Dermatomiosite

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Dermatomiosite
Pápulas vermelhas sobre as articulações dos dedos de pessoa com dermatomitose juvenil, denominadas pápulas de Gottron
Especialidade Reumatologia
Sintomas Lesões na pele, fraqueza muscular, perda de peso, febre[1]
Complicações Calcinose, inflamação dos pulmões, doença coronária[1][2]
Início habitual 40 a 60 anos de idade[3]
Duração Crónica[1]
Causas Desconhecidas[1]
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas, análises ao sangue, eletromiografia, biópsia dos músculos[3]
Condições semelhantes Polimiosite, miosite por corpúsculos de inclusão, escleroderma[3]
Tratamento Medicação, fisioterapia, exercício físico, termoterapia, ortóteses, aparelhos de apoio, descanso[1]
Medicação Corticosteroides, metotrexato, azatioprina[1]
Frequência ~ 1 em 100 000 pessoas por ano[3]
Classificação e recursos externos
CID-10 M33.9, M33.90, M33
CID-9 710.3
DiseasesDB 10343
MedlinePlus 000839
eMedicine 332783, 1064945
MeSH D003882
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Dermatomiosite é uma doença inflamatória crónica que afeta os músculos.[1] Os sintomas mais evidentes são fraqueza muscular que se vai agravando com o tempo e lesões na pele, como manchas violeta nas pálpebras e formações escamosas nos dedos, cotovelos e joelhos, denominadas pápulas de Gottron.[1] Os sintomas podem aparecer subitamente ou irem-se desenvolvendo ao longo de vários meses.[1] Entre outros possíveis sintomas estão perda de peso, febre, inflamação dos pulmões ou sensibilidade das lesões à luz do sol.[1] Entre as possíveis complicações está a formação de depósitos de cálcio nos músculos ou na pele.[1]

Desconhecem-se as causas exatas da doença.[1] Entre as hipóteses discutidas está a possibilidade de ser uma doença autoimune ou o resultado de uma infeção viral.[1] A dermatomiosite é um tipo de miopatia inflamatória.[1] O diagnóstico geralmente baseia-se nos sintomas, análises ao sangue, eletromiografia e biópsia aos músculos.[3]

Embora não exista cura para a doença, o tratamento geralmente alivia os sintomas.[1] O tratamento consiste em medicação, fisioterapia, exercício físico, aplicação de calor, ortóteses e outros aparelhos de apoio, e descanso.[1] A medicação geralmente consiste na administração de corticosteroides, que podem ser combinados com outros fármacos como metotrexato e azatioprina quando a pessoa não apresenta melhorias.[1] A administração de imunoglobulina intravenosa pode também melhorar o prognóstico.[1] Com tratamento, a maior parte das pessoas melhora e em alguns casos a doença fica completamente resolvida.[1]

A cada ano são diagnosticados novos casos em 1 em cada 100 000 pessoas.[3] A doença tem geralmente início entre os 40 e os 60 anos de idade e afeta mulheres com mais frequência do que homens.[3] No entanto, pode ter início em qualquer idade.[3] A dermatomiosite foi descrita pela primeira vez no século XIX.[4]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s «Dermatomyositis». GARD (em inglês). 2017. Consultado em 13 de julho de 2017. Cópia arquivada em 5 de julho de 2017 
  2. Callen, Jeffrey P.; Wortmann, Robert L. (1 de setembro de 2006). «Dermatomyositis». Clinics in Dermatology. 24 (5): 363–373. ISSN 0738-081X. PMID 16966018. doi:10.1016/j.clindermatol.2006.07.001 
  3. a b c d e f g h «Dermatomyositis». NORD (National Organization for Rare Disorders). 2015. Consultado em 13 de julho de 2017. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2017 
  4. Dourmishev, Lyubomir A.; Dourmishev, Assen Lyubenov (2009). Dermatomyositis: Advances in Recognition, Understanding and Management (em inglês). [S.l.]: Springer Science & Business Media. p. 5. ISBN 9783540793137. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017