Cultura Racional

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde julho de 2018).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Cultura Racional é uma religião brasileira derivada do espiritismo, fundada em meados da década de 1930, no antigo Distrito Federal, pelo médium carioca Manoel Jacintho Coelho, então presidente de um Centro Espírita denominado Tenda Espírita Francisco de Assis.

A Cultura Racional tem como base uma série de livros denominada Universo em Desencanto, uma enciclopédia extensiva das ciências terrenas e espirituais. Assim, a Cultura Racional é o conjunto dos fundamentos contidos na obra Universo em Desencanto.

Ela aborda dentro do seu conteúdo uma grande variedade de temas, que vão desde cosmologia, metafísica, ecologia, linguística, teologia, etc. até assuntos como óvinis e discos-voadores.

Origens

A Cultura Racional surgiu no dia 04 de outubro de 1935, em um Centro Espírita de nome “Tenda Espírita Francisco de Assis”, na cidade do Rio de Janeiro, Rua Lopez da Cruz, Méier. Foi nesta data em que Manoel Jacintho Coelho afirma ter começado a receber as mensagens para a elaboração da escrituração de Cultura Racional chamada de Universo em Desencanto.

Conforme Manoel narra em seu livro, a Cultura Racional teria surgido através de uma "determinação superior", vinda de uma Entidade que habita um plano superior ao mundo material e espiritual, entidade essa denominada como: Racional Superior, habitante do Mundo Racional. O contato do médium com tal entidade é explicado como sendo o resultado de uma evolução natural do campo espiritual ou astral, ou seja o desenvolvimento deste campo permitiu alcançar graus cada vez mais elevados de energia, que possibilitou o contato do médium com planos astrais superiores aos que já se tinha conhecimento. E desse contato teria vindo a comunicação para elaboração dos livros de Cultura Racional.

Antes de começar a transmitir as mensagens que dariam origem aos livros, Manoel teria recebido uma ordem para fechar a Tenda Espírita, pois o Espiritismo já havia cumprido a sua missão na Terra, e que a partir daí estava para surgir uma nova cultura no mundo, e nessa nova cultura não haveria necessidade de existir templos, nem igrejas, mesquitas, terreiros ou qualquer espécie de casas espirituais.[1] Assim, Manoel fechou sua Tenda, encerrou suas atividades como espírita, dando início a Cultura Racional.

Período Histórico

Durante as primeiras décadas do século XX as perseguições às religiões afros aumentaram, sendo os praticantes desses segmentos religiosos perseguidos e vigiados pela polícia, principalmente entre os anos de 1930 e 1945.[2] Para fugir a essa perseguição e serem aceitos pela sociedade, notadamente a classe média urbana, algumas religiões afros passaram por um processo de desafricanização e branqueamento,[3] processo este em que buscavam se diferenciar do chamado baixo espiritismo, visto por esta sociedade como atrasado e rude, e ao mesmo tempo construir uma "legitimação racional”.[4] Para tanto, um grupo dos chamados “Intelectuais da Umbanda”[5] trabalhou intensamente para dotar a Umbanda de uma base doutrinária e de conhecimentos escritos, diferenciando-a assim das práticas do 'baixo espiritismo'.

A este panorama de legitimação e de letramento de algumas religiões anteriormente descrito, por ter surgido nessa época, de adaptações das religiões afro-brasileiras, se deve o fato da Cultura Racional ser comumente confundida como um segmento derivado da Umbanda ou Candomblé, com práticas e raízes religiosas, o que na verdade vai contra os ensinamentos do movimento, visto que na Cultura Racional não se faz necessário nenhuma forma de culto à entidades religiosas, ou quaisquer formas de intermediação com elementos da Umbanda, ou outra religião qualquer.

A Cultura Racional é enfática ao apresentar como proposta de ter somente nos livros a fonte de seus ensinamentos e a leitura como o caminho para a “salvação”,[6] descrita em sua escrituração como a Imunização Racional, não havendo assim necessidade de outros métodos a não ser a leitura sequencial dos livros.

Espiritismo

A Cultura Racional mesmo tendo se originado em um Centro Espírita, afirma em sua obra, não se tratar de espiritismo. Manoel Jacintho Coelho, que por muitos anos foi médium, explica que a religião espírita foi apenas um caminho para alcançar um ponto mais elevado, querendo dizer que tudo evolui, inclusive o espiritismo.

Segundo a Cultura Racional, tudo na Terra é passageiro e a natureza está sempre em evolução, e por isso, o espiritismo teve o seu princípio e tinha que ter o seu fim, o fim é a sua evolução. Então a "era" espiritual teria terminado sua missão, dando lugar a uma nova fase chamada de: fase Racional, ou fase da Racionalização.

A Cultura Racional ao falar sobre Espiritismo trata-o de duas formas: o verdadeiro espiritismo e o falso espiritismo. Segundo a Cultura Racional, o verdadeiro espiritismo encerrou seus trabalhos em 1935. Esse campo espiritual, que era formado por seres mais evoluídos, da parte do bem, teria cumprido a sua missão com os seres da Terra e após a missão cumprida, foi encerrado o contato desses espíritos com os médiuns. Porém, outro campo de espíritos menos evoluídos teria assumido a posição dos anteriores, e se fazendo passar por aqueles continuaram a entrar em contato com os médiuns, desenvolvendo a partir daí o "magnetismo" também chamado de falso espiritismo, ou baixo espiritismo, que é uma linha que foge do propósito do verdadeiro espiritismo, iniciando daí uma linha negativa, uma linha magnética, onde surge a exploração comercial, os sacrifícios, as magias para prejudicar, e a perda dos valores de um modo geral, ética, moral e respeito.


O médium ainda afirma que as novas gerações não chegaram a conhecer o verdadeiro espiritismo, e por não conhecer, admitem até hoje o magnetismo como sendo espiritismo. Ou seja, pessoas que estão há vinte, há trinta, há quarenta anos nesse meio, não conheceram o verdadeiro espiritismo, por o espiritismo ter terminado sua fase em 1935. Segundo Manoel, somente conheceram o verdadeiro espiritismo, as pessoas de 1935 para trás.

Essa diferenciação acerca da palavra "espiritismo" mostra se muito importante na Cultura Racional, pois uma hora o autor usa um discurso de negação às religiões espíritas[nota 1], e outra ora usa um discurso diferente , de aceitação, de forma que quem não está inteirado sobre o assunto, ou lê os livros fora da sequência, poderá interpretar como uma contradição do autor.

Religiosidade

Assim como o autor da Cultura Racional faz uma distinção no uso da palavra "espiritismo", separando-o em falso e verdadeiro, o mesmo é feito com a palavra "religião", diferenciando-a em sua obra, entre: verdadeira religião e falsa religião, ou, religião de cima e religião de baixo. Por isso a Cultura Racional nega, em primeiro momento, o seu caráter religioso, se dizendo apenas um conhecimento transcendental.

Esta primeira afirmação tem o objetivo de evitar uma interpretação errônea por parte do leitor que naturalmente tende a ligar a palavra religião a elementos como: rezas, orações, congregações, sermões, cultos, reuniões, adorações, iniciações, templos, igrejas, casas de pregação, etc. que são presentes na maioria das religiões, e que por tais elementos serem ausentes na Cultura Racional, é que o autor opta a princípio, por essa negação conceitual de religião.

No entanto, prosseguindo com o estudo da Cultura Racional, o leitor virá a saber, através de um livro que, sob uma outra ótica, a Cultura Racional pode sim ser considerada uma religião, ótica essa de caráter etimológico, que define a palavra religião como: religação[8], sendo esse um dos objetivos da Cultura Racional - a religação ou, a ligação do animal Racional com a sua origem, ou ainda um segundo significado: reler, sendo esta a fórmula pela qual se alcança a “ligação”. E um terceiro significado que é reger, querendo dizer que a Cultura Racional é de uma regência racional, uma regência superior a do animal.

Planos Astrais

O termo plano astral ou plano espiritual, é um termo conhecido em diversas linhas religiosas, esotéricas, espirituais, filosóficas e até mesmo científicas como a psicologia e a parapsicologia. Basicamente, refere-se a um local do espaço onde habitam corpos de energia, também conhecidos por espíritos, guias, protetores, etc. seres do bem ou do mal, que estão subdivididos de acordo com seu grau de evolução, sendo, quanto mais elevado o ser, maior a sua frequência vibracional e mais pura a sua condensação fluídica.[9]

Nas religiões orientais como o Hinduísmo, Janismo e Budismo, a noção de plano astral é fundamental para o conceito do Nirvana. Para os espiritualistas é um plano além do mundo material que consiste em diversos planos vibratórios ou regiões através das quais poderíamos viajar ao mudar o foco da consciência.[10]

Na Umbanda, plano astral é um local onde existem milhares de espíritos em constante evolução, que estudam e desenvolvem seu conhecimento para trabalhar ou não em benefício dos seres humanos. Através da mediunidade (comunicação entre plano astral e plano físico) estes espíritos, por escolha própria se manifestam com o objetivo de evoluir junto com a humanidade.[11] Ainda segundo à Umbanda, tudo que existe no plano térreo também há no plano astral, e do mesmo modo que há seres com boas intenções, também há os que querem prejudicar a evolução de seus semelhantes.

Na Psicologia a vivência no plano astral ou “mundo astral” acontece no estado de transe em que a consciência se liberta do plano físico e submerge no plano astral permanecendo em comunicação com o corpo físico, podendo transmitir com nitidez as percepções do plano em que se acha imersa. “A pessoa quando está em transe abandona o seu corpo com plena consciência e explora os mundos supra-físicos com total possessão das suas faculdades, e quando regressa ao seu corpo, imprime no seu cérebro a lembrança das experiências por que passou. Mas o indivíduo pouco evoluído neste campo, imerso no estado de transe, “perde o conhecimento”. Se a consciência não está desenvolvida nos planos superiores, o seu poder de percepção não se abrirá nesses planos, e quando desperta do transe não sabe absolutamente nada do que sucedeu à sua volta.”[12]

Na Cultura Racional os planos astrais são divididos basicamente em três partes: plano Astral Inferior, plano Astral Superior e Plano Racional, ou Planície Racional, ou ainda Mundo Racional.

Astral inferior

O plano Astral Inferior estaria localizado entre o Sol e a Terra, sendo formado por habitantes gerados pelas energias elétrica e magnética. Por conta disto, os seres são variantes como os seres humanos, vivendo de experiências, ou seja, de acertos e erros, e embora estejam em classe superior aos animais racionais, eles também sofrem por não conhecer a origem e o sentido de suas existências.

Astral Superior

O plano Astral Superior, localizado acima do Sol, acima das energias elétrica e magnética, seria formado por habitantes gerados pela Energia Mediadora, uma energia que está entre os planos inferior e Racional, na metade do curso, mais poderosa que a eletromagnética. Os seres não variam, não havendo nenhuma espécie de maldade, só existe o bem pois estão mais próximos da “pureza”. [13]

Mundo Racional

E a Planície Racional ou Mundo Racional, considerado a meta final do animal racional, o lugar de onde tudo teria partido e para onde teria de retornar pela própria evolução natural. Localizado muito acima do Astral Superior. Seus habitantes seriam formados pela Energia Racional, uma energia pura, limpa e perfeita.

Umbanda

Uma vez originada da Umbanda, a Cultura Racional continuou como vertente dela, embora com roupagem nova e linguagem alterada, mas com as mesmas práticas e costumes,[14] caracterizada pelo que ficou conhecido entre os membros da seita como a salinha, onde os médiuns incorporavam as entidades e davam consultas para as pessoas, membros ou não. Essas salinhas existiram em vários locais do país, funcionando como ponto aglutinador dos seguidores. E, embora tenha tecido explicações próprias para se apropriarem da cor das vestimentas da Umbanda (branca) e da saudação aos exus praticada pela mesma (salve),[15] é inegável a similaridade entre elas.

Uma característica comum de movimentos ligados à espiritualidade, à religiosidade e ao sobrenatural é o uso de vestimentas brancas ou tendendo a cores claras. Esta prática visa transmitir uma sensação de limpeza, pureza, leveza, saúde e paz.[16] A simbologia das cores nas diversas áreas da sociedade é algo milenar e tem como base diversos estudos dentro da cromoterapia e da cromologia, que é o estudo dos significados das cores.[17]

Na Cultura Racional, o uso da roupa branca simboliza a paz e a fraternidade, sendo uma cor que transmite influências boas, representa retidão e equilíbrio e união.

Na Umbanda, de forma similar, o uso da roupa branca é justificado como a união de todas as cores, tendo em si as propriedades terapêuticas de todas as outras, além de ser refletora, inclusive de cargas astrais, favorecendo a mente e estimulando pensamentos mais puros e sublimes.[18]

Ainda sobre às cores, a Cultura Racional acredita que a vida de pureza não tem cor; que as cores são pertences da matéria, e o que é puro, limpo, perfeito e sem defeito, não tem cor, mas, que por questão de “consenso” a cor da matéria, de “bem”, é a cor branca, sendo por isso, a cor mais usada entre os propagandistas do movimento. O uso de roupas iguais visa também criar um simbolismo de que todos são iguais em essência; o rico é igual a pobre, o letrado é igual ao analfabeto, todos são da mesma origem.[19]

Apesar de haver uma preferência no uso das cores, a Cultura Racional não estipula regras nesse sentido , cada um se veste da maneira que quiser e usa a cor que quiser.

Outro ponto em comum da Cultura Racional com a Umbanda, mas que também não é uma regra geral, é o uso da saudação "salve", palavra que deriva do latim e quer dizer "passar bem"[20] ou ainda, uma abreviação para "Deus te salve".[21] Na Umbanda é um cumprimento muito usado para saudar suas “entidades”.[22] Já na Cultura Racional é uma saudação à todas as formas de vida, visíveis ou invisíveis superiores ou inferiores, é um cumprimento feito levantando-se a palma da mão direita. Esta forma de saudação levantando a palma da mão tem um significado em particular. Segundo a Cultura Racional, nos tempos em que a humanidade dominava o alfabeto de astrologia, era comum as pessoas se conhecerem apenas pelas linhas das palmas das mãos, através dessas linhas que são como uma identidade de cada um, traçava-se um paralelo com as linhas astrológicas e assim podiam decifrar características importantes da vida da pessoa. Então, o gesto de levantar a palma da mão seria o mesmo que dizer ao outro toda sua trajetória de vida, revelando quem era esta pessoa e qual era a sua missão na Terra. Um gesto de credibilidade e transparência. A Quirologia e a Quiromancia são áreas que tratam desse assunto.

Uma vez que a Cultura Racional se propõe como a continuação do Espiritismo, Umbanda e demais religiões, fica compreensível seu desenvolvimento e o alcance das pessoas que vieram a se tornar adeptas, seguidoras ou simpatizante da mesma, pessoas de diversas linhas religiosas que acabam encontrando na Cultura Racional certas similaridades com suas crenças. Nesse contexto, fica patente a experiência e a vivência de seu fundador, senhor Manoel Jacintho Coelho, com pessoas das mais diversas religiões, principalmente o Espiritismo e a Umbanda, em razão do "elo espirital" entre esses movimentos. Assim, a vivência espiritual foi a matéria principal em torno da qual foram se reunindo os adeptos da Cultura Racional, principalmente na figura do seu líder maior, senhor Manoel, um mestre espiritual muito respeitado. Por se originar, de uma Tenda Espírita organizada e estabelecida, a Cultura Racional já cresceu estruturada no campo espiritual, com seguidores e colaboradores, muitos dos quais iriam se manter e arregimentar os parentes e amigos nos anos seguintes, possibilitando a continuidade da mesma.

Apesar de apresentar algumas características semelhantes aos ensinamentos da Umbanda e do espiritismo, A Cultura Racional tem seus métodos próprios, bem definidos. Os livros são apresentados como carro chefe da solução, tendo em vista que todos os esclarecimentos sobre os diversos assuntos estão contidos inteiramente nos livros. Não havendo, portanto, intermediários, mestres, professores, guias, etc. consultas espirituais, passes, trabalhos, etc. nem tampouco, templos, terreiros, casas, igrejas ou construções “sacras”. Dessa forma, o livro teria a função de único "mestre" cumprindo o papel de ser o "guia", o "consultor" e o "templo espiritual" ao mesmo tempo. O livro seria só o primeiro passo de uma evolução da consciência, pois o próprio autor afirma que alcançando um certo grau de desenvolvimento, não precisará mais de livros, o conhecimento emanará de dentro da própria pessoa.

História

Após a publicação do livro Universo em Desencanto em meados da década de 1930, o movimento religioso persistiu nas décadas posteriores, tendo mudado sua sede, do Méier para Jacarepaguá, depois para Belford-Roxo onde foi erguido o Palácio da Cultura Racional[23].

Na década de 1970 a Cultura Racional mudou-se para a atual sede, em Nova Iguaçu, onde se encontra até hoje. Nesse período, o movimento religioso começou a ser frequentado por alguns artistas, dentre os quais estava o músico Tim Maia, que deu grande visibilidade a seita, fazendo-a viver o seu auge. Enquanto esteve na Cultura Racional, o cantor gravou dois álbuns que anos mais tarde se tornariam um grande sucesso de crítica chamados Tim Maia Racional, Vol. 1 e Tim Maia Racional, Vol. 2.[24]Em 2011, a Editora Abril lançou um terceiro álbum inédito gravado pelo cantor em 1976.[25]

O fundador da seita, Manoel Jacintho Coelho, morreu em 1991, e desde então a Cultura Racional é dirigida por uma de suas filhas.[26][27]

Banda

A Cultura Racional conta com uma série de bandas musicais espalhadas em 14 estados brasileiros. Elas são formadas pelos próprios integrantes do movimento e têm como objetivo principal a divulgação dos livros de Cultura Racional. Chamada de Banda Racional Universo em Desencanto – BRUD, ou Banda União Racional - BUR (quando unem-se todas as bandas), a banda surgiu em 1982, inicialmente no estilo fanfarra com percussão e alguns metais, com o tempo, tomou forma de banda marcial, incorporando instrumentos mais elaborados. A banda tem cobertura nacional e internacional, e no seu repertório, músicas populares, militares, hinos e músicas de autoria própria.[28]

Além da banda marcial a Cultura Racional possui uma banda de orquestra sinfônica, jazz sinfônica, chamada de Racional Jazz Band – RJB, criada no ano de 2016, contendo instrumentos de corda como: violinos, violoncelos, baixos e guitarras elétricas, instrumentos de teclas: piano e teclado, etc. e as madeiras, metais e percussão.[29]

Notas

  1. O espiritismo, conforme codificado por Alan Kardec, não cultua pretos velhos, ao contrário do que supõe Coelho. Chico Xavier e Divaldo Franco, divulgadores da Doutrina Espírita, são enfáticos ao classificar o culto aos pretos velhos como contrários a ela.[7]

Referências

  1. ELIAS, Jorge. Cavaleiro da Concórdia, O homem do outro mundo. Belford Roxo - RJ: Racional Gráfica Editora. pp. 47– 
  2. CORREA, Norton Figueiredo. Sob o signo da ameaça: conflito, poder e feitiço nas religiões afro-brasileiras. São Paulo, Tese de doutorado, PUCSP, 1998.
  3. PRANDI, Reginaldo. Referências sociais das religiões afro-brasileiras: sincretismo, branqueamento, africanização - VII Jornadas sobre Alternativas Religiosas en Latinoamérica. 27 al 29 de Noviembre de 1997.
  4. ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro. Petrópolis: Vozes, 1978
  5. ISAIA, Artur C.. Ordenar progredindo: a obra dos intelectuais de Umbanda no Brasil da primeira metade do século XX. Anos Noventa. Porto Alegre: UFRGS, (11): 97-120, 1999.
  6. Neumann, Ricardo. A CULTURA RACIONAL E LETRAMENTO. XXIV Simpósio Nacional de História. Associação Nacional de História – ANPUH. São Leopoldo, 2007. Disponível na Internet em http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S24.0711.pdf
  7. «Preto velho no kardecismo». Espiritualidade e Sociedade. Consultado em 30 de julho de 2014. 
  8. «Religião, Origem da palavra religião». Dicionário Etimológico. Consultado em 16 de junho de 2018. 
  9. LEADBEATER, C.W. (1895). O Plano Astral. [S.l.]: Teosófica. pp. 11~15 
  10. Ferreira, Wilson (20 de outubro de 2017). «Para a CIA Plano Astral existe e é potencial arma de Parapolítica.». Jornal GGN. Consultado em 3 de março de 2018. 
  11. Pereira, Júlia (9 de dezembro de 2016). «A origem da Umbanda no plano astral». Consultado em 3 de março de 2018. 
  12. Rizzi, Jorge (16 de setembro de 2016). «Transe (Psicologia)». Sinapses Links. Consultado em 3 de março de 2018. 
  13. A Vida Fora da Matéria. [S.l.]: Editora Racionalismo Cristão. 1989. pp. 75– 
  14. SUENAGA, Cláudio Tsuyoshi. Cultura Racional: O desencanto da seita. Revista UFO, Edição 49. https://www.ufo.com.br/artigos/cultura-racional-o-desencanto-da-seita Acessado em 20 de junho de 2014.
  15. Guia de Referência - Exus e Pombas Giras. http://www.guia.heu.nom.br/exu_e_pombas_giras.htm Acessado em 20 de junho de 2014
  16. Fernandes, Márcia (21 de outubro de 2013). «Por que usar roupas brancas em trabalhos espíritas?». Márcia Fernandes. Consultado em 9 de outubro de 2018. 
  17. Pellanda, Mauro. «Cromoterapia». Mundo Espírita. Consultado em 9 de outubro de 2018. 
  18. Fernandes, Ana. «Roupas de Umbanda, o significado dos trajes dos médiuns». We Mystic. Consultado em 9 de outubro de 2018. 
  19. Oliveira, Cinthya (8 de outubro de 2015). «Sabe o que é Cultura Racional?». Hoje em Dia. Consultado em 9 de outubro de 2018. 
  20. «Salve». Infopédia Dicionários. Consultado em 9 de outubro de 2018. 
  21. «Salve». Priberam Dicionário. Consultado em 9 de outubro de 2018. 
  22. Guia de Referência - Exus e Pombas Giras. http://www.guia.heu.nom.br/exu_e_pombas_giras.htm Acessado em 20 de junho de 2014
  23. ELIAS, Jorge. O Cavaleiro da Concórdia, O homem de outro mundo. 1º ed, Racional Gráfica Editora LTDA, 1988, Belford Roxo, RJ. Pp.116
  24. Os 100 maiores discos da Música Brasileira - Revista Rolling Stone, Outubro de 2007, edição nº 13, página 115
  25. «TIM MAIA volume 10 chega às bancas». Dinap. 27 de maio de 2011 
  26. Neumann, Ricardo. A CULTURA RACIONAL E A CIRCULARIDADE CULTURAL. Tese de Mestrado. Florianópolis 2008. Disponível na Internet em http://www.dhi.uem.br/gtreligiao/pdf/st8/Neumann,%20Ricardo.pdf. pp.1 Acesso em 26 de Março de 2013
  27. Pronunciamento da Sra. Atna Jacintho Coelho - http://racional.weebly.com/comunicados.html, acessado em 31 de Julho de 2014
  28. «Sobre a Banda Racional». Banda União Racional. Consultado em 25 de março de 2018. 
  29. «Sobre a RJB». Racional Jazz Band. Consultado em 25 de março de 2018. 

Ligações externas