Delírio persecutório

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Os delírios persecutórios são um conjunto de condições delirantes nas quais as pessoas afetadas acreditam estar sendo perseguidas. Especificamente, eles foram definidos como contendo dois elementos centrais:[1]

  1. O indivíduo pensa que o dano está ocorrendo ou vai ocorrer.
  2. O indivíduo pensa que o perseguidor percebido tem a intenção de causar dano.

De acordo com o DSM-IV-TR, delírios persecutórios são a forma mais comum de delírios na esquizofrenia paranoide, na qual o paciente acredita que "está sendo atormentado, seguido, enganado, espionado ou ridicularizado", ou que sua comida está sendo envenenada.[2][3] Esses delírios são frequentemente vistos no transtorno esquizoafetivo e, como reconhecido pelo DSM-IV-TR, constituem a característica principal do subtipo persecutório do transtorno delirante, de longe o mais comum. Delírios de perseguição também podem aparecer em episódios maníacos e mistos do transtorno bipolar, abuso de polissubstância e graves episódios depressivos com características psicóticas, particularmente quando associados à bipolaridade.

Aspectos legais[editar | editar código-fonte]

Quando o foco é remediar alguma injustiça por ação legal, às vezes esses delírios são chamados de paranoia querelante ou litigante.[4]

Nos casos em que os repórteres do comportamento de perseguição persistente foram julgados como falsos relatos, a maioria deles foi considerada delirante.[5][6]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Medicamentos para esquizofrenia são frequentemente usados, especialmente quando sintomas positivos estão presentes. Tanto os antipsicóticos típico quantos os atípicos podem ser úteis.[7] Terapia cognitivo-comportamental também tem sido usada.[8]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Freeman, D. & Garety, P.A. (2004) Paranoia: The Psychology of Persecutory Delusions. Hove: PsychoIogy Press. Page 13. ISBN 1-84169-522-X
  2. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-IV. Washington, DC: American Psychiatric Association. 2000. p. 299. ISBN 0-89042-025-4 
  3. Varsamis, J.; Adamson, J. D.; Sigurdson, W. F. (dezembro de 1972). «Schizophrenics with Delusions of Poisoning». The British Journal of Psychiatry (em inglês). 121 (565): 673–675. ISSN 0007-1250. doi:10.1192/bjp.121.6.673 
  4. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-IV. Washington, DC: American Psychiatric Association. 2000. p. 325. ISBN 0-89042-025-4 
  5. "Após a exclusão de oito casos incertos, a taxa de falsos relatos foi estimada em 11,5%, com a maioria das vítimas falsas sofrendo delírios (70%)." Sheridan, L. P.; Blaauw, E. (2004). «Characteristics of False Stalking Reports». Criminal Justice and Behavior. 31. 55 páginas. doi:10.1177/0093854803259235 
  6. Brown, S. A. (2008). «The Reality of Persecutory Beliefs: Base Rate Information for Clinicians». Ethical Human Psychology and Psychiatry. 10 (3): 163–178. doi:10.1891/1559-4343.10.3.163. Colapsando através de dois estudos que examinaram 40 falsos relatos britânicos e 18 australianos (como determinado por evidências esmagadoramente contra suas alegações), esses indivíduos caíram nas seguintes categorias: delirantes (64%), busca por fatos/atenção (15%), hipersensibilidade devido a casos anteriores (12%), próprios stalker (7%), e indivíduos simuladores (2%) (Purcell, Pathe, & Mullen, 2002; Sheridan & Blaauw, 2004). 
  7. Garety, Philippa A.; Freeman, Daniel B.; Bentall, Richard P. (2008). Persecutory delusions: assessment, theory, and treatment. Oxford [Oxfordshire]: Oxford University Press. 313 páginas. ISBN 0-19-920631-7 
  8. Kingdon, Daniel G.; Turkington, Douglas (1994). Cognitive-behavioral therapy of schizophrenia. Nova Iorque: Guiford Press