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De la Terre à la Lune

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De la Terre à la Lune
Da Terra à Lua
Momento da descolagem.
Autor(es)Júlio Verne
Idiomafrancês
País França
SérieLes voyages extraordinaires
Lançamento1865
Edição portuguesa
TraduçãoHenrique de Macedo
EditoraEmp. Horas Romanticas (D. Corazzi)
Lançamento1878
Cronologia

Da Terra à Lua (no original em francês De la Terre à la Lune) é um romance de ficção científica do escritor francês Júlio Verne, publicado em 1865.

Conta a saga do Gun Club (Clube do Canhão), uma organização americana especializada em armas de fogo, canhões e balística em geral, e da ideia de seus membros em construir um enorme canhão para arremessar um projétil de forma cilindro-cônica à Lua.[1]

Um aventureiro francês chamado Michel Ardan, de modos extravagantes, propõe que o projétil lançado seja tripulado e se apresenta como candidato a "astronauta". Depois desta surpreendente proposta, dois dos membros do "Gun Club" também embarcam nesta "loucura". Para que este empreendimento se realizasse, foram construídos um canhão, uma bala oca, e um telescópio, todos de dimensões impensáveis, a quantidade de pólvora usada também era de volumes impensáveis.

Depois de disparada, a bala quando se aproximou da Lua, em vez de alunissar (pousar em solo lunar), entrou em órbita da própria lua. Os três passageiros apenas tinham mantimentos para 2 meses, ficando a saga em aberto. O futuro dos três astronautas, é descrito na obra Autour de la Lune, publicado quatro anos depois,[2] ambos também são comercializados em um único livro.[3]

Em 1889, Verne lançaria uma nova sequência: Sans dessus dessous, onde os membros do Gun Glub tentam mudar a inclinação da Terra.[4]

Entre algumas coincidências notórias do livro com a exploração do espaço pelo homem, estão:

  • descrição do módulo com três astronautas;[5]
  • O local de partida da nave em Tampa, nos Estados Unidos, apenas a 30 km de distância de onde realmente sairia a Apollo 11 cerca de cem anos depois;
  • O nome de alguns astronautas, como Michel Ardan, é semelhante ao Michael de Michael Collins; e Ardan, ao do astronauta Edwin Aldrin).
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O romance (juntamente com The First Men in the Moon de H. G. Wells) inspirou o primeiro filme de ficção científica, Le Voyage dans la Lune, feito em 1902 por Georges Méliès.[2][6]

O romance teve adaptações para as histórias em quadrinhos: em meados da década de 1930, foi adaptado por Messias de Mello no formato de tira no suplemento "A Gazetinha" do jornal brasileiro A Gazeta[7][8] em 1953 por Alex Blum para a revista Classics Illustrated publicada pela editora estadunidense Gilberton.[9] Em ambas as adaptações, combinaram o romance com sua sequencia.

Em 1958, outra adaptação cinematográfica desta história foi lançado, intitulado From the Earth to the Moon. Foi um dos últimos filmes realizados sob a bandeira RKO Pictures.[10]

Referências

  1. Raphaël Stainville (2005). «Museu das inveções». Editora Duetto. Scientific American Brasil Exploradores do Futuro - Julio Verne (1). ISSN 1808-6543 
  2. a b «Ficção quase real». Super. Consultado em 6 de fevereiro de 2021 
  3. PublishNews. «As viagens à Lua de Verne, Méliès e Armstrong». PublishNews. Consultado em 6 de fevereiro de 2021 
  4. Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (31 de outubro de 2005). «Cem anos da morte de Júlio Verne» (PDF). Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul 
  5. «Júlio Verne: Inventor do Futuro». Super. Consultado em 6 de fevereiro de 2021 
  6. «Méliès criou "cinema de atrações", diz professor; mostra inédita chega ao MIS». Guia Folha. 29 de junho de 2012. Consultado em 6 de fevereiro de 2021 
  7. Waldomiro Vergueiro e Roberto Elísio dos Santos (2014). «A revista Gibi e a consolidação do mercado editorial de quadrinhos no Brasil». São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. MATRIZes. 8 (2) 
  8. SILVA, Diamantino da. Quadrinhos dourados: a história dos suplementos no Brasil. São Paulo, SP: Opera Graphica, 42 p. 2003. ISBN 8589961109
  9. Jones, William B Jr (2011), Classics Illustrated: A Cultural History (2 ed.), McFarland, 67 p.
  10. AdoroCinema, Da Terra à Lua, consultado em 6 de fevereiro de 2021 

Ligações externas

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