Desinformação na pandemia de COVID-19

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Mensagem do presidente da Academia Brasileira de Ciências, sobre a pandemia. Luiz Davidovich destaca a importância de que os líderes políticos atuem em consonância com a ciência e com a Organização Mundial de Saúde, priorizando a vida.[1]

Após o surto inicial da doença de coronavírus 2019 (COVID-19), teorias da conspiração, informação falsa e desinformação surgiram virtualmente especulando a origem, escala, prevenção, tratamento e vários outros aspectos da doença.[2][3][4][5]

Desinformação e informações falsas foram disseminadas pelas mídias sociais,[6][4] mensagens de texto[7][8] e pelas mídias estatais [en] russa e chinesa.[4] Alguns alegaram que o vírus era uma arma biológica com uma vacina patenteada, um esquema de controle populacional ou o resultado de uma operação de espionagem.[6][5][9]

Informações médicas falsas sobre maneiras de prevenir, tratar e autodiagnosticar a COVID-19 também circularam desenfreadamente nas mídias sociais.[10] A Organização Mundial da Saúde declarou uma "infodemia" de informações incorretas sobre o vírus, o que representa riscos para a saúde global.[4]

Teorias da conspiração[editar | editar código-fonte]

Ícone das teorias da conspiração

Apesar uma equipe de biólogos e virologistas evolucionários, de vários países, tenha analisado o vírus em busca de pistas de que ele poderia ter sido produzido pelo homem, ou cultivado e liberado acidentalmente de um laboratório, e ter concluido que o vírus é fruto da seleção natural, não da bioengenharia, ainda grupos oferecem teorias de conspiração de causas e métodos alternativos ou origem não natural do vírus.[11] Em 14 de setembro de 2020, um artigo não revisado por pares, escrito pela virologista chinesa Li-Meng Yan, uma das cientistas que ganharam notoriedade por defender essa tese, foi publicado em co-autoria com outros 3 pesquisadores.[12]

Mercado de Wuhan[editar | editar código-fonte]

Um documento de fevereiro de 2020, erroneamente descrito por vários meios de comunicação[13] como um "estudo científico" fornece a evidência supostamente baseada na ciência de um vírus escapando de um laboratório.[14] Este artigo, como é, apenas destaca a distância entre o mercado de frutos do mar e os laboratórios e alegou falsamente ter identificado casos em que agentes virais haviam escapado dos laboratórios biológicos de Wuhan no passado. Com esses dois elementos, metade deles factuais, os autores chegaram à conclusão abrangente de que "alguém estava envolvido com a evolução do coronavírus 2019-nCoV" e "o coronavírus assassino provavelmente se originou de um laboratório em Wuhan". Embora os vírus da SARS tenham escapado de um laboratório de Pequim em pelo menos quatro ocasiões, esse evento não foi documentado em Wuhan.[15] O documento também afirma, sem evidências, que os resíduos infecciosos do Centro de pesquisa de Wuhan para Controle e Prevenção de Doenças[16] foram jogados fora do laboratório mais perto do mercado como lixo comum.[17] Em resumo, este artigo - que foi publicado pela primeira vez e posteriormente excluído do site de redes sociais acadêmicas ResearchGate - acrescenta nada além de informações erradas ao debate sobre as origens do novo coronavírus e não é um estudo científico real.

Genes relacionados ao HIV[editar | editar código-fonte]

Outra linha de raciocínio pseudocientífico diz respeito a alegações de que o vírus é construído com perfeição demais para infectar seres humanos e ser um vírus de origem natural. Um grande ponto de discussão nesse espaço decorre de um artigo que mais tarde foi retirado pelos próprios autores. Em 2 de fevereiro, uma equipe de pesquisadores indianos divulgou uma pré-impressão não revisada por pares de um artigo afirmando ter encontrado semelhanças "estranhas" entre estruturas de aminoácidos no SARS-CoV-2 e HIV.[18] "É improvável que a descoberta", argumentaram eles, "seja de natureza incidental", aparentemente implicando um nível de engenharia humana por trás do vírus.[19] O artigo foi rapidamente retirado pelos autores, de acordo com o STAT News,[20] com comentaristas notando os métodos apressados do estudo e provável conclusão coincidente, se não totalmente incorreta. Um artigo de 14 de fevereiro, este revisado por pares, “não demonstrou evidências de que as seqüências dessas quatro inserções sejam específicas para o HIV-1 ou que os vírus [SARS-CoV-2] obtenham essas inserções do HIV-1”.[21] Um especialista em doenças infecciosas publicou sobre as origens do SARS-CoV-2, concluindo que "as chamadas sequências de HIV são muito curtas - nada mais que chance aleatória".[22]

Vírus "quimera" criado a partir de HIV, gripe e SARS[editar | editar código-fonte]

Após a retirada e refutação do documento sobre HIV mencionado acima - Joseph Mercola, um guru da medicina alternativa, publicou uma “entrevista com especialistas”[23] com Francis Boyle,[24] advogado sem treinamento formal em virologia. Essa entrevista conseguiu mesclar todas as falsas alegações científicas descritas anteriormente em uma narrativa que foi amplamente compartilhada online. Naquela entrevista, Boyle afirmou:

O vírus COVID-19 é uma quimera. Inclui o SARS, um coronavírus já armado, juntamente com material genético do HIV e possivelmente vírus da gripe.

O conhecimento de Boyle, afirmou nesta entrevista, não vem de ter trabalhado para o governo dos EUA, de ter qualquer tipo de autorização de segurança ou de ter "acesso a qualquer tipo de informação secreta". Não está claro, então, que experiência ele está fundamentando a alegação falsa de que "a única razão para essas instalações do BSL-4 ... é a pesquisa, desenvolvimento, teste e armazenamento de armas biológicas ofensivas".[25]

Ele acrescentou que conhece "muitos cientistas americanos que colaboram com o Instituto Wuhan de Virologia" e que "não possui capacidade ofensiva de desenvolvimento de armas biológicas".

Um professor de epidemiologia, Matt Koci,[26] disse que "a ideia de que os laboratórios de nível 4 servem apenas para armar patógenos [e] que as pessoas vão encontrar doenças e depois as armam ... não faz sentido".[27]

Falsas medidas preventivas[editar | editar código-fonte]

Entre as supostas medidas preventivas contra o COVID-19 difundidas sem comprovação científica se incluem:

Esforços para combater a desinformação[editar | editar código-fonte]

Em 2 de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu uma "infodemia maciça", citando a abundância excessiva de informações relatadas, precisas e falsas, sobre o vírus que "dificulta que as pessoas encontrem fontes confiáveis e orientações confiáveis quando precisam disso." A OMS declarou que a alta demanda por informações oportunas e confiáveis incentivou a criação de uma linha direta de funcionamento ininterrupto, na qual as equipes de comunicação e mídia social da organização monitoram e respondem a desinformação por meio de seu site e páginas de mídia social.[35][36][37] A OMS desmascarou especificamente como falsas algumas alegações que circularam nas mídias sociais, incluindo a de que uma pessoa pode dizer se está com o vírus ou não simplesmente prendendo a respiração, a de que beber muita água protegerá contra o vírus, e também a de que gargarejos de água salgada de evitam a infecção.[38]

Facebook, Twitter e Google afirmaram que estavam trabalhando com a OMS para resolver "desinformação".[39] Em um post de blog, o Facebook afirmou que removeria o conteúdo sinalizado pelas principais organizações globais de saúde e autoridades locais que violarem sua política de conteúdo sobre informações incorretas que levam a "danos físicos".[40] O Facebook também está dando publicidade gratuita à OMS.[41]

No final de fevereiro a Amazon removeu mais de um milhão de produtos que alegavam poder curar ou proteger contra o coronavírus e removeu dezenas de milhares de listagens de produtos de saúde com preços abusivos.[42]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Mensagem do presidente da ABC sobre a pandemia – ABC» 
  2. «China coronavirus: Misinformation spreads online about origin and scale». BBC News. 30 de janeiro de 2020. Consultado em 8 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2020 
  3. Taylor, Josh (31 de janeiro de 2020). «Bat soup, dodgy cures and 'diseasology': the spread of coronavirus misinformation». The Guardian. Consultado em 3 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2020 
  4. a b c d Natasha Kassam (25 de março de 2020). «Disinformation and coronavirus». The Interpreter. Lowy Institute 
  5. a b «Here's A Running List Of Disinformation Spreading About The Coronavirus». Buzzfeed News. Consultado em 8 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2020 
  6. a b Jessica McDonald (24 de janeiro de 2020). «Social Media Posts Spread Bogus Coronavirus Conspiracy Theory». factcheck.org. Consultado em 8 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2020 
  7. Hannah Murphy, Mark Di Stefano & Katrina Manson (20 de março de 2020). «Huge text message campaigns spread coronavirus fake news». Financial Times 
  8. Mihir Zaveri (16 de março de 2020). «Be Wary of Those Texts From a Friend of a Friend's Aunt». New York Times 
  9. Ghaffary, Shirin; Heilweil, Rebecca (31 de janeiro de 2020). «How tech companies are scrambling to deal with coronavirus hoaxes». Vox. Consultado em 8 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2020 
  10. Robert H. Shmerling (1 de fevereiro de 2020). «Be careful where you get your news about coronavirus». Harvard Health Blog. Consultado em 25 de março de 2020 
  11. «No, the coronavirus wasn't made in a lab. A genetic analysis shows it's from nature» (em inglês). 26 de março de 2020 
  12. Yan, Li-Meng; Kang, Shu; Guan, Jie; Hu, Shanchang (14 de setembro de 2020). «Unusual Features of the SARS-CoV-2 Genome Suggesting Sophisticated Laboratory Modification Rather Than Natural Evolution and Delineation of Its Probable Synthetic Route». doi:10.5281/ZENODO.4028830. Consultado em 17 de setembro de 2020 
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  14. McGleenon, Brian (16 de fevereiro de 2020). «Coronavirus bombshell: 'REAL cause' of outbreak claim - Chinese scientists break cover» (em inglês) 
  15. «Threatened pandemics and laboratory escapes: Self-fulfilling prophecies» (em inglês). 31 de março de 2014 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]