Cruzeiro (São Paulo)

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Município de Cruzeiro
""Capital do Fundo do Vale"
"Capital da Revolução de 32"
Bandeira de Cruzeiro
Brasão de Cruzeiro
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 2 de outubro de 1901 (115 anos)
Gentílico cruzeirense
Prefeito(a) Thales Gabriel (PRB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Cruzeiro
Localização de Cruzeiro em São Paulo
Cruzeiro está localizado em: Brasil
Cruzeiro
Localização de Cruzeiro no Brasil
22° 34' 33" S 44° 57' 46" O22° 34' 33" S 44° 57' 46" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Vale do Paraíba Paulista IBGE/2008[1]
Microrregião Guaratinguetá IBGE/2008[1]
Região metropolitana Vale do Paraíba e Litoral Norte
Municípios limítrofes Lavrinhas, Silveiras, Cachoeira Paulista, Piquete, Passa-Quatro, Delfim Moreira e Marmelópolis
Distância até a capital 220 km
Características geográficas
Área 304,572 km² [2]
População 81,406 hab. Estimativa IBGE/2016[3]
Densidade 0,27 hab./km²
Altitude 517 m
Clima tropical de altitude Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,788 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 2,141,388,000 mil IBGE/2016[5]
PIB per capita R$ 26,519 06 IBGE/2016[5]
Página oficial
Prefeitura cruzeiro.sp.gov.br
Câmara cmcruzeiro.sp.gov.br

Cruzeiro é um município brasileiro do Estado de São Paulo e sede da 4ª sub-região da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, no cone leste paulista. Suas coordenadas geográficas são 22º34'38" sul e 44º57'30" oeste.[6][7]

A cidade possui uma área de 304,572 km² e sua população foi estimada em 2016 em 81.406 habitantes, com uma densidade demográfica de 267,73 hab/km², segundo o IBGE.[8][9]

História[editar | editar código-fonte]

Precedentes[editar | editar código-fonte]

O povoamento da localidade onde hoje é Cruzeiro tem origens datadas do século XVIII, a partir de um povoado da localidade conhecida por Embaú, que se desenvolveu devido ao ouro de Minas Gerais, em terras pertencentes ao município de Lorena, próximo ao atual território de Cruzeiro. Esse povoado provavelmente foi consequência do fato de que o território, onde hoje é o município de Cruzeiro, era trecho da Estrada Real, caminho entre Minas Gerais e Paraty em que passavam as expedições para a exploração do ouro do então Brasil colônia.[10][11][12]

Ao longo dos anos, as rotas comercias estabelecidas pelos mineiros que demandavam aos Portos de Parati e Mambucaba fizeram surgir na região, então conhecida por Embaú, muitas roças dedicadas a fornecer produtos de abastecimento aos tropeiros. Nessa área, o sargento-mor Antônio Lopes de Lavra iniciou, em 1781, a construção da capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição do Embaú, concluída seis anos depois. Na povoação que ao lado da capela se formou, os primeiros povoadores passaram a comercializar os produtos locais, logo aumentando o núcleo urbano.[13]

Por esse trecho da Estrada Real, que passa pela Garganta do Embaú, divisa entre Cruzeiro e Passa Quatro, desde o século XVI também passavam as expedições dos bandeirantes, como Fernão Dias Pais Leme, Antônio Delgado da Veiga e Miguel Garcia Velho. Mais tarde, com o descobrimento do ouro no território de Minas Gerais, o caminho se tornou a Estrada Real, que levava o ouro de Minas Gerais até o porto de Paraty. Gentil Moura, em seu “Dicionário da Terra e da Gente de Minas”, afirma que: “(...)pelo Embaú deve ter passado a expedição de Martim Afonso, em 1531, assim como aquela que fez parte o inglês Anthony Knivet, em 1596.” João Camilo de Oliveira Torres, em sua “História de Minas”, escreve que a garganta era passagem obrigatória e afirma que o Conde de Assumar quando veio para Minas como governador, em 1717, procurou fazer um levantamento dos caminhos existentes, notando o “caminho velho” do Rio, o caminho de São Paulo, o “caminho novo”, construído por Garcia Rodrigues Paes, filho de Fernão Dias. Analisando-os, deu preferência ao de São Paulo, passando por Taubaté e pelo Embaú.[10][11][12][14]

Marcos históricos do município[editar | editar código-fonte]

O marco histórico do município de Cruzeiro, em seus moldes atuais, começa em 1840, com o Capitão Antônio Dias Teles de Castro e sua esposa Dona Fortunata Joaquina do Nascimento, assumem a propriedade da então Fazenda Boa Vista e constroem a sua nova sede, na localidade em que hoje é o município de Cruzeiro. Após a morte de seu marido, Dona Fortunata então herda as terras da Fazenda Boa Vista e se casa novamente, com o Capitão Joaquim Ferreira da Silva. Novamente viúva, adquire o terceiro matrimônio, com o Major Manoel de Freitas Novaes, que era homem politicamente influente e já grande proprietário de terras na região.[15][16][12]

Estação de Cruzeiro em algum momento após 1889[17]
Visita do imperador Dom Pedro II às obras do Túnel da Mantiqueira em 1882. Fotografia tirada na frente cruzeirense do túnel.

A partir de então, Major Novaes passa assumir grande influencia nas transformações da localidade. A começar, em 1865, por reformar e ampliar a sede da Fazenda Boa Vista, atualmente conhecida entre os populares por Casa da Dona Tita, hoje Museu Major Novaes administrado pelo poder municipal.[15][12]

Major Novaes tinha grande influência política e também possuía amizade com o imperador Dom Pedro II, de modo que teve grande papel na decisão em fazer com que o trajeto da nascente rede ferroviária passasse pelas terras que hoje compõe o território de Cruzeiro. [15][12]

A rota ferroviária que passava por Cruzeiro foi preponderante para o transporte de café e mercadorias em geral ao longo da segunda metade do século XIX e início do século XX, pois ligava os Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. E a cidade de Cruzeiro foi trecho obrigatório dessa rota e ponto de interligação entre os três Estados. Logo, esses fatos foram decisivos para a consolidação do núcleo urbano que culminou na formação do atual município, uma vez que a então ferrovia, denominada Estrada de Ferro Central do Brasil, teve grande importância para o escoamento da produção de café e também para o fluxo de comércio em geral desses Estados naquele período.[15][12]

Major Manuel de Freitas Novaes, fundador de Cruzeiro.

Entre os arquivos históricos de Cruzeiro, consta que o vilarejo em torno da Fazenda Boa Vista evoluiu com o passar dos anos, tendo sido elevado em 1846 à categoria de freguesia com o nome de Nossa Senhora da Conceição do Embaú, um povoado cuja formação foi motivada pelo comércio vindo de Minas Gerais com destino ao litoral, em ligação com o porto da cidade de Parati. Em 1871, foi então fundada a vila cuja denominação era Conceição do Cruzeiro, devido a um marco divisório em forma de cruz, construído entre Minas Gerais e São Paulo. Em 1891, foi criado o novo distrito, denominado Estação do Cruzeiro, devido ao desenvolvimento trazido pela Estrada de Ferro D. Pedro II, que potencializou fluxo de comércio naquela localidade. O Distrito cresceu tanto que no mesmo ano foi elevado a categoria de vila com o nome de Vila Novais. Em 1892, foi novamente reconduzido a distrito, novamente chamado Estação do Cruzeiro, e incorporado ao município de Conceição do Cruzeiro, atualmente extinto. A sede do município de Conceição do Cruzeiro foi transferida para o Distrito de Estação do Cruzeiro, em 1901, passando a ser município autônomo denominado por Cruzeiro.[15][12]

A partir de então, o município passou a se consolidar, desenvolvendo-se paulatinamente decorrente do movimento da ferrovia, atraindo imigrantes e pessoas de outras localidades do país ao povoado já existente em forma de vila, interessados no crescimento econômico do município. O interesse pela região também era devido à sua privilegiada localização geográfica, que estava na metade do caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro, ponto estratégico de atividade comercial.[15][12]

Soldados paulistas em Cruzeiro (SP) em frente ao Túnel da Mantiqueira.
Altar na Garganta do Embaú ao lado da SP-052.

Revolução Constitucionalista de 1932[editar | editar código-fonte]

Em Cruzeiro, ocorreu um importante fato da história do Brasil. Foi nessa cidade em que ocorreu a assinatura da rendição militar do Exército Constitucionalista perante o Exército Federal durante a Revolução Constitucionalista de 1932. O termo do acordo foi assinado precisamente na Escola Arnolfo Azevedo (localizado no centro da cidade) no dia 2 de outubro de 1932. O local também serviu de quartel-general das tropas paulistas durante o conflito.[18][12]

O município teve grande importância durante aquele evento militar, pois como situa-se na divisa com os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro tornou-se ponto estratégico na linha defensiva de trincheiras criada pelos paulistas na defesa militar do Estado de São Paulo frente a ofensiva das tropas federais comandadas por Getúlio Vargas. O Túnel da Mantiqueira e a Garganta do Embaú, situados na divisa entre Cruzeiro e a cidade de Passa Quatro, foram os locais onde ocorreram importantes batalhas entre as tropas federais e as tropas constitucionalistas e também os locais em que houve o maior número de mortos naquele conflito. Entre aqueles que tombaram nos combates daquela região, está o capitão Manuel de Freitas Novaes Neto, neto do fundador de Cruzeiro, Major Novaes.[18][19][20][12]

Em 2008, a cidade de Cruzeiro recebeu através da lei estadual nº 13.203 o honroso título honorífico de "Capital da Revolução Constitucionalista de 1932" em virtude desses marcantes episódios do conflito ocorridos no município e também por ser local em que houve a assinatura do termo de cessação daquele conflito militar.[21]

Da indústria nascente à contemporaneidade[editar | editar código-fonte]

Em 1945, com a inauguração da sede da Fábrica Nacional de Vagões (FNV) em Cruzeiro, no contexto da política industrial do governo de Getúlio Vargas, a economia do município passou a assumir também vocação industrial, contribuindo em muito para seu crescimento e desenvolvimento, de modo a atrair novos moradores em função da demanda pela mão de obra industrial. A FNV de Cruzeiro foi pioneira na construção de vagões de carga 100% nacionais para as ferrovias brasileiras. Porém, em 1990, com a política de privatizações do governo federal, foi adquirida pela atual Amsted Maxion, que ainda opera no município na produção de vagões de carga, rodas de aço fundido, truques, entre outros produtos e serviços. [22]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A localização geográfica do município é privilegiada, dado que num raio de 200 km localizam-se as duas maiores metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro, as quais concentram grande parte do PIB brasileiro. A cidade também está situada próxima a Rodovia Dutra, uma das mais importantes do país e que também é a principal ligação rodoviária entre aquelas duas grandes metrópoles.

Rio Paraíba do Sul na altura do centro da cidade. Em segundo plano, a Serra da Mantiqueira.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Sua proximidade às montanhas o premiam com diversos mananciais. Cruzeiro está localizado na bacia do Rio Paraíba do Sul, o município possui uma rica malha hidrográfica, seus rios participam como afluentes diretos ou indiretos do Paraíba, muitos desses rios nascem nos contrafortes da serra da Mantiqueira sendo importantes mananciais para região. Entre os cursos d'água em destaque a margem direita do rio Paraíba do sul, se encontram rio Brejetuba, ribeirão Dolores, córrego da Barrinha, rio Embaú e rio Passa Vinte e na margem direita destaca-se o rio Itagaçaba. Esses são os principais que formam a ramificação do Rio Paraíba do Sul, que por ali mostram-se largos e volumosos. Completam a oferta aquífera outros córregos diversos.[14]

Topografia[editar | editar código-fonte]

Vista da Rua Coronel José de Castro com a Serra da Mantiqueira ao fundo.

O município se situa na região do Médio Vale do Rio Paraíba do Sul, próximo à Serra da Mantiqueira, sua área urbana se encontra a aproximadamente 515 metros de altitude acima do nível do mar. A serra da Mantiqueira, ao Norte do município, apresentam elevações com aproximadamente 2.800m; ao Sul do território, região cortada pela Rodovia Presidente Dutra, o relevo assume o aspecto de "Mar de Morros" em formato de "meia laranja".[14]

O centro antigo da cidade apresenta um projeto urbano em traçado ortogonal, estruturado sobre uma planície sedimentar de altitude, sendo uma das primeiras cidades planejadas do país, ainda que o processo tenha se limitado basicamente ao traçado de suas ruas.

A planície de altitude onde encontramos o município de Cruzeiro é resultante de um primitivo lago, que se estendia por todo centro do município até o município vizinho de Lavrinhas, onde, por milhares de anos, o rio Paraíba foi represado por formações de rochas magmáticas, uma barreira natural, que a erosão venceu com o passar das eras geológicas.[14]

As áreas de entorno da planície central apresentam relevo ondulado, onde as altitudes se intensificam ao se afastar do centro, na área rural predominam a paisagem com morros em formato de "meia laranja" que compõem a paisagem de "Mar de Morros", que caracteriza a região.

Cruzeiro possui picos de altitude média a elevada, todos localizados na Serra da Mantiqueira, em áreas de divisa com municípios vizinhos paulistas e de Minas Gerais. As elevadas altitudes de seus picos superam a marca de 2.000 metros, a exemplo temos o Pico dos Marins, com 2.422 metros de altitude, na divisa com o município paulista de Piquete e por onde encontramos acesso a área; o Itaguaré, com 2308 metros, na divisa com o município mineiro de Passa Quatro, esse com acesso por Cruzeiro e Passa Quatro, com menor facilidade de acesso conta com o pico da Gomeira com 2068 metros. O pico do Itaguaré é famoso na região por seu contorno a compor o nariz de um sugestivo corpo humano deitado, a formação é conhecida como "O Gigante Adormecido" de Cruzeiro. O município conta ainda com formações menores, mas pitorescas, como o pico do Focinho do Cão, e Seio da Virgem.[14]

Panorâmica do centro de Cruzeiro a partir do bairro Itagaçaba

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Por do sol visto da Serra da Mantiqueira.

A cidade, por ser localizada na Serra da Mantiqueira possuía, originalmente, formações de Floresta Subtropical de Altitude e Floresta Subtropical Mista de Araucária. Sua cobertura vegetal original foi praticamente toda destruída e descaracterizada ao longo dos últimos três séculos em função de atividades econômicas, restando poucas "Ilhas" nos contrafortes da serra da Mantiqueira, sendo que boa parte das matas existentes são de origem secundária.[14]

Clima[editar | editar código-fonte]

Cruzeiro apresenta o clima subtropical quente, inverno seco com baixa pluviosidade. A umidade relativa do ar (média anual) é 75,9% e a precipitação pluviométrica anual é de 1.400 a 2.500 mm. O movimento dos ventos no município é influenciado pela topografia da região. A circulação do vento de superfície se processa predominantemente nas direções NE, SO e E, em qualquer época do ano, isto é, o vento sopra no corredor formado pelas duas serras.

Dados climatológicos para Cruzeiro
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,6 28,6 28 26,5 24,9 24,1 23,7 25,3 26,3 26,6 27,1 27,6 26,4
Temperatura média (°C) 23,1 23,2 22,4 20,7 18,4 17,1 16,5 18 19,9 20,9 21,6 22,3 20,3
Temperatura mínima média (°C) 17,7 17,8 16,9 15 12 10,2 9,4 10,8 13,5 15,3 16,2 17,1 14,3
Precipitação (mm) 251 224 194 78 45 28 22 34 52 129 162 216 1 435
Fonte: Climate-Data.org[23]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 45,672
1980 57,993 27,0%
1991 68,643 18,4%
2000 73,492 7,1%
2010 77,039 4,8%
Fonte:[24]

Dados da estimativa - 2014

População total: 80.149

  • Urbana:77.130
  • Rural: 3.019
    • Homens:36.033
    • Mulheres: 39.459

Densidade demográfica (hab./km²): 241,27

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 14,81

Expectativa de vida (anos): 71,79

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,13

Taxa de alfabetização: 95,23%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,809

  • IDH-M Renda (PIB): 0,733
  • IDH-M Longevidade: 0,780
  • IDH-M Educação: 0,914
  • Renda per Capta: R$ 314,28

Bairros[editar | editar código-fonte]

A cidade de Cruzeiro tem se expandido ao longo das décadas, principalmente por conta de novos moradores que migraram para o município atraídos pelo crescimento da industria e do comércio da cidade e, por consequência, dando surgimento a novos bairros, somando-se aos já existentes. A cidade conta atualmente com algumas dezenas de bairros ou distritos, que dão conta da dimensão da sua ocupação territorial e a sua dispersão populacional, considerando a sua densidade demográfica. Compõem a cidade os seguintes baixos:

Vista da Serra da Mantiqueira a partir do bairro Itagaçaba.
Belvedere Santo Cruzeiro da Praça João XXIII do Bairro Jardim América.
Bosque Municipal localizado na Vila Paulo Romeu.
Zona norte de Cruzeiro. Ao fundo, o Pico da Gomeira.
  • Itagaçaba
  • Jardim América
  • Regina Célia
  • Centro
  • Vila Ana Rosa
  • Vila Brasil
  • Vila Romana
  • Vila Romana II
  • Vila Batista Parte Alta
  • Vila Batista Parte Baixa
  • Nova Cruzeiro
  • Jardim Paraíso
  • Cecap Nova
  • Cecap Velha
  • Vila Maria
  • Vila Juvenal
  • I Retiro da Mantiqueira (ou Vila Rica)
  • II Retiro da Mantiqueira
  • Vila Paulo Romeu
  • Pontilhão
  • Parque Primavera
  • Vila Paulista
  • Jardim Europa
  • Vila Canevari
  • Vila Suely
  • Vila Loyelo
  • Vila Crispim
  • Lagoa Dourada I
  • Lagoa Dourada II
  • Santa Luzia
  • Washington Beleza
  • São Judas Tadeu
  • Jardim São José
  • Bairro dos Policiais
  • Morros dos Engenheiros
  • Morro dos Ingleses
  • Jardim Primavera
  • Vila Operária
  • Expedicionários
  • Vila Biondi
  • Vila Novaes
  • Batedor
  • Várzea Alegre
  • Brejetuba
  • Passa Vinte
  • Embau Mirim
  • Barra do Embau
  • Comerciários
  • Metalúrgico
  • Santa Cecília
  • Vista Alegre
  • Eco Vale

Economia[editar | editar código-fonte]

Hoje, o município tem o seu foco econômico voltado para a área do comércio (possui importantes empresas como Casas Bahia, Pernambucanas, O Lojão Magazine, Lojas Cem, Magazine Luiza, Lojas Americanas), e da indústria metalúrgica. A antiga FNV (Fábrica Nacional de Vagões) atualmente tem o seu parque industrial dividido por duas empresas do grupo Iochpe-Maxion sendo elas: Amsted-Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários, que foi a fusão do grupo Iochpe-Maxion com a Norte Americana Amsted Industries e a Maxion Sistemas Automotivos-Divisão de Rodas e Chassis. A Amsted-Maxion é referência em fundição, possuindo unidade nos Estados Unidos e Hortolândia. Já a Maxion Sistemas Automotivos possui filiais em Curitiba e Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de uma filial na China, sendo uma indústria multinacional de componentes ferroviários e produção de rodas e chassis, contando com mais de 6 mil funcionários. A companhia tem seus produtos vendidos para mais de 40 países em cinco continentes diferentes, tendo os Estados Unidos, Itália, Argentina, Canadá e a Venezuela como os maiores importadores. Além disso, hoje a empresa produz chassis de camionetas, caminhões, e carros para grandes montadoras nacionais como Fiat, Volkswagen, Nissan,Scania, entre outras. As duas empresas juntas movimentam mais da metade da economia do município.

No ano de 2008 a Maxam, empresa espanhola dedicada a serviços para mineração (explosivos e medições em pedreiras e minas) comprou a antiga Nitrovale (anteriormente chamada Nitrobrasil), e começou a produção de explosivos e sistemas de iniciação na zona rural da cidade para as principais mineradoras do país, além de começar a exportar explosivos de uso civis para países do cone sul.

Esta sendo instalada no município a Quality Steel empresa do ramo de benificiamento de aço, uma empresa do grupo jefer, que será a sexta unidade do grupo no Brasil, que contara com um centro logístico, no distrito industrial 1 as margens da Nelson Romanelli no itagaçaba.

Além delas, a cidade conta outras empresas de pequeno e grande porte e várias empresas de transporte rodoviário. Entre essas empresas, estão a MSD (Merck Sharp & Dohme), CPI Papéis Industriais, Metalúrgica Carron, Einsemann, Finquímica, Tractor Terra, Batatas Inaí e Massas Cunha. No ramo do transporte, estão instaladas na cidade empresas como GR Transporte de Produtos Químicos, Transportadora Sayder, Transportadora Sulista, Transpanda, Transporte Marcos, Transbiondi e Transportadora Soberana (adquirida em 2017 pela Transbiondi).

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino Básico

O município conta com diversas instituições públicas municipais e estaduais, além das escolas privadas de ensino, desde a pré-escola, passando pelo ensino fundamental e no médio, até o ensino superior. A cidade possui a ETEC Professor José Sant'Ana de Castro, que oferece Ensino Médio (manhã) e diversos cursos distribuídos entre tarde e noite. Existem algumas escolas bastante clássicas no município, como é o caso da escola Arnolfo Azevedo, que fica no centro do município, onde ainda é possível visualizar na parede a divisão entre meninos e meninas. A escola Oswaldo Cruz (estadual) é a maior e mais tradicional de Cruzeiro, contando com mais de 1400 alunos e 163 docentes. Há também uma unidade do SESI em Cruzeiro. Outras instituições integram o quadro da cidade, como o INSA-Oratório (Salesianos), o COC Dinâmico, o Colégio Orbe (Etapa), o Colégio Adventista, o Colégio Objetivo, Anglo Jean Piaget, Educarte (Poliedro), entre outros.

Ensino Superior

Cruzeiro conta com 3 instituições de ensino superior:

  • ESC Esefic: Escola Superior de Cruzeiro, foi criada em 1969 e oferece cursos de fisioterapia, pedagogia, educação física (licenciatura e bacharelado) e enfermagem (com autorização prévia para o Curso de Ciências Biológicas).
  • FACIC: A Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro oferece cursos de administração, ciências contábeis, direito, engenharia de produção e pedagogia.
  • FATEC Cruzeiro: A Faculdade de Tecnologia de Cruzeiro foi criada em 2006 e oferece os seguintes cursos: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Eventos, Gestão Empresarial e Gestão da Produção Industrial.

A cidade ainda conta com vários polos de Ensino Superior á distância: UNINTER, FATEC Internacional, ULBRA e Faculdade Braz Cubas.

Saneamento[editar | editar código-fonte]

Água

O sistema de saneamento e esgoto da cidade é administrado pela empresa pública municipal Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Cruzeiro. Ela dispõe de três estações de tratamento de água (ETA’s) em operação. A empresa também possui quatro reservatórios de água em operação, os quais totalizam juntos quase 7.000m³ de água armazenada. O sistema produtor de Cruzeiro contempla a exploração de mananciais superficiais os quais são: Rio Batedor, Rio Água Limpa, Rio do Braço, Rio do Lopes, Rio Passa Vinte e Rio Monteiro. O sistema de distribuição atinge quase a totalidade da população.[25]

Esgoto

O SAAE Cruzeiro não possui Estação de Tratamento de Efluentes em operação(ETE), porém está em processo de implantação a primeira unidade para atender o município. Atualmente todos os esgotos coletados são lançados diretamente em corpos receptores, mesmo com rede coletora, pois não há ETE. Do total coletado 30% é lançado no Córrego da Barrinha, 15% do coletado do Bairro Itagaçaba é lançado direto no Rio Paraíba e o restante é dissipado no Rio do Lopes. [25]

O projeto de implantação da priemira ETE do município contempla um sistema de tratamento com fases, anaeróbia e aeróbia, com desinfecção dos esgotos tratados. O SAAE Cruzeiro, com base em informações referentes a 2009, afirma que o sistema coletor, possui cerca de 285,5km de rede, contemplando o atendimento de 71.382 habitantes o que representa quase a totalidade da população, totalizando 23.189 ligações, sendo 21.906 ativas, o que corresponde a 22.527 economias ativas, das quais 20.884 são residenciais. O volume coletado de esgoto pelo SAAE corresponde a 4.033.000 m³/ano do qual é faturado 4.179.000 m³/ano. Com relação a cobrança dos serviços de coleta de esgotos, o SAAE adota como referência 50% do valor da tarifa de água do município.[25]

Rede de drenagem pluvial

O sistema de drenagem pluvial do perímetro urbano, embora existente, é limitado e não cobre todo o perímetro urbano. É recorrente alagamentos na cidade em períodos de chuva intensa, principalmente na região central da cidade e nos arredores do rio paraíba do sul e do riacho que atravessa a cidade. Isso ocorre porque a capacidade do sistema de drenagem pluvial do município não acompanhou o crescimento da cidade. Portanto, é necessário investimentos futuros na ampliação da capacidade da rede de drenagem pluvial de Cruzeiro, pois esta poderá desempenhar papel fundamental para a qualidade do saneamento e da drenagem de águas do município, principalmente em períodos com grandes quantidades de chuvas, de modo a minimizar os problemas decorrentes, como enchentes e deslizamentos de encostas causados pelo excesso no nível de circulação da água.[26][27][28][29]

Transporte[editar | editar código-fonte]

No ramo dos transportes de passageiros atendem a cidade empresas como Pássaro Marron, que atende linhas para cidades do Vale do Paraíba e São Paulo (São José dos Campos, Aeroporto Internacional de Guarulhos, Taubaté, Pindamonhangaba, Aparecida, Guaratinguetá, Lorena, Cachoeira Paulista, Canas, Piquete, Lavrinhas, Queluz e Areias. Viação Cidade do Aço, que atende linhas para o Sul de Minas, Sul Fluminense e Rio de Janeiro (Barra Mansa, Volta Redonda, Resende, Itatiaia, Engenheiro Passos, Itamonte, Itanhandu, Passa Quatro, São Lourenço, Pouso Alto), Rodoviário e Turismo São José, que atende as linhas urbanas da cidade, União Transporte Interestadual de Luxo S/A, mais conhecida por ÚTIL e Viação Cometa S.A que atendem linhas para o Sul de Minas (Monte Sião, Varginha, Pouso Alegre, Cruzília, Andrelândia, Conceição do Rio Verde, Lambari, Caxambu) e Cia. Atual de Transportes que atende uma linha diária para Belo Horizonte.

Ainda três empresas no setor de fretamento e turismo estão instaladas na cidade, Translourdes, que realiza fretamentos para o INPE, FURNAS e fretamentos eventuais, a Lobo Turismo, que realiza viagens turísticas e fretamento para a Rua 25 de Março e Brás em São Paulo. E a Bethânia Turismo , que realiza locação de vans e ônibus para viagens e transportes para universidades da região.

Rodovias

Ferrovia

Ferrovia da MRS Logística que tangencia o Rio Paraíba do Sul e o centro de Cruzeiro. Em segundo plano, a antiga estação ferroviária da cidade.

A cidade é cortada pela MRS Logística, por onde passa o ramal de São Paulo. conectando Cruzeiro por ferrovia a São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Esse trecho ferroviário compunha a antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, que foi preponderante para o escoamento da produção do café e mercadorias em geral ao longo da segunda metade do século XIX e início do século XX.[15]

O município foi ponto inicial da EFMR (Estrada de Ferro Minas e Rio), que mais tarde foi incorporada a RFFSA e fechada em 1991, sendo totalmente abandonada [30]. Dos remanescentes da EFMR em Cruzeiro, apenas o pátio ferroviário ainda se encontra em operação pela ABPF - Regional Sul de Minas.[31]

Em Cruzeiro também opera a principal oficina de manutenção de locomotivas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) – Regional Sul de Minas, cujo trabalho envolve a reparação pesada de locomotivas a vapor e a diesel. São exemplos de locomotivas restauradas o Trem da Serra da Mantiqueira, em Passa Quatro; e o Trem das Águas, em São Lourenço. A oficina também ajuda outras regionais da ABPF na manutenção de seus trens, fornecendo peças, fabricando componentes, entre outros serviços. Além das locomotivas, a oficina cuida da manutenção de veículos de linha, como autos de linha, vagonetes, entre outros. São também feitos e recuperados componentes da parte motora dos carros de passageiros. Por fim, outro grande trabalho realizado na oficina, a re-bitolagem de dormentes de concreto, para aplicação nas linhas do Sul de Minas mantidas pela regional.[31]

Aeroviário

A cidade possui um aeródromo de terra batida para pequenas aeronaves, atrás do recinto de exposições, na vila juvenal, com planos de ser construído um aeroporto.

Cultura[editar | editar código-fonte]

O município possui diversas atividades culturais, contempladas com apresentações e eventos, por exemplo, no Teatro municipal Capitólio e no Museu municipal Major Novaes, além de dezenas de eventos em geral realizados ao longo do ano.[32] Anualmente na cidade é realizada a ExpoAgro Cruzeiro, que conta com shows dos mais diversos artistas do Brasil, e é considerado uma das maiores exposições agrícolas da região do Vale do Paraíba, a cidade também conta com regulares feiras de temática agrícola ao longo do ano.[33] No Museu Major Novaes regularmente é realizado diversas exposições, com amostras de registros históricos do município e exposições de temáticas sociais, além da realizada anualmente na semana em memória a Revolução Constitucionalista de 1932.[34] No Teatro municipal também era regulares as apresentações, contudo, a reforma e restauração do prédio datado da década de 1930 deixou as apresentações suspensas recentemente. A cidade também costuma sediar encontros de balonismo.[35][36]

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Museu municipal Major Novaes.
Igreja Imaculada Conceição.
Centro Cultural Rotunda.
Teatro Municipal Capitólio.
Bosque Municipal
Túnel da Mantiqueira construído pela antiga The Minas and Rio Railway.
  • Museu Major Novaes: O imóvel também conhecido como "Solar dos Novaes" - Fazenda Boa Vista foi construído em 1855, e é considerado o núcleo inicial do município, vinculado a história da cidade. O acervo do museu conta com móveis coloniais, cristaleiras procedentes da Itália e documentos históricos, como cartas trocadas com a Família Imperial. Sua majestade D. Pedro II tinha um grande prestígio ao seu compadre, o Major Novaes. O museu foi tombado como monumento histórico por decreto do Governo Estadual em 14 de fevereiro de 2013.[37]
  • Igreja Matriz da Imaculada Conceição: Um dos principais cartões-postais de Cruzeiro, localizada na área central da cidade, a igreja projetada com arquitetura de estilo eclético, possui elementos do barroco e do neoclássico, teve suas obras iniciadas em 1830. o edifício passou por diversas reformas ao longo de sua história, mas que não chegaram a alterar suas características originais, sendo a maioria internamente. Sua fachada foi originalmente concebida sem pintura, com acabamento em pó de pedra, no século passado, ao final da década de 60 e início da de 70, foi pintada em amarelo claro e escuro; na década de 90, em azul escuro/branco; no início do atual século, em azul claro/branco e recentemente passou por uma reforma e a pintura azul/branco da igreja foi substituída por bege/areia. A matriz de Imaculada é o segundo maior templo católico do Vale do Paraíba com capacidade para 3000 fiéis. É um raro exemplo de igreja de seu período, onde, mesmo tendo apenas um orago (santo devocional) possui duas torres.[37]
  • Centro Cultural Rotunda: Importante edifício ferroviário, que compunha o conjunto de prédios das "Oficinas Modelo da Rede Sul Mineira". Esse conjunto de prédios construídos na década de trinta, do século vinte, foram os mais bem planejados e construídos, para os fins a que se destinavam na América Latina, só existindo similares nos EUA e Canadá(O conjunto de oficinas da antiga Rede Sul Mineira encontra-se hoje em completo abandono), . Originalmente o prédio da rotunda se destinava a posicionar locomotivas, carros de passageiros e vagões nos trilhos da ferrovia através de um Girador, o espaço oferecia serviços de manutenção mecânica, pintura e jateamento. Dada a sua função básica seu projeto levou a ter a forma de semicircunferência, sendo a única meia rotunda brasileira. Das vinte quatro rotundas erguidas no Brasil quatorze foram demolidas e somente duas restauradas, a de São João del Rei e a de Cruzeiro. O prédio da Rotunda de Cruzerio foi restaurado pela iniciativa privada (Fundação Iochpe) sob orientação de voluntários da ONG "Grupo Preservacionista Casa do Engenho", com o objetivo de criar um espaço cultural onde estariam representadas as cidades do Vale Histórico, posicionando Cruzeiro como um portal de entrada para região. Atualmente o prédio encontra-se novamente em relativo estado de abandono, desviado de suas funções e destinado a abrigar eventos secundários, não recebendo nenhuma manutenção, o que tem comprometido sua estrutura.[37]
  • Igreja Santa Cecília: Primeira Matriz da cidade, teve a construção concluída em dezembro de 1896.[37]
  • Capitólio, Teatro Municipal: Construído em 1929, possui espaço para exposições e uma excelente acústica. Já foi palco de shows de artistas nacionais importantes. [37]
  • Bosque Municipal: Parque municipal com 28.869 m², possui uma vista, pista de bicicross, parque infantil, pista de cooper e um lago.[37]
  • Escola Arnolfo Azevedo: Escola tradicional do município localizada numa praça no Centro da cidade. Ainda é possível ver as inscrições na fachada indicando a divisão de meninos e meninas na escola.[37]
  • Belvedere Santo Cruzeiro: Praça onde é possível ter uma vista geral da cidade, emoldurada pela Serra da Mantiqueira. Localizada no perímetro urbano no bairro do Jardim América mas precisamente na praça João XXIII. O monumento homenageia as santas missões realizadas na cidade.[37]
  • Belvedere "A Santa": Ao lado da SP-52, precisamente na Garganta do Embaú, divisa entre Cruzeiro e Passa Quatro. É um local de vista exuberante e própria para descanso, com comércio de lanches em geral e acesso a água em fonte natural. A vista desse ponto é aproximadamente de 1.800 metros de altitude. No local há um altar com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, denominada "A Santa" devido à imagem de Nossa Senhora Aparecida, instalada sobre um altar. Localiza-se na Serra da Mantiqueira, e assim denominada APA; distante de 21 km do centro de Cruzeiro.[37]
  • Túnel da Mantiqueira:Construído pela Minas and Rio Railway, localiza-se a aproximadamente a duzentos metros do belvedere da Serra da Mantiqueira, onde se encontra "A Santa". Esse famoso túnel ferroviário, foi palco de eventos marcantes para a história. Por exemplo, por ocasião de sua construção, feita pelos ingleses da Cia "Minas and Rio Railway", recebeu o imperador D. Pedro II e sua comitiva, era o orgulho ferroviário do império, tendo sido o maior túnel ferroviário construído até então na América Latina. Dado o posicionamento estratégico do túnel, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, o local teve uma guarnição instalada pela frente de defesa dos revolucionários paulistas, nesta ocasião teve os trilhos removidos de seu interior, que foi preenchido com uma barricada, objetivando impedir a passagem das tropas federais de Getúlio Vargas. O túnel tem aproximadamente 1 km, com suas extremidades entre São Paulo e Minas Gerais.[37]
  • Pico do Itaguaré: Um dos pontos culminantes do estado, localizado na Serra da Mantiqueira, com acesso pela SP 52. Possui 2.308 metros de altitude e do seu topo é possível avistar todo o Vale do Paraíba. Não é explorado turisticamente, sendo utilizado somente por aqueles que praticam montanhismo.[37]
  • Pico dos Marins: Possui 2.422 metros de altitude, de onde é possível visualizar parte do Sul de Minas e do Vale do Paraíba. Local excelente para prática de montanhismo, com via de acesso por Piquete.[37]
  • Pedra da Mina: Próximo a Cruzeiro, é o ponto culminante da Serra da Mantiqueira, com 2.798 metros, na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo. O ponto de transposição mais baixa da Serra da Mantiqueira é a Garganta do Embaú, á aproximadamente 20km do centro da cidade, por onde passaram os bandeirantes durante suas incursões ao interior de Minas Gerais.[37]
  • Pico do Focinho do Cão: Local de beleza natural, que corre sobre rochas, possuindo uma caverna perfurada pelo próprio riacho que segue por baixo de um morro a cerca de 500 metros, voltando a ser remanso novamente. É utilizado turisticamente pelos cruzeirenses. Existe na Área, local para camping rústico, piquenique e estacionamento.[37]
  • Cachoeira do Cantagalo: Trecho do rio Brejetuba tem uma nascente com piscinas naturais, Área para camping, campo de futebol, restaurante e estacionamento. Localiza-se próximo ao Bairro do Brejetuba, com bar, restaurante, campo de futebol, várias fazendas agropecuárias e casas de campo. Chega-se ao local pela entrada de acesso para Passa Quatro, retornando por Passa Vinte a esquerda, utilizando Vicinal.[37]
  • Reino Encantado: Localiza-se na Serra da Mantiqueira, na Estranha Cruzeiro/Pinheiros, encontrando o local de beleza natural, com um pequeno regato que corre por sobre rochas cristalinas, onde surge um pequeno canyon, cortado nas rochas pela ação erosiva das águas, o canyon estende-se por aproximadamente 500 metros, onde o riacho volta a correr em terrenos abertos. Mesmo sendo uma área pitoresca, seu relativo abandono pelas autoridades levou a uma continua degradação de sua cobertura vegetal original, os campos, que hoje envolvem os terrenos ao redor desse sítio, são o resultado da destruição sistêmica da rica cobertura original composta por uma floresta de mata Atlântica. Possui uma Área para camping rústico, pic-nic e estacionamento.[37]
  • Estação Ferroviária: Antiga estação ferroviária, construída em 1884, antes mesmo da fundação da cidade. Hoje o prédio principal não é mais usado, mas o pátio de manobras ainda é de usado pela MRS Logística. O prédio principal é de responsabilidade da prefeitura municipal. Mas, atualmente o prédio histórico encontra-se em péssimo estado de conservação.[38][37]
  • Mundo Novo - Cachoeira do Curiaco: Localizado próximo na divisa com a cidade de Piqueti, ao lado da rodovia de ligação entre os dois municípios. Possui vista para o Pico dos Marins e o Pico do Itaguaré.[39]
  • Toca das Andorinhas: Local para o ecoturismo localizado na Serra da Mantiqueira, entre os Picos do Itaguaré e dos Marins, na divisa dos municípios de Cruzeiro e Piquete. A área onde se localiza a cachoeira é de propriedade particular. O acesso ao atrativo é feito, partindo da região central do município, pela rodovia SP-52, até o Km 6, de onde se segue por estrada municipal, por mais 10 KM, até o bairro Rio Monteiro e , a partir daí, por trilha de aproximadamente 4 Km até o atrativo. O trajeto, até a o bairro Rio Monteiro, é feito por via pavimentada e sinalizada. O atrativo está localizado a uma altitude de 1.700 metros. É uma cachoeira de rara beleza e tem seu nome diretamente ligado às aves que habitam a região. No bairro Rio Monteiro, próximo ao atrativo, há pousadas e restaurantes.[37]
  • Trilha da Revolução: Exploração dos locais históricos em que atuaram as tropas, incluindo aqueles em que ocorreram os combates entre as tropas paulistas e as tropas federais durante a Revolução Constitucionalista de 1932.[39]

Administração[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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