Desvenlafaxina

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Desvenlafaxina, também conhecido como S-desmetilvenlafaxina, é uma droga sintética antidepressiva da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN). Desenvolvido e comercializado pela Wyeth (agora parte da Pfizer).

Desvenlafaxina é uma forma sintética do principal metabólito ativo da venlafaxina (vendida sob a marca Effexor, entre outras). Ela está sendo indicada como o primeiro não-hormonal para tratamento da menopausa[carece de fontes?].

Mecanismo de ação[editar | editar código-fonte]

Tanto a venlafaxina como a desvenlafaxina inibem a recaptação neuronal da serotonina pelo seu transportador (SERT). Essas substâncias também inibem o transportador de norepinefrina (NET), mas de acordo com estudos in vitro a afinidade de ambos os fármacos é significativamente maior para o SERT em comparação com o NET, sendo esta proporção de 30:1 para a venlafaxina[1][2] e 14:1 para a desvenlafaxina[2][3]. Esta menor afinidade serotonérgica da desvenlafaxina, em comparação com a venlafaxina, tem sido associada ao seu menor perfil de efeitos colaterais.[carece de fontes?]

Em pacientes de metabolismo normal, aproximadamente 70% da dose ingerida de venlafaxina é metabolizada em desvenlafaxina.[4]

Há evidências de dados experimentais e clínicos sugerindo que há uma relação dose-resposta em termos de eficácia clínica e afinidades farmacológicas.[carece de fontes?] Na sua dose terapêutica mais baixa (75 mg / dia), a venlafaxina bloqueia apenas a recaptação da serotonina. Assim, pode-se dizer que a 75 mg venlafaxina funcionaria como um ISRS.

No caso da venlafaxina, à medida que a dose aumenta, o mesmo acontece com o seu efeito noradrenérgico. Acredita-se[quem?] que, numa gama de 150-225 mg por dia, a venlafaxina apresente a sua dupla atividade como bloqueador da reabsorção de serotonina e noradrenalina.[carece de fontes?]

Embora esta hipótese não possa ser testada completamente até que um ligando radioativo seja desenvolvido, de modo que os estudos clínicos in vivo possam ser executados. Um exemplo não relacionado deste tipo de estudos são os estudos de PET que medem a ocupação do receptor D2 e ​​correlacionam com a atividade antipsicótica.[carece de fontes?]

Já no caso da desvenlafaxina, a 50 mg / dia o fármaco inibe tanto a recaptação de serotonina como a recaptação de norepinefrina. A afinidade não parece alterar-se quando a dose é aumentada para 100 mg / dia.[5]

Uma revisão de ensaios clínicos concluiu que, embora a segurança e eficácia até 400 mg/dia tenha sido estabelecida, não foram demonstrados benefícios adicionais a doses diárias superiores a 50 mg. A ocorrência de efeitos adversos e descontinuação do tratamento, por outro lado, foi maior nas doses mais altas. No entanto, o estudo observa que não foram conduzidos ensaios de doses mais altas em pacientes que não responderam adequadamente à dose de 50mg/dia.[6]

Perfis de afinidade [2][3]
Alvos biológicos IC-50 (Nm) Ki (Nm
SERT 47.3 40.2
NET 531.3 558.4

História[editar | editar código-fonte]

A desvenlafaxina foi aprovada para uso nos EUA pela FDA em maio de 2008.[7] No Brasil, foi aprovada pela Anvisa em julho de 2008.[8]

Estrutura química de Desvenlafaxina
Desvenlafaxina
Star of life caution.svg Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
4-[2-dimethylamino-1-(1-hydroxycyclohexyl)
ethyl]phenol
Identificadores
CAS 93413-62-8
ATC N06AX23
PubChem 125017
Informação química
Fórmula molecular C16H25NO2 
Massa molar 263.375 g/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade ?
Ligação a proteínas alta >90%
Metabolismo CYP1A2 e CYP 2D6
Meia-vida 12 horas
Excreção ?
Considerações terapêuticas
Administração per os
DL50 ?

Nomes comerciais[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bymaster, Frank P.; Dreshfield-Ahmad, Laura J.; Threlkeld, Penny G.; Shaw, Janice L.; Thompson, Linda; Nelson, David L.; Hemrick-Luecke, Susan K.; Wong, David T. (2001-12). «Comparative Affinity of Duloxetine and Venlafaxine for Serotonin and Norepinephrine Transporters in vitro and in vivo , Human Serotonin Receptor Subtypes, and Other Neuronal Receptors». Neuropsychopharmacology (em inglês). 25 (6): 871–880. ISSN 1740-634X. doi:10.1016/S0893-133X(01)00298-6  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. a b c Deecher, Darlene C.; Beyer, Chad E.; Johnston, Grace; Bray, Jenifer; Shah, S.; Abou-Gharbia, M.; Andree, Terrance H. (1 de agosto de 2006). «Desvenlafaxine Succinate: A New Serotonin and Norepinephrine Reuptake Inhibitor». Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics (em inglês). 318 (2): 657–665. ISSN 0022-3565. PMID 16675639. doi:10.1124/jpet.106.103382 
  3. a b «PDSP Database - UNC». pdsp.unc.edu. Consultado em 1 de outubro de 2019 
  4. Foye, William O.; Lemke, Thomas L.; Williams, David A., 1938- (2013). Foye's principles of medicinal chemistry 7th ed ed. Philadelphia: Wolters Kluwer Health/Lippincott Williams & Wilkins. ISBN 9781609133450. OCLC 748675182 
  5. «Venlafaxine and Desvenlafaxine: Differences and Similarities - Psychopharmacology Institute». psychopharmacologyinstitute.com. Consultado em 18 de novembro de 2016 
  6. Liebowitz, Michael R.; Tourian, Karen A. (2010). «Efficacy, Safety, and Tolerability of Desvenlafaxine 50 mg/d for the Treatment of Major Depressive Disorder:A Systematic Review of Clinical Trials». Primary Care Companion to The Journal of Clinical Psychiatry. 12 (3). ISSN 1523-5998. PMC 2947544Acessível livremente. PMID 20944767. doi:10.4088/PCC.09r00845blu 
  7. «Pfizer's PRISTIQ® (desvenlafaxine) Demonstrates Low Potential For Sexual Dysfunction in Adults with Major Depressive Disorder | Pfizer: One of the world's premier biopharmaceutical companies». www.pfizer.com. Consultado em 18 de novembro de 2016 
  8. «Anvisa aprova Pristiq para tratamento da depressão». abp.org.br. Consultado em 18 de novembro de 2016 
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