de Havilland Comet

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DH 106 Comet
Avião
Um Comet em exposição no Imperial War Museum Duxford, Inglaterra.
Descrição
País de origem  Reino Unido
Fabricante de Havilland
Quantidade produzida 144 unidade(s)
Custo unitário £275,000 (1952)
Primeiro voo em 27 de julho de 1949 (68 anos)
Introduzido em 2 de maio de 1952 com a BOAC
Aposentado em 14 de março de 1997
Tripulação 4
Passageiros 56-81 passageiro(s)
Especificações (Modelo: Comet 4)
Dimensões
Comprimento 33,99 m (112 ft)
Envergadura 35 m (115 ft)
Altura 8,99 m (29,5 ft)
Área das asas 197,0  (2 120 ft²)
Alongamento 6.2
Peso(s)
Peso máx. de decolagem 71,000 kg (157 lb)
Propulsão
Motor(es) Rolls-Royce Avon Mk 524 turbojets: 10,500 lbf (47,000 kN)
Performance
Velocidade máxima 900 km/h (486 kn)
Velocidade de cruzeiro 840 km/h (453 kn)
Alcance (MTOW) 3,225 km (2,00 mi)
Teto máximo 13,000 m (42,7 ft)
Notas
Especificações do modelo "Comet 4"

de Havilland Comet (DH-106), ou simplesmente Comet, é um avião do tipo jato comercial construído pela indústria aeronáutica inglesa de Havilland. Sendo o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato.

Com quatro reatores embutidos nas asas, começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa British Overseas Airways Corporation - BOAC,[1] com primeiro voo de Londres para Joanesburgo.[2]

Voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época. Porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas.

Foi a primeira aeronave a propiciar o glamour e conforto da era a jato, cobiçada pelas principais empresas da época como a Pan-Am, BOAC, TWA, mas após dois acidentes decisivos tornou-se inviável e perigosa para a aviação civil em 1954, desde então entrou em declinio após o inquérito das falhas circunstanciais nos dois acidentes que provaram a má fabricação das aeronaves e a falha de projeto aerodinâmico das janelas e das antenas de rádio que facilitavam os pontos de pressão nas arestas do design quadrático que propiciou inúmeras rachaduras que levaram a desintegração das duas aeronaves uma da BOAC e outra da South African Airlines, na época subsidiaria da BOAC.[3]

Na época o inquérito foi seguido pelo então primeiro ministro inglês Winston Churchill que tinha grande apreço pela industria aeronáutica de seu país.[4]

Propulsores a jato[editar | editar código-fonte]

Havilland Ghost 50 Mk1

Rolls-Royce Avon[5]

Inquérito de 1954[editar | editar código-fonte]

Modelo do Avião em questão Comet I[6]

Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças submersas do avião. O segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando-se 2/3 das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra, onde o Comet acidentado foi remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas após o acidente.

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material.

A maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jato necessitam voar a uma altitude muito grande, onde a pressão atmosférica é mínima, para evitar turbulências e tempestade. Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora.

Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras "bombas" voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno voo. No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de descentralizar a tensão e, consequentemente, a fadiga metálica.

As janelas eram postas a pregos, procedimento comum a aeronaves que voavam sob motores turbo hélice e não conseguiam cruzar a altitude das nuvens, durante a segunda guerra mundial inúmeros bombardeiros foram perdidos por não suportarem a variação de pressão e cruzarem o teto limite para se ocultarem de seus inimigos, a falha só foi exposta durante o investigação que mostrou como o processo de montagem das janelas influenciava na aparição das rachaduras derivadas da variação de pressão e da força aplicada sobre o frágil material (alumínio) com a aplicação dos pregos.

Acidentes[editar | editar código-fonte]

Inesperadamente, em janeiro de 1954, o Voo BOAC 781. O Comet "Yoke Peter" prefixo G-ALYP que havia decolado de Roma no antigo Aeroporto de Ciampino cujo era o mais movimentado da capital, quando se aproximava da Ilha de Elba para uma escala, se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, matando todos os ocupantes (35).[7]

Os voos foram suspensos por um tempo, mas assim que foram retomados outra aeronave sofreu um acidente em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes.

Na madrugada de 23 de novembro de 1961, o jato Comet 4 de prefixo LV-AHR, das Aerolineas Argentinas, caiu logo após decolar de Viracopos (Campinas, São Paulo), provocando a morte das 52 pessoas que estavam a bordo. Os motores apresentaram problemas durante o procedimento de decolagem e a aeronave ficou descontrolada. Foi então perdendo altitude até atingir um eucaliptal situado a 500 metros da cabeceira da pista da então zona rural do município de Campinas. Com o impacto, o avião abriu uma clareira de 400 metros de extensão entre as árvores e foi se despedaçando até bater contra um pequeno morro onde acabou por explodir.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Astuto, Bruno (05 de fevereiro de 2015). «Turismo de experiência: desde os anos 1950 até hoje». Revista Época. Globo.com. Consultado em 31 de agosto de 2016  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. Calles, Raphael. «Um voo turbulento: a história da Breitling». Watch Time BR. Consultado em 31 de agosto de 2016 
  3. «de Havilland Comet». Wikipedia (em inglês). 9 de outubro de 2017 
  4. «de Havilland Comet». Wikipedia (em inglês). 9 de outubro de 2017 
  5. «de Havilland Comet». Wikipedia (em inglês). 9 de outubro de 2017 
  6. «de Havilland Comet». Wikipedia (em inglês). 9 de outubro de 2017 
  7. «BOAC Flight 781». Wikipedia (em inglês). 12 de setembro de 2017 
  8. Silva, Jorge Tadeu da. «DESASTRES AÉREOS - HISTÓRIAS - TRAGÉDIA EM CAMPINAS - AEROLINEAS ARGENTINAS VOO 322». www.desastresaereos.net. Consultado em 18 de outubro de 2017 
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