC Law, atestando uma reserva total de R$ 47,653 milhões, equivalente a 106% do total de 45 milhões de BRZ existentes. No início de 2021, a stablecoin expandiu sua atuação, anunciando integração com a blockchain Solana [14], que é considerada mais veloz e econômica do que o Ethereum, que é mais robusto mas sofre com problemas de escalabilidade.

Stablecoin Alliance e criptomoeda brasileira[editar | editar código-fonte]

A Stablecoin Alliance, uma organização sem fins lucrativos, foi criada por cinco países que se uniram para acelerar a adoção de stablecoins em todo o mundo. A aliança é formada pela Indonésia, Canadá, Turquia, Europa e Brasil. O Brasil está sendo representado pela criptomoeda brasileira BRZ[15], a Turquia pela BiLira, Europa pela EURS, Indonésia com Rupiah Token e Canadá com Stablecorp.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Receita deve apertar o cerco sobre operações com bitcoins e criptomoedas». economia.uol.com.br. Consultado em 7 de março de 2019 
  2. «Receita Federal cria novas normas para fiscalização de criptomoedas». Canaltech. 5 de dezembro de 2018. Consultado em 7 de março de 2019 
  3. G1 DF e TV Globo (23 de abril de 2018). «Kriptacoin: Justiça condena 13 pessoas por envolvimento com moeda falsa». G1. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  4. Tolotti Umpieres, Rodrigo (21 de setembro de 2017). «Kriptacoin: polícia desarticula esquema de R$ 250 milhões em pirâmide financeira com moeda digital». Infomoney. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  5. https://olhardigital.com.br/noticia/vem-ai-a-primeira-medida-de-regulacao-de-criptomoedas-no-brasil/80336
  6. Alves, Paulo (18 de junho de 2018). «Sete fatos interessantes sobre criptomoedas». Techtudo. Consultado em 10 de setembro de 2019 
  7. redação, Da (3 de abril de 2019). «Top cinco criptomoedas brasileiras que você deve ficar de olho!». Batistacoin.net. Consultado em 18 de janeiro de 2021 
  8. «Top cinco criptomoedas brasileiras que você deve ficar de olho!». Batistacoin.net. 3 de abril de 2019. Consultado em 10 de setembro de 2019 
  9. «Conheça a Nióbio Cash, uma criptomoeda genuinamente brasileira». Alerta Acre. 31 de janeiro de 2019. Consultado em 10 de setembro de 2019 
  10. «Brasil é um dos cinco países com maior quantidade de usuários de Bitcoin e criptomoedas do mundo | Criptomoedas Fácil». Criptomoedas Fácil. Consultado em 7 de março de 2019 
  11. Santos, Mateus (27 de abril de 2019). «Criptomoedas nacionais». Livecoins. Consultado em 6 de janeiro de 2020 
  12. «Processo nº 19957.010938/2017-13» (PDF). COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. 27 de dezembro de 2017. Consultado em 27 de abril de 2020 
  13. «BRZ é considerada a criptomoeda brasileira mais negociada do mercado, após atingir R$ 675 milhões na FTX». Cointelegraph. Consultado em 26 de fevereiro de 2021 
  14. «Stablecoin mais negociada do Brasil, BRZ anuncia integração com a blockchain Solana em busca de rapidez e economia». Cointelegraph. Consultado em 26 de fevereiro de 2021 
  15. «Criptomoeda do Brasil faz parte de grupo de cinco países que lançará stablecoin Alliance». Cointelegraph. Consultado em 26 de fevereiro de 2021