Dark wave

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Dark wave
Origens estilísticas
Contexto cultural Início dos anos 1980 na Europa (mais notado na Inglaterra, Alemanha, França e Itália).
Instrumentos típicos Vocal, guitarra, baixo, bateria, bateria eletrônica, caixa de ritmos, teclados e sintetizadores
Popularidade Underground para pequena
Subgêneros
Ethereal wave, Neoclassical
Formas regionais
Coldwave, Neue Deutsche Todeskunst
Outros tópicos
Electrogótico  • Dance punk  • Pós-industrial

Dark wave (por vezes escrito como darkwave) é um gênero musical de fusão que teve seu início no começo dos anos 80. O termo é usado geralmente para definir a versão sombria da new wave com influências do rock gótico, sendo uma resposta sombria e alternativa ao new wave que estava em alta nos anos 80. O gênero começou a aparecer em meio a música alemã coincidindo com a ascensão popular da new wave e do pós-punk em meados dos anos 80. Construída sobre princípios básicos,[1] dark wave inclui a atmosfera melancólica, o dark, mais as letras introspectivas e a sonoridade sombria aliadas ao uso quase contínuo de sintetizadores e batidas dançantes da new wave. Na década de 80, à medida que o movimento new wave foi se tornando mais obscuro, uma subcultura se desenvolveu ao lado do gênero, sendo que seus membros eram chamados de "wavers"[2][3] ou "dark wavers".[4][5] Após o surgimento do rock gótico na Inglaterra através da cena pós-punk, o dark wave foi o segundo gênero musical de suma importância para caracterizar a subcultura gótica nos anos 80.[6][7]

História[editar | editar código-fonte]

1980[editar | editar código-fonte]

O termo foi usado na Europa nos anos 80 para descrever a melancolia dark que variava da new wave e do pós-punk que estava em voga. O termo foi usado pela primeira vez à bandas de pós-punk que abusavam de sintetizadores e atmosferas eletrônicas ainda no final dos anos 70. O Joy Division já abusava de sintetizadores atmosféricos e soturnos, tanto em Atmosphere quanto na regravação dançante de She's Lost Control para a coletânea The Best of Joy Division, ambas canções gravadas e lançadas em meados de 1979 e 1980. Posteriormente o termo dark wave foi aplicado a bandas da new wave e rock gótico que apresentavam um som eletrônico soturno e melancólico, sintetizadores e a sonoridade dançante aliadas a atmosferas sombrias. O dark wave foi usado pela mídia nos anos 80 para descrever o som de bandas e artistas do Reino Unido como Bauhaus,[8] Joy Division,[9][10][11] The Cure,[10][12] Siouxsie and the Banshees,[10] The Chameleons,[10] New Order,[13] Cocteau Twins, Anne Clark, The Cassandra Complex, Chris and Cosey, Fad Gadget, Soft Cell, Gary Numan e Depeche Mode.[12]

Clan of Xymox, grupo holandês.

O movimento se espalhou pelo mundo, desenvolvendo movimentos novos, como o francês coldwave. Coldwave é descrito pela sonoridade de bandas como KaS Product,[14] Martin Dupont, Asylum Party, Norma Loy, Clair Obscur, Opera Multi Steel, The Breath of Life, e Trisomie 21. Logo depois, diversos outros géneros da dark wave foram surgindo e influenciando-se entre os mesmos , por exemplo, a electronic New Wave (Também chamada de Electro Wave na Alemanha) misturado com o rock gótico, ou usando elementos da Ambient music e do post-industrial music. Bandas como Attrition,[15] In The Nursery, Pink Industry (GRA), Clan of Xymox (HOL), mittageisen (SUI),[16] Die Form (FRA), e Psyche (CAN) tocaram esses estilos nos anos 1980. Os grupos de dark wave na Alemanha dos anos 1980 eram associados ao Neue Deutsche Welle, que incluía bandas como Asmodi Bizarr, II. Invasion, Unlimited Systems, Mask For, Moloko †, Maerchenbraut,[17] e Xmal Deutschland. Na Itália, bandas como Litfiba e Diaframma estava alcançando relativo sucesso.

Das Ich, um grupo de Neue Deutsche Todeskunst.

1995[editar | editar código-fonte]

Após o desaparecimento das cenas grandes da new wave e do pos-punk em meados da década de 1980, o dark wave ressurgiu como um movimento underground com bandas da Alemanha, como Deine Lakaien,[17][18] Love Is Colder Than Death, Love Like Blood,[19] e Diary of Dreams,[20] além de Project Pitchfork,[17] e Wolfsheim.[21] As bandas italianas The Frozen Autumn, Ataraxia, e Nadezhda,[22] as sul- africanas The Awakening e as francesas Corpus Delicti, se juntaram às bandas alemãs. Todas essas bandas seguiram um caminho que imitava o New Wave e o post-punk dos anos 1980. Ao mesmo tempo, um grupo grande de artistas alemães, que incluía Das Ich,[17][20] Relatives Menschsein e a banda Lacrimosa, desenvolveram um estilo mais teatral, inspiradas na poesia germânica e em letras mais metaforizadas, chamando essa subdivisão de Nova arte fúnebre Alemã . Outras bandas, como Silke Bischoff, In My Rosary e Engelsstaub misturavam o dark synthpop ou o rock gótico com elementos do Neofolk ou do Neoclassical Dark Wave.[20]

Após 1993, nos EUA, o termo dark wave (como variante do jargão darkwave) foi associado com a gravadora Projekt Records, pois esse era o nome usado em seus catálogos, além de ser usado para denominar artistas alemães nos EUA, como o Project Pitchfork. A gravadora tinha bandas como Lycia, Black Tape for a Blue Girl, e Love Spirals Downwards, todas caracterizados por ter vocais femininos.[23] Essas bandas tocavam uma nova vertente do wave, de origem das bandas dos anos 80, como Cocteau Twins, sendo o estilo classificado como ethereal wave.[24] A gravadora também listava uma longa associação com o Attrition, que havia aparecido em suas primeiras copilações musicais. Outra gravadora americana nessa área era a Tess Records, que gravava os discos do This Ascension e Faith and the Muse.[25]

The Frozen Autumn, grupo italiano.

Joshua Gunn, professor de estudos da comunicação da Universidade de Louisiana, descreve a dark wave como

Lebanon Hanover, grupo fundado em 2010.

Influências atípicas da wave[editar | editar código-fonte]

Um grande número de outras bandas americanas misturaram a dark wave e a ethereal wave com outros projetos na música eletrônica. Love Spirals Downwards, Collide, e Switchblade Symphony incorporaram elementos do trip hop, enquanto o The Crüxshadows combinava uma série de electronic dance music contemporâneo com elementos do rock alternativo baseado nos elementos do estilo synth. A dark wave disco, foi uma tentativa fundada em 2004 na cidade de Chicago com a intenção de mesclar a dark new wave music com o atual indie-electro music. Seu legado foi o ressurgimento da new wave e da brand new electro nights em Chicago. No começo dos anos 2000, Jay Reatard formou o híbrido prolífico de garage punk/dark wave em sua banda chamada Lost Sounds. Eles lançaram tres discos pela In The Red Records até se separarem em 2005.[26]

Da metade para o final dos anos 2000, uma nova geração de bandas com grande influencia dos grupos da década de 80 surgiram, entre eles estão She Past Away, She Wants Revenge, Interpol, Editors, The Knife, Lebanon Hanover além de inúmeros outros.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Mercer, Mick. Hex Files: The Goth Bible. New York: The Overlook Press, 1997.

Referências

  1. Arvid Dittmann · Artificial Tribes · Jugendliche Stammeskulturen in Deutschland · Page 139 · 2001 · ISBN 3-933773-11-3
  2. Klaus Farin · Die Gothics · Interview with Eric Burton from the German music group Catastrophe Ballet · Page 60 · 2001 · ISBN 3-933773-09-1
  3. Peter Matzke / Tobias Seeliger · Gothic! · Interview with Bruno Kramm from the German music group Das Ich · Page 217 · 2000 · ISBN 3-89602-332-2
  4. Glasnost Wave-Magazin · Heft-Nr. 21 · Interview with the music group Girls Under Glass · Page 8 · May 1990
  5. Glasnost Wave-Magazin · Heft-Nr. 31 · Review for an álbum of the music group Calling Dead Red Roses · Page 34 · January/February 1992
  6. A Study of Gothic Subculture - Music - Description of Relevant Music
  7. GOTH.NET - Welcome
  8. Peter Matzke / Tobias Seeliger · Das Gothic- und Dark-Wave-Lexikon · Page 39 · 2002 · ISBN 3-89602-277-6
  9. New Life Soundmagazine · Issue No. 38 · Description of the single "Love Will Tear Us Apart“ · Page 10 · November 1988
  10. a b c d Kirsten Wallraff · Die Gothics · Musik und Tanz · Page 47 · 2001 · ISBN 3-933773-09-1
  11. Peter Jandreus, The Encyclopedia of Swedish Punk 1977-1987, Stockholm: Premium Publishing, 2008, p. 11.
  12. a b Ingo Weidenkaff · Jugendkulturen in Thüringen · Die Gothics · Page 41 · 1999 · ISBN 3-933773-25-3
  13. Lucas Hilbert, Amazon.co.uk product description.
  14. Mick Mercer, Gothic Rock, Los Angeles: Cleopatra Records, p. 112.
  15. «Composing noises». Sorted magAZine8888. 1999 
  16. Donnacha DeLong (1999). «Sordid Reviews February 1999». Sorted magAZine 
  17. a b c d Kilpatrick, Nancy. The Goth Bible: A Compendium for the Darkly Inclined. New York: St. Martin's Griffin, 2004, ISBN 0-312-3069602, p. 85.
  18. [1]
  19. Glasnost Wave-Magazin · Issue No. 23 · Interview with the German music group Love Like Blood · Page 13 · September 1990
  20. a b c Mercer, p. 34-46.
  21. [2]
  22. Mercer, p. 55-61
  23. Mercer, p. 136-144.
  24. Glasnost Wave-Magazin · Issue No. 42 · Description of the bands Trance to the Sun, This Ascension and others · Pages 32/34 · Germany · April 1994
  25. a b Kilpatrick, Nancy. The Goth Bible: A Compendium for the Darkly Inclined. New York: St. Martin's Griffin, 2004, ISBN 0-312-3069602, p. 90.
  26. http://www.intheredrecords.com/pages/lostsounds.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]