Décimo Júnio Bruto Galaico

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Décimo Júnio Bruto Galaico
Nascimento 180 a.C.
Morte 113 a.C. (67 anos)
Nacionalidade romano
Filho(s) Décimo Júnio Bruto (cônsul de 77 a.C.)
Ocupação General e Político

Décimo Júnio Bruto (em latim Decimus Iunius M.f. M.n. Brutus;[1] 180 — 113 a.C.), também dito Galaico (Callaicus), avô de Décimo Júnio Bruto Albino, foi um general e político romano do século II a.C.. Era filho de Marco Júnio Bruto, cônsul em 178 a.C..[1]

Eleito cônsul em 138 a.C. com Públio Cornélio Cipião Násica Serápio,[1] dirigiu a campanha para estabilizar e castigar as tribos rebeldes do território ao norte do rio Tejo logo após a morte de Viriato. Estabeleceu o seu acampamento numa ilha,[2] identificada atualmente com a de Almourol,[carece de fontes?] nas margens do Tejo, e fortificou Olisipo (actual Lisboa).[2] Em seu avanço para o norte teve de fazer frente a inúmeros combates com as populações locais. Fundou Valentia (atual Valência) com soldados romanos que lutaram contra o exército lusitano.[3] Estabeleceu uma posição fortificada em Viseu e, já como procônsul do ano 137 a.C., cruzou o rio Douro entre os quais cabe destacar a Batalha do Douro, datada no 9 de Junho do 137 a.C. e onde teve que combater contra 60.000 galaicos que acudiram em auxilio dos lusitanose entrou na Galécia, território dos galaicos (callaeci), nos arredores do actual Porto — povo ao qual se associa a origem do nome dos territórios localizados mais ao norte, na actual Galiza. Vencidos os galaicos, chegou até ao rio Lima (Lethes) e, perante a recusa dos seus soldados em cruzá-lo pelo temor de perderem a memória - pois corria a lenda de que o rio Lima era o mítico "Rio do Esquecimento" - Bruto cruzou-o primeiro e chamou seus soldados por seus nomes, um a um, que seguiram-no ao perceber que sua memória sobrevivera ilesa à travessia. Segundo Estrabão, chegou a atingir o rio Minho.

O senado romano concedeu-lhe o título de "Galaico", em 136 a.C..

Logo depois da expedição de Bruto, Roma passou a dominar o território entre o Douro e o Minho, muito provavelmente apenas nas zonas costeiras.

Em 113 a.C. foi nomeado procônsul da Lusitânia, sob Caio Mário, e nessa altura infligiu severas derrotas aos lusitanos.

Foi o pai de Décimo Júnio Bruto, cônsul em 77 a.C..[1]

Referências

Precedido por
Cneu Calpúrnio Pisão e
Marco Popílio Lenas
Cônsul da República Romana
com Públio Cornélio Cipião Násica Serápio

138 a.C.
Sucedido por
Marco Emílio Lépido Porcina e
Caio Hostílio Mancino