Cronologia da história de Macau

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Parte da série sobre
História de Macau
Macao1844.jpg
Cronologia da história de Macau
Macau português
Portal de Macau

As seguintes tabelas descrevem os principais acontecimentos que marcam a História de Macau, por ordem cronológica.

Antes do século XVI[editar | editar código-fonte]

Templo de Kun Iam
Templo de A-Má
Século Evento(s)
~ XL a XX a.C.
  • Provável início do estabelecimento de habitantes chineses em Macau
~ V d.C.
  • Navios mercantes chineses de Cantão que comerciavam com povos do Sudeste Asiático começaram a parar muitas vezes em Macau ou perto dele para se abastecerem de água e de comida.
XIII
XIV a XVI

Século XVI[editar | editar código-fonte]

Matteo Ricci, um célebre missionário católico jesuíta que, tal como muitos outros missionários, usou Macau como ponto de partida para a China.
Igreja de Sto. António, cujos últimos restauros ocorreram em 1940.
Ano Evento(s)
1513
  • Jorge Álvares é o primeiro português a alcançar o Sudeste da China, mais precisamente o porto chinês de Tamau.
  • O começo da frequência e do estabelecimento, muitas vezes ilegal e provisoriamente, de comerciantes e navegadores portugueses nesta zona.
1517
  • O Imperador chinês proibiu o comércio com os portugueses, mas, apesar disso, os mandarins da zona do delta do Rio das Pérolas, subornados pelos portugueses, permitiu, ilegalmente, aos últimos instalarem-se na ilha de Sanchoão para continuarem o seu negócio.
1542
  • Os portugueses estabeleceram-se em Liam Pó.
1545
  • Cerca de 3000 portugueses, por imprudência dum dos moradores, foram expulsos de Liam Pó por 60 mil chineses.
1553 ou 1554
  • Os portugueses desembarcaram (ilegalmente) pela primeira vez em Macau, sob o pretexto de secar a sua carga.
1557
  • Os portugueses foram autorizados pelas autoridades chinesas a estabelecerem-se permanentemente em Macau e foi-lhes concedido um considerável grau de autogovernação. Eles rapidamente sedentarizaram-se, construindo uma povoação no Sul da Península de Macau.
1557 a 1565
1569
1573
  • Os portugueses começaram a serem obrigados de pagarem o aluguer anual de Macau e certos impostos chineses, visto que as autoridades chinesas defendiam que Macau fazia ainda parte do Império chinês. Possivelmente neste ano, as Portas do Cerco foi construída para separar Macau da China Continental, por incentivo das autoridades chinesas.
1576
1580
1583
  • Fundação do Leal Senado, um organismo municipal e senatorial para tratar dos assuntos e problemas quotidianos de Macau. É considerado o símbolo da autoridade e do poder local.
1586 ou 1587
  • Macau foi elevado a cidade, sob a designação de "Cidade do (Santo) Nome de Deus de Macau", nome que reteve até 1999.

Século XVII[editar | editar código-fonte]

Uma pintura da autoria de George Chinnery (1774—1852), representando a Igreja da Madre de Deus, onde se destaca a sua imponente fachada e escadaria.
Mapa onde mostra Macau e a sua posição nas principais rotas comerciais portuguesas e espanholas, no seu período mais próspero (finais do século XVI e princípios do século XVII).
Ano Evento(s)
1595 a 1602
  • Período considerado por alguns como o apogeu da "idade de ouro" da Cidade de Macau, alcançada à custa do seu papel de entreposto comercial no Extremo Oriente.
  • Conclusão da reconstrução da Igreja da Madre de Deus, mas a sua imponente fachada só foi concluída em 1640.
1622
  • A mais famosa das tentativas (todas elas falhadas) de invasão holandesa, ocorrida entre os dias 22 e 24 de Junho. O dia da vitória (24 de Junho) tornou-se desde então o Dia da Cidade de Macau, feriado mantido até 1999.
1623
  • A chegada do primeiro Governador de Macau, embora tal facto não afectasse a grande autonomia e o papel fundamental na administração da Cidade desempenhado pelo Leal Senado.
1638 a 1639
  • Os portugueses foram expulsos do Japão, pondo fim ao lucrativo comércio "Macau-China-Japão", abalando fortemente a economia da Cidade.
1648
  • Estabelecimento de um posto militar com 500 soldados chineses na aldeia de Qianshan (chamado pelos portugueses de "Casa Branca"), muito próxima das Portas do Cerco, para vigiar a Cidade de Macau.
1654
  • O Rei D. João IV, após de restaurar a independência e soberania de Portugal no ano de 1640, concedeu a Macu o título NÃO HÁ OUTRA MAIS LEAL. A partir daí, o nome oficial da Cidade de Macau, durante a administração portuguesa, é CIDADE DO (SANTO) NOME DE DEUS DE MACAU, NÃO HÁ OUTRA MAIS LEAL.
1685
  • Fim do monopólio dos portugueses no comércio com a China, abalando mais ainda Macau, que já sofria muitas dificuldades económicas.
1688
  • As autoridades chinesas estabeleceram em Macau uma alfândega chinesa, o "Ho-pu".

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

Ano Evento(s)
1728
1736
  • As autoridades chinesas impuseram um mandarim residente permanentemente em Macau, sob a designação de "tchó-t'óng" (ou Tso-tang).
1760
  • Os comerciantes europeus não-portugueses começaram a formar pequenas mas abastadas comunidades em Macau, devido ao levantamento das restrições de comércio e residência aos estrangeiros pelas autoridades de Macau. Esta cidade tornou-se então no posto avançado da Europa na China.
1762
  • A expulsão dos jesuítas de Macau. Eles contribuíram muito para o desenvolvimento, principalmente nas áreas de cultura e educação, de Macau e para a evangelização no Extremo Oriente.
1783
  • Através das providências régias (ou reais), o Governador viu os seus poderes e funções aumentarem, em detrimento do Leal Senado.
1784
  • Foi criada uma alfândega portuguesa em Macau.
  • O Edifício do Leal Senado foi construído para albergar o Leal Senado.
1797

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Uma das primeiras fotografias de Macau. Foi tirada em 1844 por Jules Itier.
O Arco das Portas do Cerco (edifício de cor amarela), inaugurado em 1871 pelo Governo de Macau, onde estão gravadas as datas do assassínio do Governador (22 de Agosto de 1849) e da Batalha do Passaleão (25 de Agosto de 1849).
Vue générale de Macao, uma pintura sobre Macau do século XIX, da autoria de Auguste Borget (1808-1877).
1807
1834
  • O Leal Senado foi reduzido a uma mera câmara municipal, perdendo assim a sua antiga glória e poder.
1835
1841
  • A importância do porto de Macau foi reduzida drasticamente, quando Hong Kong se tornou numa colónia britânica e, mais tarde, no porto ocidental mais importante na China.
1844
  • Reafirmação do Governador como o principal órgão político-administrativo da Cidade, pondo oficialmente fim à autoridade e às esperanças de recuperação de poder do Leal Senado.
  • Macau foi ingressado finalmente na organização administrativa ultramarina portuguesa, formando uma província ultramarina autónoma conjunta com Timor Português e Solor.
1845
  • Portugal declarou Macau um porto franco.
1846 a 1849
  • O Governador João Ferreira do Amaral ordenou o fim do pagamento do aluguer anual e dos impostos chineses e a expulsão dos mandarins de Macau.
  • João Amaral ordenou também a abolição, em 1849, da alfândega chinesa (o Ho-pu) e da alfândega portuguesa.
  • Este corajoso governador acabou por ser assassinado pelos chineses, no dia 22 de Agosto de 1849
  • Batalha do Passaleão, que ocorreu no dia 25 de Agosto de 1849, perto das Portas do Cerco.
Anos 50
1851
  • Ocupação total da Taipa pelos portugueses.
1862
  • Assinatura do "Tratado de Tianjin" pelos chineses, no qual reconhecia que Macau era uma colónia portuguesa.
1864
  • O Tratado de Tianjin não foi ratificado pelos chineses, porque estes defendiam que Macau não podia deixar de ser considerado um território chinês.
  • Ocupação de Coloane pelos portugueses.
1865
1871
  • Inauguração do Arco das Portas do Cerco.
1883
  • Macau tornou-se numa província ultramarina conjunta com Timor Português em relação a Goa.
1887
  • O "Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português", que reconhecia e legitimizava a ocupação perpétua de Macau pelos portugueses, foi firmado com as autoridades chinesas. Mas, ainda não foi feita a demarcação de fronteiras de Macau.
1890
  • Ocupação oficial da Ilha Verde pelas autoridades portuguesas.
1893
  • Criação do Liceu de Macau, uma importante instituição de ensino de língua portuguesa.
1896

Século XX[editar | editar código-fonte]

Mapa da Colónia Portuguesa de Macau (composta pela Península de Macau, ilhas da Taipa e de Coloane) emitida em 1912. A oeste dela localiza-se as ilhas de Lapa, Dom João e Montanha.
Hotel e Casino Lisboa de Macau, um dos maiores casinos de Macau e de Stanley Ho.



1901
1906 a 1907
  • As primeiras notas impressas de patacas começaram a entrar em circulação.
1923
1928
  • Foi criado o Concelho das Ilhas, após a extinção do Comando Militar da Taipa e Coloane, que outrora administrava militarmente as Ilhas.
1938
  • Ocupação oficial portuguesa das ilhas de Lapa, Dom João e Montanha, anteriormente já frequentadas por missionários e religiosos portugueses e já semi-protegidas pelas autoridades portuguesas de Macau.
1939 a 1945
1951
  • Macau tornou-se numa província ultramarina, deixando de ser uma colónia.
1952
1954
1962
1966
1967
  • Como consequência do Motim 1-2-3, Portugal renunciou a sua ocupação perpétua sobre Macau e reconheceu o poder e o controlo de facto dos chineses sobre Macau, marcando o princípio do fim do período colonial desta cidade.
1968
  • Inaugurou-se o istmo de Cotai (ou istmo de Taipa-Coloane).
1970
  • Abertura do Hotel e Casino Lisboa, propriedade da STDM e considerado o primeiro casino de grande escala em Macau.
1974
  • Deu-se a Revolução dos Cravos, em Portugal.
  • Inaugurou-se a Ponte Governador Nobre de Carvalho, a primeira ponte que liga a Península de Macau à Taipa.
  • Foi proposta o retorno imediato de Macau à República Popular da China, mas ela rejeitou, tendo apelado a negociações para uma transferência harmoniosa.
1975
  • Retirada da guarnição militar portuguesa, com a extinção do Comando Territorial Independente de Macau (CTIM). Os militares que quiseram ficar em Macau foram depois incorporados nas Forças de Segurança de Macau (FSM).
1976
  • Promulgação do Estatuto Orgânico de Macau, que trouxe transformações significativas no campo político de Macau, como por exemplo a remodelação e democratização parcial da Assembleia Legislativa de Macau.
  • Macau passou a ter o estatuto especial de "território chinês sob administração portuguesa".
1981
1982
1987
1988
1993
1994
  • Inauguração da Ponte de Amizade, a segunda ponte a ligar a Península de Macau à Taipa.
1995
1998
1999

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Um dos muitos novos casinos de Macau. Representa uma nova era de crescimento económico para Macau, sustentado pelos sectores do Jogo e do turismo.
Uma manifestação de protesto, decorrida no dia 20 de Dezembro de 2007.
Mapa actual da RAEM.
2001
2003
2004
  • Edmund Ho foi novamente nomeado como segundo Chefe do Executivo da RAEM.
  • A inauguração da Ponte de Sai Van, a terceira ponte a ligar a Península de Macau à Taipa, no dia 19 de Dezembro.
2005
2006
  • Foi realizado o Intercensos 2006.
  • A população total de Macau ultrapassou os 500 mil habitantes.
  • O número de entradas anuais de turistas ultrapassou a fasquia dos 20 milhões.
  • O PIB e o PIB per capita de Macau ultrapassaram, respectivamente, os 14 mil milhões e os 28 mil dólares americanos.
  • Macau organizou os 1º Jogos da Lusofonia.
  • Ao Man Long, o então Secretário para os Transportes e Obras Públicas, foi detido, no dia 6 de Dezembro, por ter cooperado em casos de corrupção e em actividades financeiras ilegais.
2007
2008
  • No dia 30 de Janeiro, Ao Man Long foi condenado pelo Tribunal de Última Instância da RAEM a uma pena em cúmulo jurídico de 27 anos de prisão por 57 crimes.
2009

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]