Cubismo analítico

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O cubismo analítico (1910 - 1912) é uma fase evoluída do cubismo cézanniano. Apareceu depois da junção do trabalho desenvolvido separadamente por Pablo Picasso e Georges Braque. Foi chamado de analítico porque analisava as formas dos objetos em um modo plano, partindo-os em fragmentos, espalhando-os pela tela e montando novamente nesse mesmo plano.[1] A prioridade dada à forma é máxima, tal que a composição cromática aponte quase para uma só cor. Picasso e Braque, por exemplo, trabalhavam com uma gama quase monocromática, usando marrom, verde e só mais tarde, cinza, analisando a forma sem se distrair com cores.

A história cubista foi marcada por momentos que trazem aspectos gerais comuns a quase todos os artistas do grupo. O primeiro é chamado de cubismo analítico, sucessor do primitivo, que invocava planos largos, simples, volumétricos, transmissores de uma imagem disposta em alguma profundidade. O analítico começa por volta de 1909 e despedaça os planos simples e largos em nome de um: "jogo de faces denso, contínuo, que quebra o objeto, desmembra-o em todas as suas partes, analisa-o enfim, fixando-o na superfície da tela, onde o relevo já está reduzido ao mínimo. Esse facetamento do objeto permite chegar à criação de um jogo rítmico, diminuto e intenso, onde a cor às vezes se reduz à monocromia."[2]

No cubismo analítico, o abandono do ponto de vista unitário altera o equilíbrio dos planos da representação e quase desemboca na abstração, dado que a imagem é quase impossível de reconhecer.[3]

Principais características[editar | editar código-fonte]

As principais características do cubismo analítico são:[4]

  • A geometrização das formas e dos volumes
  • Grande renúncia à perspectiva
  • O contraste de claro e escuro perde sua função
  • Maior representação do volume colorido sobre superfícies planas
  • Maior sensação de pintura escultórica
  • Desestruturação da obra em todos os seus elementos
  • Visão total da figura
  • A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.

Referências

  1. Visual Arts
  2. MICHELI, Mario De (2004). As vanguardas artísticas. São Paulo: Martins Fontes. pp. número 187 
  3. FERRARI, Silvia (1999). Guia de História da Arte Contemporânea: Pintura, Escultura, Arquitectura, Os Grandes Movimentos. Lisboa, Portugal: Editorial Presença. pp. p. 38 
  4. «Cubismo». Historia das Artes. Consultado em 23 de setembro de 2017 
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