David Scott

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David Scott
Nome completo David Randolph Scott
Nascimento 6 de junho de 1932 (86 anos)
San Antonio, Texas,
 Estados Unidos
Progenitores Mãe: Marian Davis
Pai: Tom William Scott
Cônjuge Ann Scott
Margaret Scott
Filho(s)
  • Tracy
  • Douglas
Alma mater Universidade de Michigan
Academia Militar dos Estados Unidos
Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Ocupação
Serviço militar
Serviço Força Aérea dos Estados Unidos
Anos de serviço 1954–1975
Patente Coronel
Condecorações Medalha de Serviço Distinto da Força Aérea (2)
Cruz de Voo Distinto
Carreira espacial
Astronauta da NASA
Tempo no espaço 22 dias, 18 horas, 53 minutos
Seleção Grupo 3 da NASA 1963
Tempo de AEV 20 horas, 46 minutos
Missões
Aposentadoria 30 de setembro de 1977
Prêmios Medalha de Serviço
Distinto da NASA

Medalha de Serviço Excepcional da NASA

David Randolph Scott (San Antonio, 6 de junho de 1932) é um ex-astronauta norte-americano e o sétimo homem que já a pisar na Lua. Ele entrou para a NASA em outubro de 1963 e foi o primeiro de seu grupo de astronautas selecionado para voar e a comandar uma missão no espaço.

Scott subiu pela primeira vez em março de 1966, na Gemini VIII, em companhia de Neil Armstrong, mas foram obrigados a voltar a Terra, antes do encerramento da missão, por mau funcionamento da espaçonave. Em 1969 ele tomou parte na missão Apollo 9 que fez os testes definitivos na órbita terrestre da espaçonave e do pequeno módulo destinado a pousar na Lua, simulando com precisão a atracação do módulo na nave, num hipotético retorno da superfície lunar.

Seu grande momento como astronauta, porém, veio em julho de 1971, quando no comando da missão Apollo 15 tornou-se o sétimo homem a caminhar na superfície da Lua. A tripulação da Apollo 15, formada por Scott,Alfred Worden e James Irwin, foi a quarta missão humana a visitar o satélite, descendo na montanhosa região chamada de canais Hadley , nos Apeninos lunares. O módulo Orion ficou 66 horas sobre a superfície da Lua e Scott e Irwin foram os primeiros a andar de jipe lunar no terreno rugoso da região, passando dezoito horas fora da nave num período de três dias e trazendo 82 kg de material rochoso de volta à Terra. Alfred Worden, que não desceu na Lua por ser o piloto do Módulo de Comando em órbita, realizou o primeiro passeio extra-veicular da história durante uma travessia entre o planeta e o satélite, na viagem de retorno.

Scott na Lua com o jipe lunar

A nota destoante do sucesso da missão foi o escândalo acontecido na volta, quando a direção da NASA descobriu que a tripulação havia levado quatrocentas capas postais com a insígnia da Apollo 15 para a Lua, a fim de serem autografados em solo lunar e depois vendidos, através de um agente alemão, a colecionadores na Terra para ajudar a custear os estudos dos filhos dos três astronautas. Apesar do ato não ter sido ilegal pelos padrões da NASA, a direção o achou pouco ético e resolveu punir a tripulação como exemplo para as outras, e Scott e seus companheiros nunca mais foram ao espaço. Alguns anos depois, quando a NASA resolveu lançar selos comemorativos levados ao espaço no programa da estação espacial Skylab, Scott, Irwin e Worden ameaçaram processar em conjunto a agência espacial, que acuada e sabendo que perderia a ação nos tribunais, devolveu a eles os selos autografados nas encostas de Hadley Hille.

Anos depois de encerrar sua carreira na NASA, David Scott escreveu um livro em conjunto com o cosmonauta soviético Aleksei Leonov, o primeiro homem a "caminhar" no espaço, Os Dois Lados da Lua, sobre como era estar em cada lado político durante a corrida espacial, no tempo da Guerra Fria.

Ver também[editar | editar código-fonte]