Design estratégico

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O Design estratégico é uma abordagem metodológica do design relacionada com a elaboração das estratégias de uma organização[1]. O Design estratégico implica a prática dos princípios e dos métodos do design para a elaboração de estratégias que permitam a sustentabilidade e a inovação da organização.

O Design Estratégico tem em si a união das mais diversas áreas do design, onde o Designer Estratégico (que por muitas vezes pode ser o diretor de arte e criação, mas que também é gestor ou administrador de uma agência de design) projeta maneiras de como unir essas áreas e como utiliza-las em cada projeto, onde não mais uma única área vai atuar sozinha e fazer tudo a sua maneira, pelo contrário tudo será distribuído e atribuído tarefas para cada Designer, algumas das diversas áreas do design são (Design Gráfico, Design Digital, Design Web, Design de Interfaces, Design de Superfície, Design Vernacular, Character Design, Motion Design, Design Editorial, Design de Interiores, e etc).

Suas bases estão na análise das tendências internas e externas e dados, que permite decisões de projeto a ser feita com base em fatos e não a estética ou a intuição. Como tal, é considerada como uma forma eficaz de ponte de inovação, investigação, gestão e design. Junto a equipes compostas também por fotógrafos, produtores, jornalistas, programadores, e redatores, os projetos oferecem ações diretas para diversas campanhas. [1]

A disciplina é maioritariamente praticada por agências de design ou por departamentos internos de desenvolvimento. Empresas são os principais consumidores de design estratégico, mas os setores público, político e sem fins lucrativos também estão fazendo uso crescente da disciplina.

Suas aplicações são variadas, mas muitas vezes visam fortalecer uma das seguintes opções: branding de produtos, desenvolvimento de produtos, identidade corporativa, identidade visual corporativa e prestação de serviços.

Desenho estratégico tornou-se cada vez mais crucial nos últimos anos, como empresas e organizações competem por uma fatia de mercado global e acelerado de hoje..

Aplicações[editar | editar código-fonte]

Se não soubermos para onde estamos indo, qualquer caminho é o correto. Temos que definir exatamente o que estamos vendendo para o mercado, quais são os fatores chaves de sucesso, variáveis internas e externas, enfim, verificar que produto nossa empresa pode oferecer, qual produto o mercado gostaria de ter e principalmente, onde podemos chegar de forma sustentável nesse momento? Essas respostas geralmente são dadas ao setor de marketing da empresa em conjunto com a direção da empresa. A grande vantagem de aplicarmos o design nessa etapa, é que ele consegue dar visibilidade a conceitos intangíveis como “nosso serviço tem que ser sofisticado”. Aquilo que se pode ver é muito mais fácil de comunicar e comunicar pela instituição e conseqüentemente, terá mais sucesso.

  • 2- Posicionamentos de Marca

Agora que sabemos onde queremos chegar e qual o posicionamento de mercado que vamos adotar, podemos dar nome e forma ao personagem que será o protagonista da nossa história: Nossa marca. Tudo que fizemos, tudo que temos, enfim toda a nossa energia é percebida pelo mercado como nossa marca. É um ativo intangível e precioso.

  • 3- Design de produto

A estratégia e posicionamento de marca vão GUIAR o design do produto. Resumidamente, as idéias, painéis conceituais, elaboração de esboços, modelos de estudo, mock-up, protótipos, desenvolvimento de materiais, lotes pilotos e testes de produção, todas essas ações tem que ser coerentes com as diretrizes estabelecidas previamente.

  • 4- Plano de comunicação

Somente agora que temos uma proposta de valor, testada e aprovada, podemos comunicar isso ao mercado. A comunicação abrange todas as partes de mídias, site, catálogos, pesquisas,... enfim experiências que o consumidor vai ter com a marca. Note que COMUNICAÇÃO é uma estrada de duas vias: Não basta apenas falar, é preciso escutar para então dialogar.

  • 5- Ciclo virtuoso e evolução gradativa

As empresas Brasileiras tem culturalmente a percepção de que a inovação é algo caro e arriscado. Realmente, existe um risco, mas ele pode ser calculado.

O design estratégico tem na sua essência a evolução gradativa, a famosa “matriz bcbg” ou seja, ofertar um mix de produto que tenham produtos inovadores, que vão comunicar sua imagem de marca, e produtos mais simples que garantirão sua sustentabilidade financeira. Com isso, cria-se na instituição um ciclo virtuoso, que permite a sustentabilidade da instituição e o crescimento de toda a cadeia em volta da empresa.

A realidade Brasileira[editar | editar código-fonte]

Até 2010, apesar de diversas tentativas, ainda não havia sido implementada a legislação e um órgão regulamentadores das atividades dos profissionais de design no Brasil, que se equiparem aos de arquitetura, por exemplo (embora seja enquadrada, em termos fiscais, como atividade técnica). No livro de Lucy Niemeyer, Historia do design no Brasil: origens e instalações, podemos identificar o quão novo é essa atividade. Além disso, o próprio povo brasileiro traz em sua matriz cultural “cópia dos países europeus”. Porém após os diversos efeitos decorrentes da crise financeira mundial de 2009 essa realidade vem sofrendo alterações mais significativas, dando destaque mundial ao design Brasileiro e fomentando o uso do design nas instituições brasileiras.

Conclusão[editar | editar código-fonte]

Uma empresa visa a dar lucro sustentável, e para tanto, existem várias respostas. Qual delas é a correta? A resposta a essa questão se dá com outra: O processo que a sua instituição está utilizando hoje está dando resultado lucrativo, saudável e sustentável? Se a resposta for sim, essa é a correta para você. Se a resposta for negativa, bem, uma delas poderá ser o design estratégico.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • PRADO, Vinicius. D+E design estratégico, www.dmaise.com.br
  • MAGALHÃES, Claudio. Design estratégico: integração e ação do Design industrial. In Estudos em Design.Vol. III, n. 1, Julho de 1995.
  • BAXTER, Mike. Projeto de produto .São Paulo: Editora Edgard Blucher Ltda, 1998.
  • KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 4ª edição. São Paulo: Editora Atlas ,1996
  • NIEMEYER, Lucy. Design no Brasil: origens e instalação. Rio de Janeiro: 2A,1997.
  • RAMOS, Carlos F. R. Relação do Design com o Marketing e engenharia como estratégia empresarial. In Estudos em Design — Anais do P&D Design. 1996..
  • PETERS, Thomas j. Design. Dorling Kindersley-id. 2005