Crisol de raças

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Imagem dos Estados Unidos como um crisol de raças popularizada pela peça homônima de 1908

Crisol de raças (em inglês: melting pot), também chamado de caldeirão de raças ou de culturas, é uma metáfora para uma sociedade heterogênea que se torna mais homogênea, quando seus diferentes elementos "derretem juntos" em um todo harmonioso, com uma cultura comum; ou vice-versa, quando uma sociedade homogênea torna-se mais heterogênea através do afluxo de componentes estranhos com diferentes origens culturais e com um potencial de criação de desarmonia com a cultura anterior. Historicamente, o termo é muitas vezes usado para descrever a assimilação de imigrantes para os Estados Unidos.[1] A metáfora melting pot foi usada pela primeira vez por volta de 1780.[2][3] O termo exato "melting pot" entrou em uso geral nos Estados Unidos depois de ter sido usado como uma metáfora que descreve uma fusão de nacionalidades, culturas e etnias em uma peça teatral homônima de 1908.

O desejo de assimilação e o modelo "caldeirão de culturas" foi reconsiderado pelos defensores do multiculturalismo,[4][5] que sugeriram metáforas alternativas para descrever a sociedade estadunidense atual, como um mosaico ou caleidoscópio, em que diferentes culturas misturam-se, mas permanecem distintas em alguns aspectos.[6][7][8] Outros argumentam que a assimilação cultural é importante para a manutenção da unidade nacional e deve ser promovida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. United States. Bureau of the Census (1995). Celebrating our nation's diversity: a teaching supplement for grades K-12. [S.l.]: U.S. Dept. of Commerce, Economics and Statistics Administration, Bureau of the Census. pp. 1–. Consultado em 27 de novembro de 2012. 
  2. p.50 See "..whether assimilation ought to be seen as an egalitarian or hegemonic process, ...two viewpoints are represented by the melting-pot and Anglo-conformity models, respectively" Jason J. McDonald (1 de maio de 2007). American Ethnic History: Themes and Perspectives. [S.l.]: Edinburgh University Press. pp. 50–. ISBN 978-0-7486-1634-3. Consultado em 27 de novembro de 2012. 
  3. Larry A. Samovar; Richard E. Porter; Edwin R. McDaniel (1 de janeiro de 2011). Intercultural Communication: A Reader. [S.l.]: Cengage Learning. pp. 97–. ISBN 978-0-495-89831-3. Consultado em 27 de novembro de 2012. 
  4. Joachim Von Meien (23 de novembro de 2007). The Multiculturalism Vs. Integration Debate in Great Britain. [S.l.]: GRIN Verlag. ISBN 978-3-638-76647-0. Consultado em 27 de novembro de 2012. 
  5. Eva Kolb (março de 2009). The Evolution of New York City's Multiculturalism: Melting Pot Or Salad Bowl: Immigrants in New York from the 19th Century Until the End of the Gilded Age. [S.l.]: BoD – Books on Demand. ISBN 978-3-8370-9303-2. Consultado em 27 de novembro de 2012. 
  6. Lawrence H. Fuchs (1990). The American Kaleidoscope: Race, Ethnicity, and the Civic Culture. [S.l.]: Wesleyan University Press. pp. 276–. ISBN 978-0-8195-6250-0. Consultado em 27 de novembro de 2012. 
  7. Tamar Jacoby (2004). Reinventing The Melting Pot: The New Immigrants And What It Means To Be American. [S.l.]: Basic Books. ISBN 978-0-465-03635-6. Consultado em 27 de novembro de 2012. 
  8. Jason J. McDonald. American Ethnic History: Themes and Perspectives. (2007) ISBN 978-0-8135-4227-0 https://books.google.com/books?id=InEqAAAAYAAJ&source=gbs_book_other_versions

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