Daniel

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Daniel
Daniellion.jpg
Nome hebraico ou grego דָּנִיּאֵל
Filhos não teve
Anos de vida 85
Livros Daniel
Portal Bíblia

Daniel (em hebraico: דָּנִיּאֵל), ou Beltessazar,[1] é um dos vários profetas[nota 1] do Antigo Testamento. A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia no Livro de Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz"

Na narrativa, quando Daniel era um jovem, ele foi levado em cativeiro babilônico, onde foi educado no pensamento caldeu. No entanto, nunca se converteu aos costumes neo-babilônicos. Pela Sabedoria Divina de seu Deus, Jeová, ele interpretou os sonhos e visões de reis, tornando-se uma figura proeminente na corte de Babilônia. Eventualmente, ele tinha visões apocalípticas que foram interpretadas como as Quatro monarquias. Alguns dos amigos mais famosos de Daniel são: Sadraque, Mesaque e Abednego, que também viveram junto com ele no exílio de Babilônia. Daniel interpreta o sonho do rei Nabucodonosor no capítulo 2, A escrita na parede do rei Belsazar no capítulo 5 e se livra da condenação da morte quando foi injustamente colocado na cova dos leões no capítulo 6. Além disso, a profecia indicada na revelação do sonho do capítulo 2 prossegue nos capítulos 7 a 12, onde Deus vai dando mais detalhes sobre os tempos do mundo até o fim.

Daniel escreveu um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia. O livro leva o nome de seu protagonista, Daniel. Vários Livros do Antigo Testamento recebem o nome de seu principal atuante como título, como por exemplo os livros de Josué, Samuel, Ester, etc. Mas tal título não indica necessariamente que essa pessoa foi a autora do livro. No caso de Daniel além de protagonista ele é o provável autor do Livro.

Narrativa[editar | editar código-fonte]

Afresco do profeta Daniel na Elmali Kilise (Igreja da Maçã), em Göreme, Turquia. Século XI.

Entrada na Babilônia[editar | editar código-fonte]

No terceiro ano de Jeoaquim como rei de Judá, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, atacou Jerusalém, e os seus soldados cercaram a cidade. Nabucodonosor conquistou a cidade e pilhou objetos de valor que estavam no Templo de Jerusalém. Nabucodonosor levou esses objetos para a Babilônia e mandou colocá-los no templo do seu deus, na sala do tesouro. O rei Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos serviços do palácio, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas alguns jovens da família do rei e também das famílias nobres.

Todos eles deviam ter boa aparência e não ter nenhum defeito físico; deviam ser inteligentes, instruídos e ser capazes de servir no palácio. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios. Entre os que foram escolhidos estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias, todos da tribo de Judá. Aspenaz lhes deu outros nomes babilônicos, isto é, Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, respectivamente. Daniel ficou no palácio real até o ano em que o rei Ciro começou a governar a Babilônia. Ele sempre foi respeitado, até mesmo pelos governantes, por sua sabedoria. Não existem registros da data e circunstâncias de sua morte. Mas ele possivelmente morreu em Susa, com oitenta e cinco anos, onde existe uma provável tumba onde estaria seu corpo, este lugar é conhecido como 'Shush-Daniel'.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Entretanto, cabe observar que este livro é relacionado como escrito profético no Antigo Testamento das bíblias cristãs, diferentemente do que ocorre na Bíblia Hebraica, na qual é relacionado entre Ester e Esdras como outros escritos.[2]

Referências

  1. Werner H. Schmidt; Wemer H. Schmidt. Introdução Ao Antigo Testamento. Editora Sinodal; ISBN 978-85-233-0268-9. p. 278.
  2. Bíblia de Jerusalém. Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 1.245.