Damão

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Disambig grey.svg Nota: Para pelo mamífero, veja Hyracoidea. Para a história mitológica grega, veja Damão e Pítias.

Damão[1] (em hindi: दमन; em gujarati: દમણ) é uma cidade da Índia, capital do território da União de Dadrá e Nagar Aveli e Damão e Diu.[2] Até 1961 foi sede de distrito do antigo Estado Português da Índia. Tem 72 km² e cerca de 114 mil habitantes.[quando?]

Damão, vista sobre o mar

Situada na costa do golfo de Cambaia, era um dos três concelhos que constituíam o distrito. Dadrá e Nagar-Aveli (enclaves no território indiano) eram os outros dois concelhos de Damão. O antigo concelho de Damão era constituído pelas freguesias de Damão Grande (Moti Daman), Damão Pequeno (Nani Daman) e .

O primeiro contacto dos portugueses com Damão deu-se em 1523, quando chegaram ali os navios de Diogo de Melo. Em 1534, o vice-Rei D. Nuno da Cunha enviou António Silveira arrasar os baluartes mouriscos de Damão, por saber que se situavam ali os estaleiros e as demais instalações necessárias ao apetrechamento das frotas islâmicas que vinham dar combate às armadas portuguesas. Também seria enviado a Damão o capitão-mor Martim Afonso de Sousa, para bombardear e destruir as fortificações islâmicas. Mas só em 1559 viria a ser definitivamente tomada a cidade de Damão, pelo Vice-rei D. Constantino de Bragança.

A zona de Damão Pequeno, na margem direita do rio Damanganga, foi ocupada em 1614. Sucessos e insucessos das guerras locais, em que se destacam as lutas contra os sidis (mercenários abissínios) e com os maratas, levaram à perda de territórios de Baçaim, no antigo Reino de Cambaia (Sultanato de Guzarate). Nas mãos dos portugueses, desde as lutas do rei de Cambaia com os mogores, Baçaim passará para a posse dos maratas em 1739. E, no ano seguinte, será a vez de Chaúl cair em poder dos mesmos maratas. Entretanto, muitas vilas e aldeias serão perdidas pelos Portugueses, até que, pelo auxílio militar que estes deram a Madeva Pradan, detentor do trono, contra o príncipe Ragobá que, aliado aos ingleses, pretendia derrubar o peshwá e ocupar o seu lugar, Portugal receberia, pelo Tratado de 1780, como restituição, 72 aldeias correspondentes a territórios outrora perdidos. E com essas aldeias se formaram os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli.

Em 18 de dezembro de 1961 o distrito português de Damão foi invadido e ocupado pelas tropas da União Indiana e incorporado no território de Damão e Diu.[3] Desde 2020 é a capital do território de Dadrá e Nagar Aveli e Damão e Diu.[2]

Referências

  1. Paulo, Correia (Verão de 2020). «Toponímia da Índia — breve análise» (PDF). Bruxelas: a folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. p. 4. ISSN 1830-7809. Consultado em 8 de outubro de 2020 
  2. a b ‪Narayana Raju (9 de dezembro de 2019). «The Dadra and Nagar Haveli and Daman and Diu (merger of Union territories) act, 2019 - Nº. 44 of 2019» (PDF). The Gazette of India. Consultado em 9 de junho de 2020 
  3. «Ocupação de Goa, Damão e Diu pela União Indiana». RTP. 2017. Consultado em 21 de junho de 2020 
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