Dez pragas do Egito

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Quadro "A Sétima Praga", de John Martin.

As dez pragas do Egito são as dez pragas que, segundo a Bíblia, o Deus israelense enviou pelas mãos de Moisés sobre o Faraó do Egito e seu povo, narradas no livro de Êxodo, capítulos 7—12. As pragas foram enviadas para que Israel fosse libertado da terra do Egito, segundo a narrativa Bíblica, e se reconhecesse a unicidade de Yahweh, outro nome do Deus israelita

As pragas pareceriam dirigidas às divindades egípcias específicas, como o deus Nilo, os deuses animais, culminando com a morte do primogênito de Faraó já que este era considerado uma divindade.[1]

As dez pragas descritas no texto foram, em ordem cronológica:

  1. Águas em sangue דָם (Dam)
  2. Rãs צְּפַרְדֵּעַ (Tsifardeah)
  3. Piolhos כִּנִּים (Kinim)
  4. Moscas עָרוֹב (Arov)
  5. Doenças nos animais דֶּבֶר (Dever)
  6. Sarna que rebentava em úlceras שְׁחִין (Shkhin)
  7. Saraiva com fogo בָּרָד (Barad)
  8. Gafanhotos אַרְבֶּה (Arbeh)
  9. Trevas חוֹשֶך (Choshech)
  10. Morte dos primogênitos מַכַּת בְּכוֹרוֹת (Makat b'chorot)

Verificação arquelógicas[editar | editar código-fonte]

Algumas evidências arqueológicas foram consideradas, e alguns estudiosos propuseram a hipótese de que as pragas se referem a catástrofes ecológicas, motivadas principalmente pela explosão do vulcão Santorini.[2]

Hipótese da origem vulcânica[editar | editar código-fonte]

1. As águas do Nilo tingem-se de sangue:

A explosão do Vulcão Santorini espalhou cinzas por sobre o Egito. A lama e a fumaça que caíram sobre o rio torna quente a água do Nilo e provoca a reprodução descontrolada de algas pirrófitas que causam o fenômeno da maré vermelha colorindo as águas com cor de sangue.

2. Rãs cobrem a terra:

A intoxicação das águas faz com que as rãs e sapos fujam do rio, espalhando-se por toda a região.

3. Piolhos atormentam homens e animais:

Com a morte de muitos animais, as carcaças podres proliferam grande quantidade de moscas, além delas existe também naquela região o maruim, piolhos.

4. Moscas escurecem o ar e atacam homens e animais:

Outro tipo de inseto, a mosca dos estábulos, transforma-se em praga, atacando todo tipo de mamífero que encontra.

5. Uma peste atinge os animais:

A peste equina africana e a peste língua-azul, doenças transmitidas pelo maruim, mataram a maioria dos mamíferos.

6. Pústulas cobrem homens e animais:

O mormo, uma doença equina que também ataca o homem, é transmitida pela mosca dos estábulos provocando úlceras na pele.

7. Chuva de granizo destrói plantações:

O granizo pode cair nas regiões desérticas do Mediterrâneo, embora seja um fenómeno relativamente raro. Misturado com raios, da a ilusão de ser saraiva. Também se supõe que proveio do encontro entre uma massa de ar quente e uma massa de ar fria que causa ventos, chuva forte, ou tempestades eléctricas, que os egípcios poderiam interpretar como chuva de fogo.

8. Nuvem de gafanhotos ataca plantações:

Após a tempestade, os ventos fortes mudaram o curso dos gafanhotos etíopes.

9. Escuridão encobre o Sol por três dias:

Uma tempestade de areia pode durar dias e é capaz de encobrir completamente a luz do Sol. É possível que o mesmo fenómeno que ocorreu com os raios tenha encoberto o Sol, devido às correntes de areia do deserto do Saara levantadas pelo vento.

10. Os primogénitos de homens e animais morrem:

Com a escassez de alimentos, causada pela morte dos animais e peixes e a devastação das plantações.Cereais eram guardados em celeiros, ou abaixo da terra para serem protegidos da contaminação, mas já estavam contaminados por vestígios dos gafanhotos e/ou moscas dos estábulos, e junto com o forte calor os grãos podem desenvolver um tipo de fungo altamente tóxico. Como no Egito antigo os primogénitos (tanto humanos quanto dos animais) tinham a preferência na alimentação, uma tradição no Egito antigo, tanto para homens quanto para animais(recebiam a primeira porção, logo a mais contaminada por ser mais vulnerável, e uma porção extra no final) como eram muitas toxinas, era possível a morte dos primogênitos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. livro de Êxodo, capítulos 11.1-12,36
  2. [1]