Desabamento nas minas de Rubaya
| Desabamento nas minas de Rubaya | |
|---|---|
Vista das Minas | |
A província de Quivu do Norte assinalada no mapa da República Democrática do Congo | |
| Data | 28 de janeiro de 2026 |
| Local | Rubaya, Quivu do Norte, República Democrática do Congo |
| Coordenadas | 1° 33′ 29″ S, 28° 53′ 02″ L (aprox.) |
| Tipo | Deslizamento de terras, desastre natural e acidente de trabalho |
| Mortes | 400+ |
| Lesões não-fatais | 20+ |
O desabamento nas minas de Rubaya foi um desastre natural e acidente de trabalho que ocorreu a 28 de janeiro de 2026 na República Democrática do Congo. O desabamento das minas de Rubaya, foi causado por um deslizamento de terras resultante de anos de práticas de mineração inadequadas, falta de manutenção e por fortes chuvas. Várias minas individuais desabaram no deslizamento.[1] O colapso das minas causou a morte de pelo menos 400 pessoas, incluindo crianças e mulheres que trabalhavam na mina de forma ilegal e residentes das aldeias circundantes.[2][3][4]
Antecedentes
[editar | editar código]As minas de Rubaya, na província de Quivu do Norte no leste da República Democrática do Congo, são controladas pelo grupo rebelde conhecido como Movimento 23 de Março (M23), desde 2024. O M23 impôs impostos sobre o coltan, extraído em Rubaya, que chegam a mais de 800 mil dólares por mês.[5] As minas de Rubaya respondem a mais de 15% do fornecimento mundial de tântalo, um metal que é processado do coltan, resistente ao calor e muito usado no fabrico de telemóveis, componentes aeroespaciais e computadores.[6][7][8]
Apesar da imensa riqueza natural da região, os observadores afirmam que a população local ainda vive em condições indignas, trabalhando em circunstâncias extremas e inseguras apenas para sobreviver. Os túneis das minas são frequentemente escavados manualmente, com pouca supervisão e sem medidas de segurança, sendo sobre-explorados e sem qualquer manutenção durante anos, podendo ter cerca de 500 mineiros a trabalhar numa única cava.[7][9]
O incidente
[editar | editar código]Fortes chuvas causaram um grande deslizamento de terras nas minas de Rubaya a 28 de janeiro de 2026.[7] Dois deslizamentos de terra foram relatados: um na tarde de 28 de janeiro e outro na manhã de 29 de janeiro.[10] Várias minas individuais desabaram como resultado do deslizamento de terra.[7]
Caminhos próximos ficaram submersos e intransitáveis, assim como casas e outras estruturas, que foram enterradas pelo lodo.[9]
Consequências
[editar | editar código]Inicialmente estimou-se que mais de 200 pessoas tenham morrido nos desabamentos.[11][7] Os esforços de resgate foram dificultados pela lama e nem todos os corpos foram recuperados.[7][10] Cerca de 20 mineiros feridos foram levados para hospitais na cidade de Rubaya e para a cidade mais próxima, Goma.[7][12]
O governador da província de Quivu do Norte, nomeado pelo M23, Erasto Bahati Musanga, interrompeu a mineração artesanal no local das minas de Rubaya e ordenou que os moradores próximos fossem deslocados.[7][13]
A 2 de fevereiro, foram confirmadas mais de 400 mortes no incidente,[3][14] sendo a maioria dos mortos mineiros artesanais, mas também morreram pequenos comerciantes que trabalhavam nas imediações da mina e residentes das aldeias circundantes, algumas das quais foram arrasadas pelo desabamento.[9][2]
Referências
- ↑ «Mine collapses in eastern Congo, leaving at least 200 dead». AP News (em inglês). 31 de janeiro de 2026. Consultado em 1 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «Más de 400 muertos por el deslizamiento de tierra en una mina ilegal de coltán en RD del Congo de los rebeldes del M23». elespanol.com (em espanhol). 3 de fevereiro de 2026. Consultado em 3 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «Sobe para 400 o número de mortos em desabamento de mina no leste da RDCongo». RTP. Consultado em 2 de fevereiro de 2026
- ↑ «Suben a más de 400 los muertos por el derrumbe de una mina de coltán en el Congo». La Vanguardia (em espanhol). Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ «Mine collapses in eastern Congo, leaving at least 200 dead». AP News (em inglês). 31 de janeiro de 2026. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «Desabamento de mina na República Democrática do Congo mata mais de 200 pessoas, incluindo crianças». g1.globo.com. Consultado em 2 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c d e f g h «Mine collapses in eastern Congo, leaving at least 200 dead». AP News (em inglês). 31 de janeiro de 2026. Consultado em 1 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «DRC: Many killed in coltan mine disaster in east — rebels». dw.com (em inglês). Consultado em 1 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c «Sobe para 300 o número de mortos em desabamento de mina no leste da RDCongo». RTP. Consultado em 2 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «DRC: Many killed in coltan mine disaster in east — rebels». dw.com (em inglês). Consultado em 1 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «More than 200 killed in coltan mine collapse in eastern DRC, officials say». The Guardian (em inglês). Reuters. 30 de janeiro de 2026. ISSN 0261-3077. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «DR Congo: More than 200 killed in mine collapse». www.bbc.com (em inglês). 1 de fevereiro de 2026. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «DR Congo: More than 200 killed in mine collapse». www.bbc.com (em inglês). 1 de fevereiro de 2026. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «Near 400 feared dead in DRC mine collapse». northernminer.com/. Consultado em 2 de fevereiro de 2026