Daniel Martins-de-Souza

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Daniel Martins-de-Souza
Nascimento
Santo André (São Paulo)
Residência Brasil
Nacionalidade  Brasil
Alma mater UNICAMP
Prêmios Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências; Grantee do Instituto Serrapilheira
Orientador(es) Emmanuel Dias-Neto, Christoph W. Turck
Instituições en:Max Planck Institute of Psychiatry, University of Cambridge, UNICAMP
Campo(s) Proteômica, Bioquímica, Neurociência, Psiquiatria
Tese Determinação do perfil de expressão gênica e proteômica em tecido cerebral de pacientes com esquizofrenia (2008)

Daniel Martins-de-Souza é um cientista brasileiro, Professor da UNICAMP e Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências[1]. Em 2018, foi agraciado com um seed grant do Instituto Serrapilheira [2].

Carreira[editar | editar código-fonte]

Daniel é formado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (2003). Desde sua iniciação científica trabalha com proteômica. Fez doutorado também na UNICAMP, financiado pela FAPESP, estudando o proteoma de cérebros de pacientes com esquizofrenia. O doutorado foi orientado por Emmanuel Dias-Neto e feito em parte no Instituto de Psiquiatria da USP e no en:Max Planck Institute of Psychiatry. Conclui o doutorado em 2008 e parte para um pós-doutorado no en:Max Planck Institute of Psychiatry. Sua tese foi classificada como a melhor do ano de 2008 pelo programa de pós-graduação.

Daniel fica no en:Max Planck Institute of Psychiatry entre 2008 e 2010. Seus achados rendem um convite para um pós-doutorado na University of Cambridge no laboratório da psiquiatra Sabine Bahn. Lá, torna-se o Chefe do Laboratório de Espectrometria de Massas do Cambridge Centre for Neuropsychiatric Research.

Em 2012, Daniel é convidado a se tornar Investigador Principal no Department of Psychiatry and Psychotherapy da Universidade de Munique na Alemanha. Daniel fica na LMU até 2014, quando volta ao Brasil, concursado Professor de Bioquímica da UNICAMP, onde funda o Laboratório de Neuroproteômica[3][4].

Daniel é membro fundador e presidente do conselho deliberativo da BrProt (Sociedade Brasileira de Proteômica) e é membro do conselho da BrMass (Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas). É também membro eleito do conselho da HUPO - en:Human Proteome Organization (2015-2017) e faz parte do Comitê Gestor do HBPP (Human Brain Proteome Project). Organizou 5 edições especiais para as revistas en:Proteomics (journal) (2012), Disease Markers (2013), Rev. Psiquiatria Clínica (2013) e Proteomics Clinical Applications (2015 e 2016). Editou 2 livros científicos: um volume da série Methods in Molecular Biology da editora Springer (2014) [5] e Advances in Biological Psychiatry da editora Karger (2014)[6]. Em 2015, lançou como editor permanente séries de livros "Proteomics, Metabolomics, Interactomics and Systems Biology" pela editora Springer (EUA) [7]

Principais achados[editar | editar código-fonte]

Em seu projeto de iniciação científica, Daniel propõe, em dois estudos que a bactéria Xylella fastidiosa tem seu crescimento lento, devido à distribuição randômica de codons em seu genoma [8] [9].

No doutorado, Daniel propõe, através da proteômica, a conexão do metabolismo energético com a disfunção dos oligodendrócitos observados em pacientes com esquizofrenia [10] [11] [12][13].

Durante o pós-doutorado, explora ainda mais seus achados sobre oligodendrócitos e metabolismo energético em cérebros de pacientes com esquizofrenia e outros tecidos como plasma e soro sanguíneo e líquido cefalorraquidiano [14] [15]. Antes de sua ida para Cambridge, propõe em uma de suas publicações ineditamente que o MK-801 (en:Dizocilpine) pode ser usado como um modelo in vitro para a esquizofrenia [16] e que a esquizofrenia se manifesta diferentemente em nível molecular em homens e mulheres [17].

Na University of Cambridge, passa a estudar a depressão mais a fundo [18]. Dentre os artigos publicados em Cambridge [19], Daniel defende que enquanto as diferenças no metabolismo energético associados aos cérebros dos pacientes com depressão estão mais associadas à cadeia transportadora de elétrons, os cérebros dos pacientes com esquizofrenia estão mais associados a defeitos na glicólise [20] [21].

Quando Investigador Principal na Universidade de Munique, reforça que a conexão da disfunção dos oligodendrócitos em pacientes com esquizofrenia se dava devido a disfunções na glicólise [22] [23]. Estes dados apoiados por publicações de outros grupos de pesquisa na revista Nature [24].

Na UNICAMP, o Laboratório de Neuroproteômica, grupo que Daniel dirige, otimiza métodos para estudos de proteoma [25] e descobre moléculas que podem servir para predizer da resposta à antidepressivos e antipsicóticos [26] [27].

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Membros Afiliados da Academia Brasileira de Ciências 2017-2021». Consultado em 3 de fevereiro de 2017. Arquivado do original em 4 de fevereiro de 2017 
  2. Três pesquisadores da Unicamp são selecionados pelo Instituto Serrapilheira
  3. Dívida Paga: Biólogo volta ao Brasil para instalar o primeiro laboratório de neuroproteômica da América Latina.
  4. Mais perto de um teste para prever o remédio certo contra a esquizofrenia[ligação inativa]
  5. Shotgun Proteomics? Methods and Protocols
  6. Proteomics and Metabolomics in Psychiatry
  7. Proteomics, Metabolomics, Interactomics and Systems Biology
  8. Proteome analysis of the plant pathogen Xylella fastidiosa reveals major cellular and extracellular proteins and a peculiar codon bias distribution
  9. Absence of classical heat shock response in the citrus pathogen Xylella fastidiosa.
  10. Alterations in oligodendrocyte proteins, calcium homeostasis and new potential markers in schizophrenia anterior temporal lobe are revealed by shotgun proteome analysis.
  11. Proteomic analysis of dorsolateral prefrontal cortex indicates the involvement of cytoskeleton, oligodendrocyte, energy metabolism and new potential markers in schizophrenia.
  12. Proteome analysis of schizophrenia patients Wernicke's area reveals an energy metabolism dysregulation.
  13. Um quebra-cabeça em construção: Proteínas aprofundam noção da esquizofrenia como doença biológica
  14. Proteome and transcriptome analysis suggests oligodendrocyte dysfunction in schizophrenia.
  15. [https://dx.doi.org/10.1016/j.jpsychires.2010.04.014 Proteome analysis of the thalamus and cerebrospinal fluid reveals glycolysis dysfunction and potential biomarkers candidates for schizophrenia
  16. Proteome analyses of cultured astrocytes treated with MK-801 and clozapine: similarities with schizophrenia.
  17. Há avanço na compreensão da doença esquizofrenia
  18. Cientistas identificam proteína que pode anular efeito de drogas contra depressão
  19. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=martins-de-souza+d+Bahn+S]
  20. Identification of proteomic signatures associated with depression and psychotic depression in post-mortem brains from major depression patients
  21. The application of selective reaction monitoring confirms dysregulation of glycolysis in a preclinical model of schizophrenia.
  22. MK-801 treatment affects glycolysis in oligodendrocytes more than in astrocytes and neuronal cells: insights for schizophrenia
  23. Effect of MK-801 and Clozapine on the Proteome of Cultured Human Oligodendrocytes
  24. Glycolytic oligodendrocytes maintain myelin and long-term axonal integrity.
  25. Novel methodology increases resolution in oligodendrocyte proteomics
  26. Descoberta da Unicamp indica remédio ideal para esquizofrenia e acelera tratamento
  27. Cientistas Desenvolvem Método para prever reação de deprimidos a medicamentos