Diário de Anne Frank

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Disambig grey.svg Nota: Para a adaptação cinematográfica deste o livro, veja O Diário de Anne Frank.
Het Achterhuis
Diário de Anne Frank (PT)
O Diário de Anne Frank (BR)
Autor(es) Anne Frank
Idioma língua neerlandesa
País  Países Baixos
Editora Contact Publishing
Lançamento 1947
Páginas o número de páginas varia conforme a edição do livro, mas a edição mais completa conta com 414 páginas.
Edição portuguesa
Tradução Ilse Losa
Editora Record
Lançamento 1955
Páginas 414
Edição brasileira
Tradução Elia Ferreira Edel
Editora Record
Lançamento 2003
Páginas 414

O Diário de Anne Frank é um livro escrito por Anne Frank entre 12 de junho de 1942 e 1.º de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. É conhecido por narrar momentos vivenciados pelo grupo de judeus confinado num esconderijo durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Publicado originalmente com o título de Het Achterhuis. Dagboekbrieven 14 Juni 1942 – 1 Augustus 1944 (O Anexo: Notas do Diário 14 de junho de 1942 - 1º de agosto de 1944) pela editora "Contact Publishing" em Amsterdã em 1947, o diário recebeu ampla atenção popular e da crítica após sua publicação inglês intitulada "Anne Frank: The Diary of a Young Girl" pela Doubleday & Company (Estados Unidos) e Vallentine Mitchell (Reino Unido) em 1952.

Desde então, foi publicado em mais de 40 países e traduzido em mais de 70 idiomas, e vendeu mais de 35 milhões de cópias em todo o mundo,[1] sendo 16 milhões só no Brasil.[2]

Sua popularidade inspirou a peça de teatro "The Diary of Anne Frank", de 1955, dos roteiristas Frances Goodrich e Albert Hackett, que também a adaptaram para uma versão cinematográfica de 1959.

Suas anotações foram declaradas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio da humanidade. Além disso, o livro figura na 19a posição da lista Os 100 livros do século segundo o Le Monde

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Em 9 de julho de 1942, Anne, seus pais, sua irmã e outros judeus (Albert Dussel e a família van Daan) se esconderam em um Anexo secreto junto ao escritório de Otto H. Frank (pai de Anne), em Amsterdã, durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Inicialmente, Anne Frank usa seu diário para contar sobre sua vida antes do confinamento e depois narra momentos vivenciados pelo grupo de pessoas confinadas no Anexo. Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdã. Separaram Anne de seus pais e levaram-nos para os campos de concentração. O diário de Anne Frank foi entregue por Miep Gies a Otto H. Frank, seu pai, após a morte de Anne Frank ser confirmada. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen em março de 1945, quando tinha 15 anos.[3]

Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu ao campo de concentração. Em 1947, o pai decidiu publicar o diário. Os manuscritos de Anne Frank estão expostos na Anne Frank House, em Amsterdã. Os direitos autorais da obra pertencem à Anne Frank Fonds (Fundação Anne Frank), fundada por Otto H. Frank em 1963, na Basileia, Suíça.

Controvérsias sobre autenticidade[editar | editar código-fonte]

Quando morreu, em 1980, Otto Frank deixou os manuscritos da filha para o Instituto Estatal Neerlandês para Documentação de Guerra 1,[4] em Amsterdã. Como a autenticidade do diário fora questionada desde a sua primeira publicação, principalmente pelo revisionista francês Robert Faurisson (autor de Le Journal d'Anne Frank est-il authentique?, de 1980), o Instituto para Documentação de Guerra ordenou uma investigação total. Assim que foi dado como autêntico, sem qualquer sombra de dúvida, o diário foi publicado na sua totalidade. Junto a ele foram publicados os resultados de um estudo exaustivo, artigos sobre o passado da família Frank, as circunstâncias relativas à prisão e deportação de Anne Frank e seu exame de caligrafia, do documento e dos materiais usados.[5] As alegações segundo as quais diversas páginas do diário teriam sido escritas (após a guerra ou não) por outra(s) pessoa(s), foram refutadas definitivamente.

Em 2007, a validação do diário foi definitiva.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Berger, Joseph (4 de novembro de 2014). «Recalling Anne Frank, as Icon and Human Being». The New York Times. ISSN 0362-4331. Consultado em 4 de maio de 2017. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2017 
  2. «Anne Frank: direitos do diário acabam em 2016?» 
  3. O Globo
  4. http://www.oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2666:anne-frank-parte-2&catid=78:internacionais&Itemid=433
  5. FRANK, Otto H. & PRESSLER, Mirjam. O diário de Anne Frank: edição definitiva. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p. 6.
  6. Diário tem autenticidade comprovada. Página Inicial, acessada em 8 de dezembro de 2013.


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