Ctenogobius saepepallens
Ctenogobius saepepallens
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Ctenogobius saepepallens (Gilbert & Randall, 1968) | |||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||
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Ctenogobius saepepallens (Gilbert & Randall, 1968) é uma espécie de peixe marinho da família Gobiidae que ocorre no Oceano Atlântico ocidental, da Flórida, EUA ao sul do Brasil. [3]
Distribuição geográfica
[editar | editar código]Ctenogobius saepepallens é uma espécie neotropical que ocorre no Oceano Atlântico ocidental norte, desde o sul da Florida, nos Estados Unidos da América, até o sul de Santa Catarina,[4] no Brasil, incluindo o golfo do México e o Caribe. [3]
Morfologia
[editar | editar código]Ctenogobius saepepallens é um peixe pequeno de cerca de 5 cm de comprimento, de corpo alongado, dorsalmente de cor cinza claro, com a parte ventral esbranquiçada e uma fileira mediana de traços pretos, frequentemente alternados com pequenas manchas pretas. Possui também uma linha preta vertical atravessando o olho.
Ecologia
[editar | editar código]Habitat – Ctenogobius saepepallens é um gobiídeo que habita os fundos arenosos, próximos à recifes de rocha e coral, bancos de ervas marinhas e manguezais, em águas tropicais e subtropicais do oceano atlântico oeste, em profundidades de até 40 metros. [5]
Alimentação – a espécie é carnívora e alimenta-se principalmente de copépodes, seguidos por ostracodes e, em quantidades menores, de foraminíferos, crustáceos decápodes e isópodes.
Simbiose – gobiídeos associam-se a um, normalmente dois, ou mais camarões alfeídeos compartilhando uma toca. O camarão constrói e mantém a toca, enquanto o gobi, com sua visão superior e sistema sensorial lateral, serve de sentinela. A entrada da toca geralmente é fixada por um arco de pedras, corais ou fragmentos de conchas e o camarão, ao sair da toca, pode manter contato com o gobi por meio de uma de suas antenas. Ao sentir um perigo, como primeiro sinal de alarme, o gobi recua colocando a cauda dentro da toca para impedir que o camarão emerja dela. Ele agita frenéticamente sua nadadeira caudal para transmitir ao camarão a mensagem de um possível perigo. Com a aproximação do predador, o gobi mergulha de cabeça na toca. [6]
Referências
- ↑ Pezold, F. (2015). «Ctenogobius saepepallens». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2015: e.T185965A1795793. doi:10.2305/IUCN.UK.2015-2.RLTS.T185965A1795793.en
. Consultado em 24 de junho de 2025
- ↑ Gilbert, C. R.; Randall, J. E. (1968). «Gobionellus saepepallens, a new gobiid fish from the tropical western Atlantic». Notulae Naturae (Philadelphia) (411): 1–8
- ↑ a b «Ctenogobius saepepallens (Gilbert & Randall, 1968)». in GBIF Secretariat (2023). GBIF Backbone Taxonomy. Checklist dataset https://doi.org/10.15468/39omei. Consultado em 24 de junho de 2025 – via GBIF.org
- ↑ Anderson, A. B.; Carvalho-Filho, A.; Morais, R. A.; Nunes, L. T.; Quimbayo, J. P.; Floeter, S. R. (2015). «Brazilian tropical fishes in their southern limit of distribution: checklist of Santa Catarina's rocky reef ichthyofauna, remarks and new records». Check List. 11 (4): 1–25. doi:10.15560/11.4.1688
- ↑ Froese, R.; D. Pauly, ed. (2025). «Ctenogobius saepepallens (Gilbert & Randall, 1968): Dash goby». FishBase. World Wide Web electronic. Consultado em 25 de junho de 2025 – via www.fishbase.org
- ↑ Randall, John; Lobel, Phillip; Kennedy, Christine (2005). «Comparative Ecology of the Gobies Nes longus and Ctenogobius saepepallens, both symbiotic with the snapping shrimp Alpheus floridanus». Environmental Biology of Fishes. 74 (2): 119–127. doi:10.1007/s10641-005-2138-3
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