Da Lama ao Caos
| Da Lama ao Caos | ||||
|---|---|---|---|---|
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| Álbum de estúdio de Chico Science & Nação Zumbi | ||||
| Lançamento | ||||
| Gravação | Estúdio Nas Nuvens, Rio de Janeiro-RJ, entre 1993 e janeiro de 1994 | |||
| Estúdio(s) | Nas Nuvens | |||
| Gênero(s) | Manguebeat | |||
| Duração | 50:15 | |||
| Idioma(s) | (em português) | |||
| Formato(s) | CD/LP | |||
| Gravadora(s) | Chaos | |||
| Produção | Liminha | |||
| Cronologia de Chico Science & Nação Zumbi | ||||
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| Singles de Da Lama ao Caos | ||||
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Da Lama ao Caos é o primeiro álbum de estúdio da banda pernambucana Chico Science & Nação Zumbi, lançado em 1994.
Gravações
[editar | editar código]Em 1993, o movimento manguebeat ganhou força e repercussão em todo o Brasil. Depois de alguns shows em Recife e região, e apenas uma apresentação em São Paulo e outra em Belo Horizonte, o grupo assina contrato com a Sony Music, em julho do mesmo ano.
Inicialmente, Chico Science tinha em mente o nome de Arto Lindsay ou Bill Laswell para a produção do disco. No entanto, a Sony Music indicou Liminha. Após ouvir uma demo em fita cassete enviada pelo diretor da Sony Music, Jorge Davidson, Liminha aceitou produzir o álbum.[1]
O grupo foi para o Rio de Janeiro gravar no estúdio Nas Nuvens, propriedade de Liminha, onde o material para o álbum foi gravado em sessões de 12 horas, de segunda a sábado. Neste momento, o grupo era composto por Chico Science, Jorge Du Peixe, Gilmar Bolla 8, Gira, Canhoto e Toca Ogan. Muitos destes músicos faziam parte do grupo Lamento Negro.[2]
Os percussionistas Canhoto, Gira, Gilmar Bolla 8, Jorge du Peixe e Toca Ogan não tinham baquetas próprias e acabaram gravando com as de João Barone.[3] A falta de experiência do grupo em estúdio e o uso de instrumentos incomuns à indústria fonográfica, como as alfaias, tornaram a produção do álbum complexa.[1] O álbum foi lançado em abril de 1994, meio à segunda edição do festival Abril Pro Rock, onde a banda se apresentou.[4]
Poucos meses após o lançamento de Da Lama ao Caos, a faixa "Rios, Pontes e Overdrives", parceria entre Chico Science e Fred Zero Quatro, foi gravada pela banda Mundo Livre S/A e lançada junto ao álbum Samba Esquema Noise.[5]
Projeto gráfico
[editar | editar código]A capa foi feita artesanalmente a partir uma fotografia tirada por Fred 04 e editada por Hilton Lacerda e Hélder Aragão utilizando fotocópias, recortes, montagens, e colagens.[6] Ilustra um caranguejo com imagens que parecem estar "granuladas", sendo que cada pequeno quadrado é uma colagem. A contracapa traz o detalhe de uma pata de caranguejo, propositalmente aproximada de maneira excessiva para que os pixels fiquem bem visíveis e assim fique claro que ela foi desenvolvida em computador.[7]
A primeira versão da arte era em preto-e-branco, com alguns tons azulados, mas a gravadora recusou, exigindo cores, e assim nasceu a versão final.[7] O encarte do álbum incluiu o primeiro manifesto do Movimento Manguebeat, intitulado "Caranguejos com cérebro".[8]
Conteúdo lírico
[editar | editar código]É possível perceber a influência da obra de Josué de Castro, principalmente Geografia da Fome e Homens e Caranguejos, sobre as composições de Chico Science. Para Túlio Velho Barreto, versos de "Rios, Pontes e Overdrives", "Antene-se", "Da Lama ao Caos" e "Risoflora" podem ser entendidos como releituras do romance Homens e Caranguejos. A faixa-título cita nominalmente o geógrafo autor dos livros.[9] Castro já havia sido mencionado como pessoa de interesse do movimento Manguebeat em 1992, no manifesto dos Caranguejos com cérebro.[10]
Além disso, o álbum aborda assuntos como ficção científica, teoria do caos, a urbanização e a desigualdade social na Região Metropolitana do Recife.[4] Na primeira faixa, identifica-se uma demanda por mudanças sociais em Pernambuco, saudando revolucionários como Emiliano Zapata, Augusto César Sandino, Antônio Conselheiro, o Partido dos Panteras Negras e Zumbi dos Palmares. Tanto em "Monólogo ao Pé do Ouvido" quanto em "Banditismo por Uma Questão de Classe" há menções ao cangaceiro Lampião.[11]
A faixa "Salustiano Song" faz referência a Mestre Salustiano, rabequeiro pernambucano que serviu de inspiração para Chico Science durante sua juventude.[12] Em alguns trechos da faixa, a guitarra foi tocada por Lúcio Maia utilizando um EBow, a fim de tornar o som das cordas semelhante ao de uma rabeca.[13]
Faixas
[editar | editar código]- Todas as faixas foram compostas por Chico Science, exceto onde indicado.
Versão CD
[editar | editar código]| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Monólogo ao Pé do Ouvido" | 1:07 | ||
| 2. | "Banditismo por Uma Questão de Classe" | 3:59 | ||
| 3. | "Rios, Pontes & Overdrives" | Chico Science, Fred Zero Quatro | 4:03 | |
| 4. | "A Cidade" (música incidental: "Boa Noite do Velho Faceta (Amor de Criança)") | 4:46 | ||
| 5. | "A Praieira" | 3:36 | ||
| 6. | "Samba Makossa" | 3:03 | ||
| 7. | "Da Lama ao Caos" | 4:31 | ||
| 8. | "Maracatu de Tiro Certeiro" | Chico Science, Jorge du Peixe | 4:11 | |
| 9. | "Salustiano Song" (instrumental) | Chico Science, Lúcio Maia | 1:28 | |
| 10. | "Antene-se" | 3:35 | ||
| 11. | "Risoflora" | 4:08 | ||
| 12. | "Lixo do Mangue" (instrumental) | Lúcio Maia | 1:45 | |
| 13. | "Computadores Fazem Arte" | Fred Zero Quatro | 3:13 | |
| 14. | "Côco Dub (Afrociberdelia)" | 6:45 |
Versão LP
[editar | editar código]Lado A
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "(Monólogo ao Pé do Ouvido)" (vinheta) / "Banditismo por uma Questão de Classe" | 5:06 | ||
| 2. | "Rios, Pontes & Overdrives" | Chico Science, Fred Zero Quatro | 4:03 | |
| 3. | "A Cidade" (música incidental: "Boa Noite do Velho Faceta (Amor de Criança)") | 4:46 | ||
| 4. | "A Praieira" | 3:36 | ||
| 5. | "Samba Makossa" | 3:03 |
Lado B
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Da Lama ao Caos" | 4:31 | ||
| 2. | "Maracatu de Tiro Certeiro" | Chico Science, Jorge du Peixe | 4:11 | |
| 3. | "Salustiano Song" (instrumental) | Chico Science, Lúcio Maia | 1:28 | |
| 4. | "Antene-se" | 3:35 | ||
| 5. | "Risoflora" | 4:08 | ||
| 6. | "Lixo do Mangue" (instrumental) | Lúcio Maia | 1:45 |
Samples
[editar | editar código]À época, não era comum bandas de rock utilizarem samplers em suas canções. Um dos primeiros exemplos na música brasileira seria a faixa "Advogado do Diabo", incluída no álbum de 1988 Psicoacústica, da banda Ira!, que tinha a admiração de Jorge du Peixe e posteriormente passaria a fazer parte do repertório ao vivo de Chico Science & Nação Zumbi.[14] Para a direção dos samplers em Da Lama ao Caos, foi chamado o produtor Chico Neves, creditado em seis faixas. Os samplers da faixa "Lixo do Mangue" estão creditados a Chico Science.[15]
"Rios, Pontes & Overdrives"
"Samba Makossa"
- "Brown Rice" por Don Cherry[17]
- "Soul Makossa" por Manu Dibango[18]
"A Cidade"
- "Boa Noite do Velho Faceta" por Velho Faceta[19]
- "Boa Noite" por Baianas de Ipioca[20]
"Coco Dub (Afrociberdelia)"
Ficha técnica
[editar | editar código]Chico Science & Nação Zumbi
- Chico Science – voz; samplers em "Lixo do Mangue"
- Lúcio Maia – guitarra
- Alexandre Dengue - baixo
- Toca Ogan - percussão e efeitos
- Canhoto - caixa
- Gira - alfaia
- Gilmar Bola 8 - alfaia
- Jorge du Peixe - alfaia; voz em "Maracatu de Tiro Certeiro"
Convidados
- André Jung - berimbau em "Maracatu de Tiro Certeiro"
- Chico Neves - samplers em "Rios, Pontes & Overdrives", "A Cidade", "Samba Makossa", "Antene-se" e "Côco Dub (Afrociberdelia)"
- Liminha - grito em "Lixo do Mangue"
Recepção
[editar | editar código]Na mesma época, a Sony Music havia lançado também os álbuns Gabriel o Pensador e Skank, que rapidamente receberam o disco de ouro. O produtor Paulo André Pires entende que, em um primeiro momento, o disco não foi compreendido, o que justificaria o moderado número de apenas 10 mil cópias vendidas.[3] Uma parcela dos fãs da banda acreditou que a produção de Liminha fez com que o álbum perdesse a sonoridade pesada presente nos shows.[1]
Mesmo assim, "Da Lama ao Caos" progressivamente tomou espaço no cenário musical brasileiro, consolidando-se como um dos álbuns mais importantes do país.[1] Retroativamente, Jorge Du Peixe afirmou que Da Lama ao Caos poderia ter alcançado notoriedade mais rápido caso as redes sociais já existissem.[3] Apesar de as vendas não terem correspondido às expectativas da Sony Music, a banda conseguiu iniciar uma carreira internacional a partir de shows nos Estados Unidos e na Alemanha, encontros entre Chico Science e Nick Cave, e o relançamento de Da Lama ao Caos para o mercado norte-americano pelo selo de David Byrne, Luaka Bop.[22]
As faixas "A Praieira" e "A Cidade" alcançaram bastante sucesso nas rádios, sendo incluídas nas trilhas sonoras das novelas Tropicaliente e Irmãos Coragem, respectivamente.[3] Por Da Lama ao Caos, Chico Science & Nação Zumbi são frequentemente citados como os precursores de uma geração que fez a população brasileira voltar a se interessar por rock nos anos 1990, junto a Skank, Raimundos, Charlie Brown Jr. e O Rappa.[23]
Legado
[editar | editar código]| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| Allmusic | |
O álbum está na 13ª posição da lista dos 100 maiores discos da música brasileira pela Rolling Stone Brasil[25] e na 17ª colocação na lista dos 500 maiores discos da música brasileira pelo Discoteca Básica.[26]
Da Lama ao Caos é citado como um dos precursores do subgênero nu metal. O álbum Roots, lançado em 1995 pela banda Sepultura, foi influenciado por Da Lama Ao Caos, incorporando ao death metal elementos percussivos das culturas indígena e afrobrasileira. O vocalista e guitarrista Max Cavalera publicamente dedicou o álbum ao movimento Manguebeat e participou de um show em homenagem a Chico Science, em 1997, ao lado da Nação Zumbi.[27]
A divulgação da cultura popular e de ritmos como o maracatu rural que Chico Science e Nação Zumbi propuseram com Da Lama ao Caos foi comparada ao Movimento Armorial de Ariano Suassuna na década de 1970.[3] A faixa "A Cidade", por exemplo, inclui amostras de músicas dos grupos folclóricos Velho Faceta e Baianas de Ipioca.[28]
Em 2019, o álbum foi incluído no projeto "Discos da Música Brasileira", série de e-books sobre álbuns importantes da música brasileira sob a organização do jornalista Lauro Lisboa Garcia.[29] O livro lançado sobre o álbum foi intitulado “Da Lama ao Caos: que som é esse que vem de pernambuco?” (selo "Edições Sesc").[30] No ano seguinte, a jornalista Lorena Calábria publicou o livro "Da Lama ao Caos - O Livro do Disco", elaborado a partir de conversas com músicos, familiares e outras pessoas que fizeram parte do álbum.[31]
Em 2022, foi eleito o melhor disco da música brasileira dos últimos 40 anos em uma enquete do jornal O Globo que reuniu 25 especialistas, incluindo Charles Gavin, Vera Magalhães, Leonardo Bruno, Nelson Motta, Rodrigo Faour, Tárik de Souza, Ricardo Alexandre, Arthur Dapieve, Paulo Cesar de Araújo e Roberta Martinelli, entre outros nomes.[32]
As canções do álbum frequentemente são regravadas por outros artistas: a faixa "Computadores Fazem Arte" foi incluída no álbum Vivo Feliz, de Elza Soares; "A Praieira" consta no álbum Sou de Qualquer Lugar, de Daniela Mercury; a faixa-título foi regravada pela banda Sepultura em seu álbum The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart; "Risoflora" consta no álbum Do Meu Olhar pra Fora, de Elba Ramalho.[33] A faixa "Samba Makossa" foi incluída nos álbuns Acústico MTV e Baseado em Fatos Reais: 30 Anos de Fumaça, por Charlie Brown Jr. e Planet Hemp, respectivamente.[34]
Em 2023, na décima temporada do programa Masterchef, a chef Helena Rizzo apresentou uma sobremesa chamada Da Lama ao Caos.[3] Em 2025, o álbum inteiro foi regravado para o programa "Projeto Replay", do Canal Bis, com a participação de músicos como Marcelo D2, Chico Chico, FBC e Louise, filha de Chico Science.[35]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ a b c d Leonardo Vila Nova (1 de maio de 2024). «"Eu tenho muito orgulho de ter feito esse disco", diz Liminha sobre "Da Lama ao Caos"». Folha de Pernambuco. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Camila Souza (30 de março de 2014). «Conheça a história da primeira gravação de Chico Science e Nação Zumbi». Correio Braziliense. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ a b c d e f Adriana Amâncio (29 de maio de 2024). «Sampler orgânico e 3 tambores: faz 30 anos que 'Da Lama ao Caos' mudou tudo». Splash Uol. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ a b Leonardo Vila Nova (1 de maio de 2024). «"Da Lama ao Caos": três décadas de originalidade». Folha de Pernambuco. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Calábria 2020, p. 124
- ↑ Juliano Muta (17 de junho de 2022). «Dj Dolores conta bastidores da produção de 'Da Lama ao Caos'». Folha de Pernambuco. Consultado em 21 de outubro de 2025
- ↑ a b «Arte na Capa / Da Lama ao Caos - Nação Zumbi». Canal Brasil. Grupo Globo. 18 de setembro de 2017. Consultado em 10 de fevereiro de 2021
- ↑ Vandeck Santiago (13 de fevereiro de 1997). «Fred 04 exalta vida do manguebeat em manifesto». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Túlio Velho Barreto (12 de outubro de 2003). «Josué de Castro e os caranguejos com cérebros». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Leonardo Lichote (2 de fevereiro de 2007). «Há 10 anos, o Brasil perdia o mangueboy Chico Science». O Globo. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Matheus Chaparini (14 de fevereiro de 2025). «Da Lama ao Caos: Porto Alegre celebra 30 anos do disco-manifesto do Mangue Beat». Correio do Povo. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Calábria 2020, p. 20
- ↑ Calábria 2020, p. 85
- ↑ Calábria 2020, p. 26
- ↑ Calábria 2020, p. 78
- ↑ Calábria 2020, p. 122
- ↑ Calábria 2020, p. 142
- ↑ Calábria 2020, p. 142
- ↑ Calábria 2020, p. 131
- ↑ Calábria 2020, p. 134
- ↑ «Chico Science & Nação Zumbi's 'Coco Dub (Afrociberdelia)' sample of Can's 'Vitamin C'». WhoSampled. Consultado em 21 de outubro de 2025
- ↑ Maurício Gala (7 de outubro de 2019). «"Da Lama ao Caos", o disco, é dissecado em livro 25 anos depois». Uol. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Igor Miranda (16 de dezembro de 2024). «As 3 bandas que fizeram o rock renascer no Brasil nos anos 90, segundo Samuel Rosa». Rolling Stone Brasil. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Da Lama Ao Caos - Chico Science & Nação Zumbi : Songs, Reviews, Credits, Awards : AllMusic
- ↑ «Os 100 maiores discos da música brasileira». Rolling Stone Brasil. 9 de novembro de 2007. Consultado em 22 de outubro de 2025. Arquivado do original em 3 de fevereiro de 2017
- ↑ Alexandre, Ricardo; et al. (2022). Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos. Porto Alegre: Jambô. ISBN 9786588634332
- ↑ «Da Lama ao Caos: como Chico Science e o Manguebeat influenciaram o Rock mundial». Tenho Mais Discos que Amigos. 13 de abril de 2024. Consultado em 22 de outubro de 2025
- ↑ Calábria 2020, p. 131-134
- ↑ correiobraziliense.com.br/ Livro revela bastidores e explica conceitos do álbum "Da lama ao caos"
- ↑ diariodonordeste.verdesmares.com.br/ Álbum clássico de Chico Science & Nação Zumbi, “Da Lama ao Caos” ganha livro sobre seus 25 anos
- ↑ «Chico Science & Nação Zumbi: Da lama ao caos». Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Araujo, Bernardo (12 de junho de 2022). «'Da lama ao caos', de Chico Science & Nação Zumbi, é eleito o melhor disco da MPB nos últimos 40 anos». O Globo. Grupo Globo. Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ «25 anos de "Da Lama Ao Caos": confira 6 covers deste clássico do Nação Zumbi». Tenho Mais Discos que Amigos. 15 de março de 2019. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ Felipe Grutter (7 de novembro de 2024). «Planet Hemp lança álbum ao vivo em comemoração aos 30 anos de banda». Rolling Stone Brasil. Consultado em 15 de outubro de 2025
- ↑ «Marcelo D2, Duda Beat, FBC e mais regravam "Da Lama Ao Caos" no Projeto Replay». Tenho Mais Discos que Amigos. 30 de maio de 2025. Consultado em 15 de outubro de 2025
- Calábria, Lorena (21 de abril de 2020). Chico Science & Nação Zumbi – Da lama ao caos (O livro do disco). [S.l.]: Cobogó. p. 124. ISBN 978-6556910017


