Cuesta

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Cuesta de Botucatu

Cuesta é uma forma de relevo em que colinas e montes têm um declive não simétrico, ou seja, suave de um lado e íngreme do outro. A palavra tem origem no idioma espanhol e significa encosta de uma colina ou monte. Em geologia e geomorfologia, cuesta refere-se especificamente a um cume assimétrico com inclinação longa e suave. As mais comuns são as cuestas arenítico-basálticas, intercalando sequências de camadas sedimentares de inclinação suave com níveis mais resistentes à erosão.

O relevo de cuesta representa um meio termo entre os relevos de mesa e de hogback. A assimetria do relevo de cuesta promove a erosão mais acentuada (maior energia dos rios) nas vertentes escarpadas do que nas vertentes suaves (paralelas ao mergulho) o que leva a uma regressão lateral dessas escarpas de cuesta.

É também uma forma de relevo dissimétrico, constituído por uma sucessão alternada de camadas rochosas com diferentes resistências ao desgaste e que se inclinam numa direção, formando um decline suave no reverso e um corte abrupto ou íngreme na chamada frente da cuesta.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Basáltica
Escarpas dos planaltos e chapadas, como ocorre na Bacia do Paraná, compostas de rochas vulcânicas da Era Mesozoica, localizadas entre a Depressão Periférica da costa leste da Bacia do Paraná e seus planaltos e chapadas. Um outro exemplo de cuesta no Brasil é a paulista, que nasce em Botucatu e cruza o estado no sentido nordeste, sendo predominante também nos municípios de Águas de São Pedro, Itirapina, Analândia, Torrinha, Brotas, São Carlos, Santa Rita do Passa Quatro e Altinópolis, dentre outros. Existe também formações de cuestas no Ceará, nordeste do Brasil.
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