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DJ Jamaika

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
DJ Jamaika
Nome completoJefferson da Silva Alves
Nascimento28 de outubro de 1967
Taguatinga, Distrito Federal, Brasil
Morte23 de março de 2023 (55 anos)
Paranoá, Distrito Federal, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Gênero(s)
Instrumento(s)
Período em atividade1992–2023
Gravadora(s)
  • Discovery
  • independente
Afiliação(ões)

DJ Jamaika, nome artístico de Jefferson da Silva Alves (Taguatinga, 28 de outubro de 1967Paranoá, 23 de março de 2023), foi um rapper brasileiro.[1] Começou sua carreira, em Ceilândia, Distrito Federal, e foi um dos pioneiros do hip hop brasiliense. Juntamente com seu irmão, Kabala, liderou o grupo de rap Álibi, o qual contava com o apoio de Rei, do Cirurgia Moral, muito confundido como integrante, de fato, do grupo Álibi.

Antes do grupo Álibi, Jamaika participou de outros grupos, quando participou de concursos de rap do Distrito Federal. Tendo como destaque profissional o aclamado grupo Câmbio Negro, que foi DJ e vocal com X no álbum Sub-Raça em 1993. Na carreira solo, sua música mais conhecida é "Tô Só Observando", hit que fez Jamaika ter uma grande projeção nacional, o que chamou a atenção da grande indústria fonográfica. O rapper lançou seus discos pelas gravadora Discovery, Discovery G1 e Wea Brasil.

No início de 2002, Jamaika tornou-se evangélico e passou a compor no segmento do hip hop cristão. Apesar da mudança de estilo musical, o artista continuou com grande aceitação dos antigos fãs.[2]

Morreu aos 55 anos, em 23 de março de 2023.[3] Ele lutava há alguns anos contra um câncer na coluna e estava internado no Hospital do Paranoá.[4] A morte foi confirmada em um anúncio em sua página nas redes sociais.[1]

Homenagens

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Casa Hip-Hop DJ Jamaika foi inaugurada no dia 27 de março data do aniversário de Ceilândia - DF com objetivo de valorizar, fortalecer, preservar e expandir a Cultura Hip-Hop.[5] O projeto visa a manutenção da memória de DJ Jamaika, um dos pioneiros do rap no Distrito Federal.[6]

A Câmara Legislativa do Distrito Federal colocou em discussão projeto de Lei nº 303/2023 para alterar o nome do Restaurante Comunitário de Ceilândia para Restaurante Comunitário DJ Jamaika.[7][8]

Filmografia

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DJ Jamaika participou da produção audiovisual denominada Branco Sai, Preto Fica[9] dirigido e escrito Adirley Queirós.[10]

Discografia

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Fonte:[2]

Com Detrito Federal

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  • Não Vejo Nada (1992)

Com Câmbio Negro

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  • Sub-Raça (1993)

Com Álibi

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  • Abutre (1995)
  • Pague Pra Entrar e Reze Pra Sair (1997)

Carreira independente

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  • Utopia (1998)
  • De Rocha (1999)
  • Pá Doido Pirá (2000)
  • A Bola da Vez (2002)
  • Dub Remix (2003)
  • Antídoto (2005)
  • Álibi Para Morte (2007)
  • Evangeloco (2008)
  • Fé em Deus (2012)
Ano Prêmio Categoria Ref.
2007 Prêmio Hutúz Melhor Produtor Musical [11]

Filmografia

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Ano Título Personagem
2015 Branco Sai, Preto Fica Rapper

Referências

  1. a b Toledo Piza, Paulo; Torres, Felipe; Cardim, Nathália (23 de março de 2023). «Lenda do rap brasiliense, DJ Jamaika morre aos 55 anos». Metrópoles. Consultado em 23 de março de 2023 
  2. a b «Hip-Hop Brasil: DJ Jamaika». Hip-Hop Brasil.com. Consultado em 13 de maio de 2012. Arquivado do original em 21 de setembro de 2013 
  3. «DJ Jamaika, ícone do rap do DF, morre aos 55 anos». G1. 23 de março de 2023. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  4. «Morre ícone do Rap brasiliense, o DJ Jamaika». Agência Brasil. 23 de março de 2023. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  5. «Casa do Hip-Hop de Ceilândia DJ Jamaika será inaugurada no aniversário de Ceilândia». Jornal do Rap. 26 de março de 2025. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  6. «Vem aí: Casa Hip-Hop DJ Jamaika inaugura celebrando os 54 anos da Ceilândia». Visite Brasília. 23 de março de 2025. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  7. «Restaurante Comunitário de Ceilândia poderá ser renomeado com nome de DJ Jamaika». CLDF. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  8. «Proposição». CLDF. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  9. Cultural, Instituto Itaú. «Branco sai, Preto fica». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  10. Hirano, Luis Felipe Kojima (2015). «"BRANCO SAI, PRETO FICA": A CRISE DA FIGURA DO MEDIADOR HUMANO». Novos estudos CEBRAP: 219–226. ISSN 0101-3300. doi:10.25091/S0101-3300201500030012. Consultado em 26 de novembro de 2025 
  11. «Vencedores do Prêmio Hutúz 2007». Rádio 105 FM. 23 de novembro de 2007. Consultado em 23 de dezembro de 2009. Arquivado do original em 27 de novembro de 2010 

Ligações externas

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