Dennis Nilsen

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Dennis Andrew Nilsen (Fraserburgh, Escócia, novembro de 1945 – Yorkshire, Inglaterra, maio de 2018) foi um assassino em série e necrófilo, que matou, ao menos, 15 vítimas homens, entre 1978 e 1983, em Cricklewood e Muswell Hill, em Londres. Entanto, ele foi condenado por apenas seis mortes e uma tentativa.

Nilsen, também conhecido como o Assassino de Muswell Hill, morreu na prisão em maio de 2018[1][2].

"Eu queria parar [de matar], mas não conseguia. Não tinha outra emoção ou felicidade”, teria dito num de seus depoimentos[3].

Biografia[editar | editar código-fonte]

De ascendência norueguesa e escocesa, Nilsen era o filho do meio de um casal que se divorciou quando ele tinha 3 anos, devido ao alcoolismo do pai. Aos seis anos, perdeu o avô, a quem era muito ligado. Sua mãe se casou de novo quando ele tinha 10 anos, e teve mais quatro filhos, o que o teria transformado num menino solitário e carente[3].

Em 1961, aos 16 anos, se alistou e entrou no Exército Britânico. Lá, trabalhou na cozinha, onde aprendeu a usar facas e facões para cortar carne. "Foi aí que absorveu a expertise do corte de faca, própria de um açougueiro — que, futuramente, veio a ser extremamente útil para suas práticas criminosas", escreveu o Canal de Ciências Criminais[3][4].

Aos 27 anos, em 1973, juntou-se à Scotland Yard e, segundo o Canal Ciências Criminais, "ficou maravilhado com as aulas de necropsia"[1].

Homossexual, Nilsen costumava frequentar bares onde conhecia homens com quem mantinha relações em sua casa após as festas. "Mas quando acordava, estava sozinho", enfatizou o Canal Ciências Criminais.

Tinha 33 anos quando fez sua primeira vítima.

Os crimes[editar | editar código-fonte]

Aparentemente insatisfeito, Nilsen passou a matar seus companheiros após o sexo, estrangulando-os enquanto dormiam. Depois, os deixava em casa, enquanto tomava banho ou via tevê. Também masturbava-se e mantinha relações com os cadáveres. "Seus dias de solidão estavam acabados"[1].

Quando ia trabalhar, escondia o corpo sob tábuas em sua sala e, ao voltar, retirava novamente o defunto para sua "convivência". Para disfarçar o cheiro, costumava passar desodorante na casa, e quando os cadáveres entravam em decomposição, usava um facão para desmembrar os corpos e fervia a cabeça numa grande panela. "Igualmente, guardava pedaços de corpos em seu jardim, escondia-os pela casa (roupeiro, armários, gavetas), incinerava-os, ou descartava-os pela privada"[1]. (Imagem da panela e das facas usadas durante os crimes: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/media/uploads/dennis_-_provas.jpg).

Foi por descartar partes de corpos na privada que Dennis acabou sendo descoberto. "Certo dia, no edifício onde morava, seus vizinhos não conseguiam mais dar descarga e chamaram um encanador (Michael Cattran). Quando Cattran se dirigiu, com uma lanterna, à caixa de inspeção do esgoto, não acreditou. Era a cena mais sinistra por ele já presenciada. Havia mais de trinta pedaços de carne interrompendo o fluxo da latrina. E não pareciam meras sobras de churrasco. Assustado, o encanador resolveu voltar outro dia com seu supervisor. Nilsen, aproveitando a deixa de Cattran, desceu à caixa de inspeção e recolheu os restos mortais e, sem saber onde deixá-los, os descartou no jardim do edifício. Ocorre que, para seu infortúnio, dois vizinhos estavam lhe vigiando. Noutro dia, quando Cattran retornou com o seu colega, praticamente não havia mais pedaços de carne lá. Os mesmos vizinhos, então, desconfiaram de Dennis e chamaram a polícia"[1].

Perfil das vítimas[editar | editar código-fonte]

Homens jovens, entre 18 e 26 anos[1]

Modus operandi[editar | editar código-fonte]

Nilsen conhecia rapazes em bares e clubes, e os levava para sua casa, onde mantinha relações sexuais com as vítimas. Depois, as estrangulava enquanto dormiam, e mantinha relações sexuais com seus corpos. Escondia os corpos sob o assoalho da sala quando saía, e quando os corpos entravam em decomposição, os desmembrava e os descartava, enterrando partes no jardim, jogando na privada, ou mesmo queimando partes numa fogueira de pneus[1].

Muswell Hill

Área de atuação[editar | editar código-fonte]

As primeiras vítimas foram mortas em seu apartamento na 195 Melrose Avenue, em Cricklewood, no noroeste de Londres, e as demais em sua casa em Cranley Gardens, Muswell Hill, no norte de Londres[2].

Depoimentos, julgamento e pena[editar | editar código-fonte]

Durante seus depoimentos, disse que matou de 15 a 22 homens — primeiramente alegou ter feito 15 vítimas, mas depois disse ter matado mais sete[4].

Seu julgamento começou em 24 de outubro de 1983, e encerrou-se em 03 de novembro de 1983, e ele acabou condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de condicional, por seis mortes e uma tentativa de homicídio. Chegou a passar por três penitenciárias, até acabar na prisão de Full Sutton, em Yorkshire, Inglaterra, onde morreu[1].

Morte[editar | editar código-fonte]

Morreu em 12 de maio de 2018, aos 72 anos, com uma "dor insuportável', segundo a BBC, após ficar agonizando por mais de duas horas devido ao rompimento de um aneurisma da aorta abdominal[1].

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Nilsen teve sua história contada no livro Killing for Company: The Story of a Man Addicted to Murder, de Brian Masters.[4]
  • O livro serviu depois de inspiração para a série de TV Des, da ITV, que deve ser lançada em 2020. [4]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f g h i «Retrato Falado: Dennis Nilsen, o serial killer carente». Super. Consultado em 30 de julho de 2020 
  2. a b «Serial killer Nilsen died in 'excruciating pain'». BBC News (em inglês). 23 de outubro de 2019 
  3. a b c «Dennis Nilsen, o necrófilo escocês - Por Bernardo de Azevedo e Souza e Henrique Saibro». Canal Ciências Criminais. 7 de julho de 2016. Consultado em 30 de julho de 2020 
  4. a b c d Malva, Pamela. «Aventuras na História · Dennis Nilsen, o assassino e necrófilo que foi desmascarado por acaso». Aventuras na História. Consultado em 30 de julho de 2020