Dentista

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Um dentista e seu assistente realizando uma cirurgia em um paciente.

Cirurgião-Dentista, Cirurgião-Orofacial, Médico Orofacial é o profissional da saúde capacitado na área de odontologia especialista em cabeça e pescoço.[1] A atividade pode ser executada em consultório próprio ou em âmbito público.

Visitas ao dentista consistem, na maioria das vezes, em revisão da higiene bucal e integridade dos dentes, incluindo limpeza e profilaxia. Devem ser repetidas a cada seis meses, com o objetivo de manter os dentes em um estado adequado e evitar que se desenvolvam problemas bucais.

Especialidades[editar | editar código-fonte]

consultório dentário antigo - Museu da Família Pompeu

O dentista forma-se em faculdade como cirurgião-dentista, ele pode optar por várias especialidades tais quais:

Nos dias atuais o cirurgião-dentista sai da faculdade voltado para a prevenção, graças à intervenção dos ministérios da Saúde e da Educação que dão um valor maior as faculdades que optam pelo eixo da saúde coletiva.

O cirurgião-dentista é único o profissional da saúde do Brasil que se encontra cientificamente e legalmente apto para tratar as alterações do sistema estomatognático e estruturas anexas, sejam alterações congênitas ou adquiridas.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Dentista é o profissional da saúde português responsável por estudar, diagnosticar, tratar e prevenir todas as patologias Dentárias. A sua prática clínica mais frequente reside na área da Dentisteria Operatória e da Endodoncia, estando também capacitados para realizarem intervenções cirúrgicas na cavidade oral, como sejam a extração de 3ºs molares inclusos.

Para alguém se poder intitular médico dentista, tem de possuir um curso superior (licenciatura ou mestrado integrado) em Medicina Dentária obtido em Portugal e estar inscrito na Ordem dos Médicos Dentistas.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Até o século XIX a prática da odontologia era efetuada por cirurgiões e barbeiros, quando físicos e médicos europeus começaram a exercer a profissão no Brasil. As atividades resumiam-se à extração dos dentes sem anestesia (não havia sido inventada), curativo de fístulas dentárias, tratamento das cáries com aplicação de remédios tópicos. Contudo, ainda no século XVIII dentes extraídos já eram substituídos por postiços, presos aos naturais com grampos de metal. Os postiços eram humanos ou talhados em osso, marfim ou massa endurecida. Os de porcelana só apareceram no século XIX, juntamento com o preenchimento das cáries com chumbo, aplicação de pivôs e dentaduras.[2] A profissão está ligada à história brasileira devido ao alferes Joaquim José da Silva Xavier, devido à sua atuação na [Inconfidência Mineira]..[3]

No Brasil a Odontologia se configura como especialidade médica autônoma, desta forma o cirurgião-dentista detém todas as prerrogativas médicas, com exceção a emissão de atestado de óbito. Essa situação ficou configurada pela Lei de regulamentação da Odontologia [4] e após a aprovação da Lei do ato médico[5], na qual a Odontologia foi totalmente isentada em sua área de atuação.

No Brasil, o Dia Nacional do Cirurgião-Dentista foi estabelecido como 25 de outubro, quando se comemora a criação da primeira faculdade de odontologia (Medicina e Arte Dentária), na Bahia. Santa Apolônia, em cujo martírio sofreu fraturas de ossos faciais e de elementos dentais, é padroeira dos dentistas.

Especialidades[editar | editar código-fonte]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, as especialidades reconhecidas actualmente, no seio da Ordem dos Médicos Dentistas, são:

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A Odontologia Brasileira conta com 23 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), que são:

Odontopediatria - visa a prevenção, manutenção e reabilitação da saúde bucal da criança. Radiologia Odontológica - tem como objetivo a aplicação de radiografia e outros exames por imagem com a finalidade de melhorar o diagnóstico, acompanhamento e documentação de toda a estrutura bucal.

Radiologia Odontológica e Imaginologia[editar | editar código-fonte]

Nomenclatura atual da especialidade Radiologia Odontológica modificada pela 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas) que promoveu alterações (Resolução CFO 22/2003) na nomenclatura de algumas especialidades, continuando, porém, com as mesmas atribuições.

Dentística[editar | editar código-fonte]

Nomenclatura atual da especialidade Dentística Restauradora modificada pela 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas) que promoveu alterações (Resolução CFO 22/2003) na nomenclatura de algumas especialidades, continuando, porém, com as mesmas atribuições.

Endodontia[editar | editar código-fonte]

Relacionada ao tratamento dos canais, infectados ou não. Diagnóstico e tratamento de enfermidades da polpa dentária e canais radiculares. Periodontia - trata das doenças da gengiva além de cuidar das estruturas que dão suporte, nutrição e sensibilidade ao dente.

Prótese Dentária[editar | editar código-fonte]

Cuida da recuperação das coroas dentais e da reparação de espaços decorrentes de extrações. Especialização na confecção de coroas, próteses dentárias fixas, removíveis ou próteses totais e de próteses sobre implantes.

Ortodontia e Ortopedia Facial[editar | editar código-fonte]

Nomenclatura anteriormente adotada. Depois da 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas) sofreu alterações (Resolução CFO 22/2003) sendo desmembrada em duas especialidades distintas: Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares, cada uma agora, com as suas atribuições específicas.

Ortodontia[editar | editar código-fonte]

Corrige o posicionamento dos dentes e da arcada dentária restabelecendo a correta articulação entre as arcadas dentais por meio de aparelhos corretivos fixos ou móveis.

Ortopedia Funcional dos Maxilares[editar | editar código-fonte]

Objetiva tratar aos desequilíbrios dos dentes, estruturas bucais e complexo craniofacial através de recursos terapêuticos, que utilizem estímulos funcionais, visando ao equilíbrio morfofuncional de todo o sistema estomatognático.

Implantodontia[editar | editar código-fonte]

Relacionada à colocação de raízes artificiais nos ossos da arcada, para adaptação de dentes ausentes. É o ramo da Odontologia que restaura espaços ausentes de dentes através da implantação de dentes protéticos sobre uma peça de titânio no interior do tecido ósseo na área onde ficava o elemento dental ausente.

Cirurgia e Traumatologia Buco - Maxilo - Facial[editar | editar código-fonte]

É a especialidade da área de Odontologia que trata dos defeitos de nascença, traumatismos, anormalidades do crescimento crânio-facial, tumores, deformidades estéticas da boca, dentes, maxilar e face.

Periodontia[editar | editar código-fonte]

Prótese Buco - Maxilo - Facial[editar | editar código-fonte]

Cuida da recuperação das coroas dentais perdidas e da reparação de espaços decorrentes de extrações.

Odontologia Legal[editar | editar código-fonte]

Auxilia a medicina legal e a criminalística cuidando da análise craniofacial e dental de indivíduos visando a identificação de pessoas e a elucidação de casos.

Odontologia em Saúde Coletiva[editar | editar código-fonte]

Estudo dos fenômenos que interferem na saúde bucal coletiva, por meio de análise, organização, planejamento, execução e avaliação de serviços, projetos ou programas de saúde bucal, dirigidos a grupos populacionais, com ênfase nos aspectos preventivos.

Saúde Coletiva[editar | editar código-fonte]

Nomenclatura atual da especialidade Odontologia em Saúde Coletiva modificada pela 3ª CONEO (Conferência Nacional de Especialidades Odontológicas) que promoveu alterações (Resolução CFO 22/2003) na nomenclatura de algumas especialidades, continuando, porém, com as mesmas atribuições.

Patologia Bucal[editar | editar código-fonte]

Compreende no estudo laboratorial das alterações da cavidade bucal e estruturas anexas, visando o diagnóstico final e o prognóstico destas alterações. Também é especializado em Odontologia Forense.

Disfunção Têmporo Mandibular e Dor Orofacial[editar | editar código-fonte]

Tem por objetivo promover e desenvolver uma base de conhecimentos que visam a melhor compreensão no diagnóstico e no tratamento das dores da região bucal e outras estruturas relacionadas.

Odontogeriatria[editar | editar código-fonte]

Se concentra no estudo dos fenômenos decorrentes do envelhecimento que também têm repercussão na boca e suas estruturas associadas, bem como a promoção da saúde, o diagnóstico, a prevenção e o tratamento de enfermidades bucais e do sistema estomatognático do idoso.

Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais[editar | editar código-fonte]

Tem por objetivo o diagnóstico, a preservação, o tratamento e o controle dos problemas de saúde bucal dos pacientes que apresentam uma complexidade no seu sistema biológico e/ou psicológico e/ou social, bem como percepção e atuação dentro de uma estrutura interdisciplinar com outros profissionais de saúde e áreas correlatas com o paciente.

Diabetes Mellitus

O diabetes mellitus afeta 17 em cada 1.000 pessoas entre os 25 e 44 anos, e 79 indivíduos a cada 1.000, em idade acima de 65 anos. Assim, aproximadamente 3 a 4% dos pacientes adultos que se submetem a tratamento odontológico são diabéticos[6]. O diabetes mellitus abrange um grupo de distúrbios metabólicos que podem levar à hiperglicemia.[7]. Esta se manifesta por sintomas como poliúria, polidipsia, perda de peso, polifagia e visão turva ou por complicações agudas que podem levar a risco de vida: a cetoacidose diabética e a síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica. Há insuficiência vascular periférica, provocando distúrbios de cicatrização e alterações fisiológicas, são apresentadas por pacientes diabéticos e diminuem a capacidade imunológica e a resposta inflamatória, aumentando a susceptibilidade às infecções.[8]

As principais manifestações bucais nesses pacientes são a xerostomia, glossodínia, ardor na língua, eritema, e distúrbios de gustação. O diabetes mellitus leva a um aumento da acidez do meio bucal, aumento da viscosidade e diminuição do fluxo salivar, que são fatores de risco para cárie.[9] Diabéticos descontrolados  demonstram significantes diferenças quanto a perda de inserção periodontal, recessão gengival, perda óssea e maior profundidade de sondagem quando comparados aos controlados. Sugere-se assim, que a condição do diabetes modifica a evolução da doença periodontal.[10] A presença de infecções como a doença periodontal estimula a resposta inflamatória gerando situação de estresse, que aumenta a resistência dos tecidos à insulina, piorando o controle do diabetes.[11]

O cirurgião-dentista deve estar atento para suspeitar previamente de um diabetes mellitus não diagnosticado, devendo a história dental incluir perguntas relativas à poliúria, polifagia, polidipsia e perda de peso. Pacientes que apresentarem história positiva devem ser encaminhados a um laboratório de análise clínica ou ao médico, para uma avaliação adicional, antes de ser iniciado o tratamento dentário.[12]

Odontologia do Trabalho[editar | editar código-fonte]

Objetiva a busca permanente da compatibilidade entre a atividade laboral e a preservação da saúde bucal do trabalhador.

Habilidades Odontológicas[editar | editar código-fonte]

A resolução CFO 82/2008 reconhece e regulamenta o uso pelo Cirurgião-dentista de práticas integrativas e complementares à saúde bucal. Art. 1º Reconhece o exercício pelo Cirurgião-dentista das seguintes práticas integrativas e complementares à saúde bucal:

Acupuntura[editar | editar código-fonte]

Fitoterapia[editar | editar código-fonte]

Terapia Floral[editar | editar código-fonte]

Hipnose[editar | editar código-fonte]

Homeopatia[editar | editar código-fonte]

Laserterapia[editar | editar código-fonte]

Cannabis-terapia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Estômato = cavidade oral
  2. «Dentista Sorridere 【ツ】 Clínica Odontológica». Dentista Sorridere - Porto Alegre. Consultado em 20 de outubro de 2016 
  3. Santos Filho, Licurgo de Castro. História geral da medicina brasileira. São Paulo: HUCITEC; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1977. 436p.
  4. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5081.htm
  5. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12842.htm
  6. 18. SONIS, S. T.; FAZIO, R. C.; FANG, L (1996). «Princípios e prática de medicina oral.». 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan  horizontal tab character character in |ultimo= at position 4 (ajuda)
  7. 11. HARRISON, T. R.; et al. (2002). «Medicina Interna.». 15. ed.Rio de Janeiro: Mc Graw-Hill, v. 1,  horizontal tab character character in |ultimo= at position 4 (ajuda)
  8. BANDEIRA, F.; et al. (2003. 1109p). «Endocrinologia e diabetes.». Rio de Janeiro: Medsi  Verifique data em: |data= (ajuda)
  9. SCHNEIDER, M.; BERND, G.; NURKIM, N. L.. (1995). «Diabetes Mellitus e suas manifestações sobre o periodonto: uma revisão bibliográfica.». R. Odonto Ciênc., Porto Alegre, v. 10, n. 20, p. 89-98, dez. 
  10. 20. TERVONEN, T; OLIVER RC. (1993.). «Long-term control of diabetes mellitus and periodontitis.». J Clin Periodontol, v.20,p.431-435  horizontal tab character character in |ultimo= at position 4 (ajuda); Verifique data em: |data= (ajuda)
  11. VERGNES, J.; DARRÉ, L.; GOURDY, P.; SIXOU, (2009). «M. Periodontal Treatment Could Improve Glycaemic Control in Diabetic Patients.». Evidence-Based Dentistry, v. 10, p. 20–21 
  12. SOUZA L. M. A. (2001). «Estudo das alterações vasculares do periodonto de pacientes diabéticos.». 85 f. Dissertação (Mestrado) - Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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