Daniele De Rossi

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Daniele De Rossi
Daniele De Rossi
Daniele De Rossi em 2012
Informações pessoais
Nome completo Daniele De Rossi
Data de nasc. 24 de julho de 1983 (32 anos)
Local de nasc. Roma, Itália
Nacionalidade Itália italiano
Altura 1,84 m
Destro
Informações profissionais
Clube atual Itália Roma
Número 16
Posição Volante
Clubes de juventude
1997–2000
2000–2001
Itália Ostia Mare
Itália Roma
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
2001– Itália Roma 0501 000(55)
Seleção nacional3
2001
2002
2003–2004
2004–
Flag of Italy.svg Itália Sub-19
Flag of Italy.svg Itália Sub-20
Flag of Italy.svg Itália Sub-21
Flag of Italy.svg Itália
0003 0000(2)
0004 0000(0)
0016 0000(3)
0101 000(17)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 20 de outubro de 2015.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 6 de setembro de 2015

Jogos Olímpicos
Bronze Atenas 2004 Futebol.

Daniele De Rossi (Roma, 24 de julho de 1983) é um futebolista italiano que atua como meio-campista. Atualmente, joga pela Roma. Foi campeão do mundo em 2006 pela seleção italiana.[1]

Sempre militou na Roma ao longo de sua carreira, equipe da qual é o segundo capitão. Pelo clube italiano, é o quarto jogador da história romanista com mais presenças na Campeonato Italiano, após Guido Masetti (339), Giacomo Losi (386) e Francesco Totti (543). É apelidado pelos torcedores giallorossi como Capitan Futuro, em alusão à possibilidade de suceder o atual capitão Totti. De Rossi foi um dos grandes nomes da historia do futebol mundial, atrás apenas de Lionel Messi e Francesco Totti!

Campeão do mundo com a seleção italiana em 2006 e vice-campeão europeu em 2012, em 2004 venceu o Campeonato Europeu Sub-21, além de ter conquistado em 2004 a medalha de bronze com a seleção olímpica em Atenas. Foi terceiro lugar com a nazionale na Copa das Confederações FIFA de 2013.

Com 101 presenças, esta no sexto lugar na classificação dos jogadores que mais atuaram pela seleção italiana. Além disso, é o jogador da Roma com mais jogos pelos azzurri, e ainda o meio-campista mais goleador de sempre.

Em 2006, foi nomeado o melhor jogador italiano jovem pela Associação Italiana de Jogadores (AIC). Em 2009, foi eleito o melhor jogador italiano. No mesmo ano, o jornal l'Equipe o colocou na oitava posição dentre os melhores meias do mundo. Em 2012, foi inserido na seleção da UEFA Euro 2012.

Roma[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg Se dependesse só de mim, estaria pronto para amanhã de manhã assinar um contrato por mais cinco, dez anos, talvez até o fim de 2030. Cquote2.svg
(Daniele De Rossi)

Foi assim, que no final de 2007, Daniele De Rossi respondeu às especulações que o colocavam na mira de gigantes do futebol internacional. Até hoje, pelo menos, a promessa está cumprida. O contrato vai até 2017 e já ultrapassou o teto salarial do clube, algo que só os romanos de casa conseguem. Como bom filho da Cidade Eterna, De Rossi possui lealdade e carisma muita vezes testados em campo em contraste com sua forte personalidade e com a vontade dentro das quatro linhas. O que já foi suficiente para convertê-lo em ídolo capitolino.

Atacante da amadora Ostia Mare, aos 14 anos foi levado para a Roma por seu pai, Alberto De Rossi, técnico dos allievi - a categoria sub-16 no futebol da Itália. Ocasião perfeita para pipocarem os boatos de nepotismo, que não demoraram a sumir. Quatro anos depois, o agora meio-campista já tinha quatro jogos e dois gols pelo time principal, algo surpreendente para um jogador da idade no cenário italiano. Os gols, aliás, têm marcado sua carreira. Logo na estreia pela squadra azzurra, nas Eliminatórias para a Copa de 2006, De Rossi precisou de apenas quatro minutos para decretar a vitória do time contra a Noruega.

Na temporada 2003-04, De Rossi já era figura comum na Roma, com apenas 19 anos. Sob a batuta de Fabio Capello, começou a jogar mais recuado até ganhar mais confiança para assumir de vez o meio-campo giallorosso, no ano seguinte. E foi essencial substituindo Emerson, para ajudar o time a se livrar do rebaixamento nos meses traumáticos que se seguiram à saída do técnico para a Juventus. Se não conseguiu se firmar com Rudi Völler nas primeiras rodadas, logo agarrou as oportunidades com Luigi Del Neri até se transformar em homem de confiança de Bruno Conti, na espinhosa reta final que atingiu a salvezza com apenas três pontos de distância.

Com a chegada de Luciano Spalletti, no verão de 2005, De Rossi escolheu a camisa 16 que usa até hoje e se efetivou como titular absoluto, responsável direto pela marcação no 4-1-4-1 do técnico toscano (que posteriormente viraria um 4-2-3-1 com o recuo de um entre Pizarro e Aquilani). Liderança efetiva dentro do elenco, usou a faixa de capitão pela primeira vez contra o Middlesbrough, em março de 2006, pela UEFA Cup. Na partida seguinte, o romanista foi centro das atenções em todo o mundo por marcar um gol de cabeça contra o Messina depois de ajeitar a bola no braço. O gol foi validado por Mauro Bergonzi, mas o próprio De Rossi pediu a anulação e venceu o prêmio fair play da UEFA naquele ano. Para coroar aquela temporada, foi ele quem guiou o time na sequência de 11 vitórias seguidas na Serie A, recorde que a Inter bateria dois anos depois. Nestas partidas, o capitão Totti esteve fora de seis. Não à toa, foi escolhido o melhor jogador jovem da competição.

Ainda pela Roma, De Rossi provou sua inteligência tática e domínio da leitura do jogo ano após ano, à medida que a carreira de Totti vai chegando a seu fim. Em Roma, o capitão exerce sempre uma influência notável e a faixa já tem dono depois que o camisa 10 deixar o futebol: um feito marcante, já que a última vez que um romano a herdou de um conterrâneo foi em 1934, quando Attilio Ferraris a transmitiu para Fulvio Bernardini. Nos últimos anos, De Rossi ganhou uma aura tão impenetrável na Cidade Eterna que a torcida praticamente relevou o pênalti isolado por ele nas quartas-de-final da Champions League, contra o Manchester United. Naquele abril de 2008, os red devils venceriam por 1 a 0, placar exato para eliminar a Roma pela segunda vez seguida, no "pior episódio da minha carreira", segundo o próprio jogador. Ao fim da temporada, o consolo foi a conquista da Copa da Itália - a sua segunda -, que somou-se a uma Supercopa Italiana conquistada em 2007 diante da Inter por placar mínimo com gol seu de penalidade máxima.

Spalletti durou até as rodadas iniciais de 2009-10, quando Claudio Ranieri assumiu o clube. Ao lado do também treinador romano, De Rossi fez uma de suas melhores temporadas na carreira. Foram 11 gols em 49 partidas - números generosos para um meio-campista -, além de inúmeras assistências. O reconhecimento veio com o prêmio de melhor jogador italiano de 2009 pela Associação Italiana de Jogadores (AIC). Ranieri caiu em 2011 e Vincenzo Montella assumiu interinamente até em 2011-12 dar lugar a Luis Enrique, com quem não conseguiu muita continuidade e somou apenas 32 presenças e 4 tentos.

A temporada 2012-13, a nível de clube, foi outra aquém. Primeiramente sob o comando de Zdeněk Zeman e, após a demissão do boêmio, às ordens de Aurelio Andreazzoli, De Rossi, que já não vinha regular, só decaiu mais. Jogando pouco, Daniele fez provavelmente a pior temporada desde que virou titular absoluto da Roma: 29 jogos, nenhum gol e técnica escassa. Em 2013-14, Rudi Garcia trouxe à Roma e a De Rossi novos ares. Com o treinador francês, clube e jogador romanos voltaram a fazer uma grande temporada. De Rossi figurou de novo como pilar do time - atuando em 36 partidas e marcando 1 gol - e os giallorossi chegaram em segundo no Campeonato Italiano, garantindo vaga na próxima Liga dos Campeões.

Seleção[editar | editar código-fonte]

De Rossi iniciou carreira na seleção italiana atuando pela sub-19 e posteriormente pela sub-20. Mas foi com a sub-21, entre os anos de 2003 e 2004, que vieram as primeiras notórias atuações. Com ela venceu como titular o Campeonato Europeu Sub-21 de 2004 e no mesmo ano chegou ao bronze olímpico.

4 de setembro de 2004 foi a data de sua estreia na principal, convocado por Marcello Lippi, aos 21 anos, e com direito a gol no triunfo sobre a Noruega por 1 a 1 em Palermo pelas eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 2006. No ano seguinte já ostentou pela primeira vez a faixa de capitão durante um amistoso contra a Islândia.

A regularidade vestindo azzurro foi premiada. Em maio de 2006 estava na lista dos vinte e três convocados para o Mundial da Alemanha. E inicia a competição como titular. Mas durante a última partida da fase de grupos, contra os Estados Unidos, acerta uma cotovelada em Brian McBride, e só torna à disposição na final ante a França. Na decisão, entra no lugar do companheiro de clube Francesco Totti e é campeão do mundo na decisão por pênaltis, na qual converte um dos cinco.

De Rossi durante a UEFA Euro 2012

Após o Mundial, o agora técnico Roberto Donadoni tenta manter a base vencedora, mesmo sem uma ou outra peça, como Totti, que não jogou mais depois de 2006. De Rossi herda sua camisa 10 e chega à UEFA Euro 2008 como titular do meio. Todavia, na partida de debute contra a Holanda, perdida por 3 a 0, não vem a ser escalado. A partir das duas seguintes, que colocariam a Itália nas quartas-de-final, já seria titular, inclusive marcando gol ao superar os franceses por 2 a 0. Frente a Espanha nas quartas, um pênalti errado que, somado ao também desperdiçado por Antonio Di Natale, elimina os azzurri do torneio.

A Copa das Confederações FIFA de 2009 foi vexatória para a Itália. Novamente usando a 10, De Rossi assinalou na vitória por 3 a 1 sobre os Estados Unidos, a única na campanha, sucumbida logo na primeira fase. Um ano depois, no Copa do Mundo FIFA de 2010, foi ainda mais desastroso: nova eliminação na primeira fase e desta vez sem nenhuma vitória. Vestindo a 6, De Rossi tem atuações modestas e assinala um tento no empate em 1 a 1 com o Paraguai. Lippi foi o comandante em ambos os fiascos.

Cesare Prandelli assume a nazionale e Daniele segue tendo boa assiduidade. Com prestações prolíficas e gols, chega novamente como grande protagonista para a UEFA Euro 2012. Na competição - envergando agora a sua conhecida camisa 16 e embora não indo às redes -, foi de significativa importância no caminho à final que culminou no vice-campeonato para os espanhóis.

Na Copa das Confederações FIFA de 2013, o título ficou com a seleção da casa, o Brasil, mas a Itália fez uma grande participação. De Rossi marcou um gol contra o Japão, na primeira fase, fundamental na vitória por 4 a 3. Os azzurri acabaram ficando com o terceiro lugar depois de serem desclassificados pela Espanha na semifinal e triunfarem sobre o Uruguai na disputa pelo posto.

A Copa do Mundo FIFA de 2014 chegou e, pelo segundo Mundial seguido, a campanha italiana foi sofrível. Daniele fez atuações discretas nas duas primeiras partidas da fase de grupos - vitória contra a Inglaterra e derrota contra a Costa Rica - mas viu a nazionale ser eliminada no derradeiro jogo contra o Uruguai.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Roma

Seleção Italiana[editar | editar código-fonte]

Individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]