Antônio Francisco da Costa e Silva

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Antônio Francisco da Costa e Silva (Amarante, 28 de novembro de 1885Rio de Janeiro, 29 de junho de 1950) foi um poeta brasileiro.

Pedestal onde existiu um busto em homenagem ao autor do hino piauiense, numa praça de Teresina.

Começou a compor versos por volta de 1896, tendo seus primeiros poemas publicados em 1901. Todavia, seu primeiro livro de poesia, Sangue, somente foi lançado em 1908.

É o autor da letra do hino do Piauí.

Pertenceu à Academia Piauiense de Letras, Cadeira 21, cujo patrono é o padre Leopoldo Damasceno Ferreira.

Guilherme Luiz Leite Ribeiro disse que Costa e Silva era pavorosamente feio, o que influiu na sua carreira: "Nos tempos do barão do Rio Branco não havia concurso para ingressar na carreira diplomática, e a seleção era feita pessoalmente por ele, que conversava com os candidatos, em geral pessoas de família conhecida, de preferência bonitos e que falassem línguas estrangeiras. Antônio Francisco da Costa e Silva, ilustre poeta e pai do embaixador e acadêmico Alberto Vasconcellos da Costa e Silva, conversou com o barão sobre a possibilidade de ingresso na carreira, porém o chanceler foi taxativo: - Olha, o senhor é um homem inteligente, admiro-o como poeta, contudo não vou nomeá-lo porque o senhor é muito feio e não quero gente feia no Itamaraty..."[1]

Em seu segundo volume de Memórias, Balão Cativo, Pedro Nava conta a mesma história, embora não exatamente com as mesmas palavras:

Era o poeta Antônio Francisco da Costa e Silva, cuja cara amarela parecia um bolo de miolo de pão com os furos dos olhos, das ventas e da boca Estava recém-casado com a bela Alice Salomon [...] Fora várias vezes indicado para o Itamarati e sempre com boas proteções. Rio Branco, contra. Até que o nosso Dá, exasperado, enchera-se de razões e de coragem e fora interpelar o implácavel barão. Ousou perguntar-lhe, afinal, o que tinha contra ele. Eu? nada, meu caro amigo. Até gosto dos seus versos e aprecio seu talento. Contra sua pretensão o que está é seu físico. Eu só deixo entrar na carreira homens de talento que sejam também belo homens. A diplomacia exige isso. Desejo-lhe boa sorte em tudo. Agora, no Itamarati, não! O senhor aqui não entra.[2]


Seu filho, Alberto da Costa e Silva, é um conhecido diplomata, autor, historiador e membro da Academia Brasileira de Letras. Recentemente recebeu o Prêmio Camões 2014[3] .

Um grande poeta que conquistou diferentes pessoas com seu jeito harmonioso de ser.. Poemas De sua cidade Amarante- Piaui, Caracterizava uma das suas obras.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Sangue (1908),
  • Elegia dos Olhos,
  • Poema da Natureza,
  • Clepsidra,
  • Zodíaco (1917),
  • Verhaeren (1917),
  • Pandora (1919),
  • Verônica (1927),
  • Alhambra (1925-1933), obra póstuma inacabada,
  • Antologia (coleção de poemas publicada em vida - 1934),
  • Poesias Completas (1950), coletânea póstuma.

Referências

  1. RIBEIRO, Guilherme Luiz Leite. Os bastidores da diplomacia Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007, p. 50.
  2. Pedro Nava, Balão Cativo, Capítulo II: "Serra do Curral".
  3. Agência Brasil (30/05/2014). «Poeta e diplomata Alberto Costa e Silva vence Prêmio Camões 2014». Portal EBC. Consultado em 30/05/2014. 
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Referência[editar | editar código-fonte]

Revista da Academia Piauiense de Letras.N.º 68. Ano XCIII. Teresina: APL,2010.