Degola

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Representação da degola de Manuel Pedroso durante a Revolução Federalista, conforme livro Quando Meninos Viram Homens

Degola[1] ou "Gravata Vermelha" é o corte realizado no pescoço, de um lado ao outro. Foi muito realizado na Revolução Federalista no Rio Grande do Sul. É uma maneira de humilhar ou intimidar o inimigo numa guerra.

História[editar | editar código-fonte]

A prática de degolar os inimigos não era incomum no sul da América, pelo contrário, tendo sido bastante usada em combates e batalhas no Rio Grande do Sul, como na Guerra dos Farrapos. Sua presença nesta foi em escala reduzidíssima, comparada com o que se viveria na Revolução Federalista. A violência política foi uma prática comum em boa parte do Rio Grande do Sul durante a República Velha. Na Revolução Federalista de 1893, bem como em sua continuidade em 1923, as perseguições e os assassinatos de opositores tornaram-se fato comum em diversas cidades do Estado. Este método punitivo aos perdedores era de extrema crueldade dada a situação em que encontravam.

Historiadores consideram que a prática era aplicada devida a duas situações básicas:

  • Devido ao modelo militar adotado, que era a cavalaria propriamente dita, de movimentação constante e relativamente rápida, o que tornava díficil manter tal tipo de prisioneiro, ao mesmo tempo em que poupava munição.
  • Meramente de forma punitiva, para infligir terror aos combatentes inimigos.

No âmbito médico-legal, degola é uma lesão incisa (produzida por instrumento cortante, como navalha ou bisturi) localizada na região posterior do pescoço. Não confundir com esgorjamento, que é também uma lesão incisa localizada no pescoço, porém em sua região anterior[2].

Referências

  1. Forma de execução preferida dos gaúchos (tanto na região platina quanto no Rio Grande). Conquanto pudesse ser praticada de diferentes maneiras, a mais típica consistia em matar a vítima do mesmo modo com que se abatia um carneiro. A vítima era forçada a ajoelhar-se de mãos atadas ante o seu executor e a colocar sua cabeça entre as pernas de seu algoz que rasgava suas artérias carótidas num golpe súbito de faca. Reverbel, Carlos. Maragatos e Pica-paus: guerra civil e degola no RGS. Porto Alegre: LP&M, 1985
  2. Medicina Legal, Eduardo Roberto Alcântara Del-Campo, 4ª Edição, página 107

Bibliogragia[editar | editar código-fonte]

  • Reverbel, Carlos. Maragatos e Pica-paus: guerra civil e degola no RGS. Porto Alegre: LP&M, 1985.
  • Enciclopédia Rio Grandense. Canoas: Editora Regional, 1958, Vol. 5.