DeMuZa Produções

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DeMuZa
Razão social DeMuZa Produções Artisticas e Cinematograficas LTDA (original)
ZDM Produções Artísticas LTDA (atual)
Fundação 1979
Fundador(es) Dedé Santana
Mussum
Zacarias
Encerramento 1990
Proprietário(s) Dedé Santana
Produtos Os Trapalhões e imagens relacionadas ao trio

A DeMuZa Produções, que mais tarde se tornaria ZDM, foi uma empresa criada por Dedé Santana, Mussum e Zacarias para administrar os seus acordos e negócios por cerca de 11 anos. Foi fundado no fim dos anos 70, mas teve mais ênfase quando o grupo se separou no início dos anos 80, por causa de uma crise entre os componentes do grupo e Renato Aragão, ficando operante até a morte de Zacarias, no início dos anos 90.

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Com as três sílabas iniciais de seus nomes artísticos (Dedé, Mussum e Zacarias), a DeMuZa Produções foi uma empresa criada em parceria de Dedé Santana, Mussum e Zacarias em 30 de março de 1979 para administrar os negócios do trio.[1] Teve mais ênfase quando o grupo se separou em setembro de 1983 por causa de uma crise entre o trio e Renato Aragão. Dentro desse projeto, sem a presença de Renato, nasceu o filme Atrapalhando a Suate.

A separação dos humoristas durou apenas seis meses e houve o retorno do quarteto no ano seguinte, em fevereiro de 1984.[2] A DeMuZa continuou operante mesmo após a reconciliação dos Trapalhões e realizou outras produções em parceria com a Renato Aragão Produções e seguiu licenciando a imagem do trio para comerciais, shows e produtos com a marca "Trapalhões". Também realizou filmes como Os Trapalhões e o Mágico de Oróz, ao lado da Renato Aragão Produções.[3]

Início do fim[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1986, a DeMuZa passava por uma fraude causada por funcionários da produtora que cuidavam da parte financeira do trio. Os funcionários que recolhiam o dinheiro para o pagamento de impostos forjaram os recibos em uma maquina registradora roubada do Banco do Brasil. Nesta "trapalhada", ao qual o trio não tinha culpa alguma, tiveram que arcar com uma divida milionária. Dedé perdeu três casas, Zacarias uma fazenda e Mussum a mansão que possuía numa ilha em Angra dos Reis, vizinha a de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), além de uma lancha.

A Rede Globo pagou parcialmente a divida, além de parcelar a mesma por dois anos. A empresa teve o fim de suas operações no início dos anos 90 com a morte de Zacarias. Apesar disso, seu CNPJ está ativo até os dias atuais.[1] Após o falecimento de Zacarias, o restante de sua dívida foi paga por seus dois sócios.

Produções[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b DeMuZa - Empresas do Brasil
  2. Atrapalhando a Suate
  3. José Mário Ortiz Ramos (2004). Cinema, televisão e publicidade: cultura popular de massa no Brasil nos anos 1970-1980. [S.l.]: Annablume Editora. 229 páginas. 9788574194219 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

DeMuZa Produções (em inglês) no Internet Movie Database

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