Deimos (satélite)

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Deimos
Satélite de Marte
Deimos-MRO.jpg
Deimos fotografado pela sonda MRO, em 2009
Características orbitais
Periastro 23.455,5 km
Apoastro 23.470,9 km
Excentricidade 0.00033
Período orbital 1 d 6 h 17.9 m
Velocidade orbital média 1,3513 km/s
Inclinação 0,93 °
Características físicas
Dimensões 15 × 12.2 × 11 km
Área da superfície 495,1548 km²
Volume 999,78 km³
Massa 1,4×10^15 kg
Densidade média 1,471 g/cm³
Gravidade superficial 0,003 m/s2
Velocidade de escape 5,556 km/s
Albedo 0.068±0.007
Temperatura média: -40,15 ºC
Composição da atmosfera
Pressão atmosférica inexistente


Deimos (em grego: terror),[1] é o menor e mais afastado dos dois satélites naturais de Marte. É, também, a menor lua reconhecida do Sistema Solar. Deimos tem um raio médio de 6.2 km e uma velocidade de escape de 5.6 m/s (20 km/h). Além disso, a lua leva 30.3 horas para girar em torno de Marte com uma velocidade orbital de 1.35 km/s.

Deimos demora o mesmo tempo a completar uma volta ao redor de Marte, quanto a completar uma volta sobre si próprio. Como consequência disso, Deimos tem sempre a mesma face voltado para Marte.[2]

A lua foi descoberta em 12 de agosto de 1877 – juntamente com Fobos, o outro satélite de Marte, seis dias depois – por Asaph Hall e fotografado pela Viking 1 em 1977. Deimos tem um formato bastante irregular e acredita-se que se trate de um asteroide que foi perturbado de sua órbita por Júpiter e que acabou por ser capturado pela gravidade de Marte, passando a ser seu satélite.

O nome Deimos (pânico) vem de uma figura mitologia grega e é um dos três filhos de Ares (Marte na mitologia romana) e Afrodite.

Características principais[editar | editar código-fonte]

Por ser pequeno, Deimos não apresenta uma forma esférica, possuindo dimensões muito irregulares. É composto por rochas ricas em carbono, tal como muitos asteroides, e gelo. A sua superfície apresenta um número razoável de crateras mas, relativamente a Fobos, é muito mais lisa, consequência do preenchimento parcial das crateras com rególito (rochas decompostas). As maiores crateras deste satélite são Swift e Voltaire que medem, aproximadamente, 3 km de diâmetro.

Visto de Deimos, Marte surge no céu como um objeto 1000 vezes maior e 400 vezes mais brilhante do que a Lua cheia, como é observada da Terra.

Visto de Marte, Deimos surge como um pequeno ponto no céu, difícil de distinguir dos outros astros embora, no seu máximo brilho, possua um brilho equivalente a Vênus (tal como é visto da Terra).

Formações geológicas[editar | editar código-fonte]

As duas crateras com nome em Deimos.

Apenas duas formações geológicas em Deimos receberam nomes. As crateras Swift e Voltaire receberam nomes de autores que especularam a existência de luas marcianas antes da descoberta das mesmas.[3]

Cratera Referência Coordenadas Diâmetro (m)
Swift Jonathan Swift 12.5°N 358.2°W 1000
Voltaire Voltaire 22°N 3.5°W 1900[4]

Exploração[editar | editar código-fonte]

A exploração de Deimos é similar à exploração de Marte e de Fobos.[5] Entretanto, nenhum pouso foi realizado e nenhuma amostra analisada. O satélite foi apenas fotografado pela sonda Viking 1.

Uma missão de retorno de amostras chamada "Gulliver" foi conceitualizada.[6] Basicamente, 1 quilograma de material de Deimos seria retornado à Terra nesta missão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Blunck, Jürgen (2009). «The Satellites of Mars; Discovering and Naming the Satellites». Solar System Moons: Discovery and Mythology. [S.l.]: Springer. p. 5. ISBN 3540688528, 9783540688525 Verifique |isbn= (ajuda) 
  2. Fobos e Deimos - Satélites de Marte siteastronomia.com
  3. Gazetteer of Planetary Nomenclature, Programa de Pesquisa em Astrogeologia do USGS (em inglês)
  4. Deimos Nomenclature: Crater, craters
  5. Mars Phobos and Deimos Survey (M-PADS)–A Martian Moons Orbiter and Phobos Lander (Ball, Andrew J.; Price, Michael E.; Walker, Roger J.; Dando, Glyn C.; Wells, Nigel S. and Zarnecki, John C. (2009). Mars Phobos and Deimos Survey (M-PADS)–A Martian Moons Orbiter and Phobos Lander. Advances in Space Research, 43(1), pp. 120–127.)
  6. Dr. Britt - The Gulliver Mission: Sample Return from Deimos
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