Daniel José de Carvalho

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Daniel José de Carvalho
Nascimento 13 de Outubro de 1945
Muriaé, Brasil
Morte 13 de Julho de 1974
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação motorista, operário

Daniel José de Carvalho (Muriaé, 13 de Outubro 1945 – morto em 13 de Julho de 1974 em Medianeira) foi um motorista e operário (torneiro mecânico) militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), da Ala Vermelha e da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR). É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.




Biografia[editar | editar código-fonte]

O operário e motorista Daniel José de Carvalho fazia parte de uma família de operários de esquerda. Na década de 50, ele e sua família saíram de Minas Geraise foram morar em São Paulo buscando melhores condições de vida. Uma vez instalado no ABCD Paulista, Daniel trabalhou em indústrias em São Bernardo do Campo e Diadema. O operário possuía quatro irmãos (Joel, Devanir, Jairo e Derly) que também lutaram contra a ditadura militar no Brasil, uma irmã (Helena), que não possuía relação alguma com partidos ou grupos contra a ditadura. Os únicos irmãos sobreviventes da ditadura foram Jairo e Derly.

Prisão e Exílio[editar | editar código-fonte]

Quando ainda era participante da Ala Vermelha, Daniel foi preso e torturado pela Operação Bandeirante (OBAN) juntamente com outros militantes de esquerda e seus irmãos Jairo e Joel. Enquanto ainda estava preso, Daniel foi exilado no Chile, quando ingressou na VPR. Em 1973, Daniel fugiu para a Argentina, onde permaneceu até decidir retornar ao Brasil para combater a ditadura militar.

Desaparecimento e morte[editar | editar código-fonte]

Uma vez como fugitivo em Buenos Aires, na Argentina, Daniel e outros cinco militantes (Enrique Ernesto Ruggia, Joel José de Carvalho, José Lavecchia, Onofre Pinto e Vitor Carlos Ramos), decidiram retornar ao Brasil para lutar contra a ditadura militar aqui instalada. Em julho de 1974 o grupo entrou no país clandestinamente pela região de Foz do Iguaçu, mais especificamente pela cidade de Medianeira. Já em território brasileiro, aconselhados por Alberi Vieira dos Santos, um agente a serviço da ditadura militar infiltrado na VPR, os militantes seguiram para uma chácara localizada em Santo Antônio do Sudoeste (Paraná) que pensavam ser um sítio de propriedade da VPR. O que eles não imaginavam, no entanto, é que eram vítimas de uma operação conhecida como Operação Juriti, que tinha como objetivo a captura desses militantes que retornavam ao Brasil.

Em sua segunda noite no sítio, já no dia 13 de julho de 1974, cinco dos militantes, incluindo Daniel, saíram do local para executar a primeira ação revolucionária que consistia em um assalto na agência do Banco do Estado do Paraná, na cidade de Medianeira. No entanto, após terem percorrido cerca de seis quilômetros de carro, foram surpreendidos por um vasto grupo de militares munidos de armas que os atacaram.

O nome de Daniel José de Carvalho integra a lista de desaparecidos políticos anexa à Lei nº 9.140/95.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Lista de Mortos e Desaparecidos Políticos na Ditadura Militar Brasileira

Referências[editar | editar código-fonte]

Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. http://cemdp.sdh.gov.br/

Centro de Documentação Erémias Delizoicov: Daniel José de Carvalho. Desaparecidospoliticos.org.br. Página visitada em 12 de junho de 2014.

Núcleo Memória, Homenagem aos irmãos Carvalho e Aderval Alves Coqueiro, 14 de Junho de 2011

Secretaria de Direitos Humanos, Memorial homenageia operários mortos na ditadura militar, 5 de Abril de 2010.