Denominações de São Carlos (São Paulo)

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A cidade de São Carlos recebeu várias denominações ao longo dos anos, entre as quais se destacam:

Capital Nacional da Tecnologia[editar | editar código-fonte]

A presidente Dilma Roussef aprovou, no dia 13 de outubro de 2011, a lei que confere ao município de São Carlos o título de Capital Nacional da Tecnologia.

O projeto, que foi apresentado pelo então deputado federal Lobbe Neto, traz como justificativa o alto nível tecnológico das pesquisas desenvolvidas pela Universidade de São Paulo (USP), pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pelos demais centros aqui instalados. Também faz referência a maior concentração per capita de profissionais com doutorado do país: enquanto a média brasileira é de 1 doutor para cada 5.423 habitantes, em São Carlos é de 1 para 180.[1]

Capital do Conhecimento[editar | editar código-fonte]

Capital do Conhecimento é um título dado a cidade pela Lei Municipal nº14.917 de 23 DE Abril de 2009. Segundo o vereador que propôs a Lei, Lineu Navarro, na justificativa – que se pronunciou em plenário - observou que em São Carlos, 1 de cada 180 habitantes tem título de doutor. No Brasil, a razão é de 1 para 5.423 habitantes. 14,5 patentes por 100.000 habitantes é a média anual de registros da cidade. Nas universidades locais, 39 cursos de graduação e 70% dos programas de pós-graduação locais são da área de ciências exatas. 200 empresas da cidade são consideradas de alta tecnologia, em setores como ótica, novos materiais e instrumentação.

Capital da Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Capital da Tecnologia título que a cidade adquiriu na última década.

Com várias indústrias de alta tecnologia junto ao São Carlos Science Park, o pólo realizava a "Feira de Alta Tecnologia" (Fealtec), todo mês de outubro até o ano de 2002 completando 17 (dezessete) edições, dentro da Oktobertech (Mês da Tecnologia).[2] [3]

O ParqTec foi inaugurado no ano de 2008, pelo governo do estado de São Paulo.[4] [5]

Cidade do Clima[editar | editar código-fonte]

Cidade do Clima é o título dado por seu clima com características especiais. Inclusive, a cidade festeja há mais de 30 anos a Festa do Clima, que acontece todo mês de abril.

Sanca[editar | editar código-fonte]

Sanca é como a cidade vem sendo conhecida a partir dos anos 90 pela comunidade estudantil, principalmente pelos paulistanos e paulistas que estudam na cidade.

A denominação foi muito bem aceita pelos moradores da cidade, e hoje a grande maioria de seus habitantes a denominam "Sanca".

Atenas Paulista[editar | editar código-fonte]

Atenas Paulista é o título dado à cidade de São Carlos, por seu grande número de instituições educacionais.

A cidade começou a ser um grande centro escolar com a fundação do Colégio São Carlos em 1905, a Escola Normal Secundária em 1911 (atualmente, "Escola Estadual Dr. Álvaro Guião"), e o Colégio Diocesano, em 1923. A cidade recebe em 1949 a Escola de Educação Física de São Carlos (atualmente, curso absorvido pela UFSCar em 1993), o Ginásio Estadual Jesuíno de Arruda em 1957 (atualmente, Escola Estadual Jesuíno de Arruda), e a Escola de Biblioteconomia em 1959, sob o título de Fundação Educacional de São Carlos (absorvida, pela UFSCar em 1993).

A partir de 1952 São Carlos abriga a primeira universidade, a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da (USP). Em 1960, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) é criada em 1968, instalada em 1970. Em 1968 vem a Faculdade de Direito de São Carlos (hoje, FADISC), seguida em 1972 pelo Centro Superior de Ensino ASSER - Associação de Escolas Reunidas (hoje, Universidade Central Paulista UNICEP).

Cidade Sorriso[editar | editar código-fonte]

Cidade Sorriso é o título mais antigo da cidade. Ela recebeu esse título pela simpatia com que seus habitantes recebem os seus visitantes, desde os tempos das viagens de trem, seus bondes, e a vida noturna que a cidade possuia no passado recente.

Piccola Italia[editar | editar código-fonte]

Piccola Italia é um título que São Carlos possuiu, porque era assim conhecida na Itália, pela quantidade enorme de italianos que para lá imigraram, e para eles era a América.

No seu início, como ocorria no período colonial, a economia de São Carlos era baseada na agricultura de subsistência e no plantio de cana-de-açúcar e dependia da mão de obra escrava. São Carlos chegou a ocupar, no interior paulista, o segundo lugar no tráfico de escravos. São Carlos ganhou impulso econômico por volta de 1850 com a expansão da cultura cafeeira, com sua produção destinada a Europa e aos Estados Unidos.

Com a restrição internacional ao tráfico de escravos e ao movimento abolicionista interno, os Barões do Café enfrentavam dificuldade em encontrar mão de obra e passaram a contratar europeus. Antonio Carlos de Arruda Botelho, o Conde do Pinhal, foi o primeiro fazendeiro a levar para São Carlos, em 1876, os imigrantes europeus, principalmente italianos. Dez anos depois, em 1886, São Carlos tinha o segundo maior contingente de imigrantes do Estado e em 1899, segundo o Clube da Lavoura, eram exatos 10.396 colonos italianos. Posteriormente a fama da cidade se espalhou por toda a Itália e milhares de italianos saiam de lá com destino certo, a piccola Italia.

Com o passar os anos, os italianos se organizaram, fundando sindicatos e a Società Dante Alighieri, construindo um prédio para o funcionamento de uma escola para os seus filhos. São Carlos também recebeu os imigrantes espanhóis que, em 1896, fundaram a Real Sociedad Española Beneficente y Instructiva e construíram o prédio que hoje pertence à Sociedade de São Vicente de Paulo.

Outros[editar | editar código-fonte]

Outras denominações:[6][7]

  • Princesa do Oeste (séc. XIX)
  • Cidade das Três Colinas (séc. XX)
  • Cidade das Pérolas (séc. XX)
  • Sanca Hub (déc. 2010)

Referências

  1. http://www.saocarlosagora.com.br/cidade/noticia/2010/11/04/13177/cidade-do-clima-athenas-paulista-cidade-sorriso-capital-da-tecnologia-capital-do-conhecimento/
  2. http://www.eventoeletronico.com.br/oktobertech/
  3. http://www.parqtec.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8&Itemid=126
  4. http://www.desenvolvimento.sp.gov.br/noticias/?ID=891
  5. http://www.brasilagro.com.br/index.php?noticias/detalhes/17/7208
  6. GOMES, P. F. S. São Carlos e o Movimento Constitucionalista de 1932: poder local e cooptação ideológica. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Universidade Federal de São Carlos, 2008, link. [Cf. p. 72.]
  7. TRUZZI, O. M. S. Café e indústria - São Carlos: 1850-1950. 2a ed. São Carlos: EdUFSCar, 2000. [Cf. p. 95, 111.]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]