Diário de Anne Frank

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Het Achterhuis
Diário de Anne Frank (PT)
O Diário de Anne Frank (BR)
Autor (es) Anne Frank
Idioma língua neerlandesa
País  Países Baixos
Género Diário
Editora Contact Publishing
Lançamento 1947
Edição portuguesa
Tradução Ilse Losa
Editora Record
Lançamento 1955
Páginas 352
Edição brasileira
Tradução Elia Ferreira Edel
Editora Record
Lançamento 1982
Páginas 222

Diário de Anne Frank é um livro escrito por Annelies Marie Frank entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Em 9 de julho 1942, Anne escondeu-se com sua família e outros judeus (a família van Daan e Albert Dussel) num "Anexo" secreto junto ao escritório do pai, em Amsterdã, durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Anne Frank, com treze anos de idade, inicialmente usa seu diário para contar sobre sua vida antes do confinamento e depois narra momentos vivenciados pelo grupo de pessoas confinadas no "Anexo".

Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdã. Separaram Anne de seus pais e levaram-nos para os campos de concentração. O Diário de Anne Frank foi entregue por Miep Gies a Otto H. Frank, seu pai, após a morte de Anne Frank ser confirmada. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen em fevereiro de 1945, quando tinha 15 anos.[1]

Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu no campo de concentração. Em 1947, o pai decidiu publicar o diário. O diário está no Instituto Neerlandês para a Documentação da Guerra. O Fundo Anne Frank (na Suíça) ficou como herdeiro dos direitos da obra de Anne Frank. Otto Heinrich Frank faleceu em 1980.

Depois de receber um prêmio humanitário da Fundação Anne Frank em 1994, Nelson Mandela chamou uma multidão em Johannesburgo, dizendo que ele tinha lido o diário de Anne Frank enquanto estava na prisão e que o livro lhe trouxe muito estímulo. Na luta contra o nazismo e o apartheid, ele explicou o paralelo entre as duas filosofias: porque estas crenças são patentemente falsas e porque eram e sempre serão desafiadas por gente como Anne Frank, elas estão no limite do fracasso.

O Diário de Anne Frank já vendeu mais de 30 milhões de cópias. Foi publicado em mais de 60 países e está traduzido em mais de 70 línguas.[2]

Controvérsias sobre a autenticidade do diário de Anne Frank[editar | editar código-fonte]

Quando morreu, em 1980, Otto Frank deixou os manuscritos da filha para o Instituto Estatal Neerlandês para Documentação de Guerra 1[3], em Amsterdã. Como a autenticidade do diário fora questionada desde a sua primeira publicação, principalmente pelo revisionista francês Robert Faurisson (autor de Le Journal d'Anne Frank est-il authentique?, de 1980), o Instituto para Documentação de Guerra ordenou uma investigação total. Assim que foi dado como autêntico, sem qualquer sombra de dúvida, o diário foi publicado na sua totalidade. Junto a ele foram publicados os resultados de um estudo exaustivo, artigos sobre o passado da família Frank, as circunstâncias relativas à prisão e deportação de Anne Frank e seu exame de caligrafia, do documento e dos materiais usados.[4] As alegações segundo as quais diversas páginas do diário teriam sido escritas (após a guerra ou não) por outra(s) pessoa(s), foram refutadas definitivamente.

Em 2007, a validação do diário foi definitiva.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O Globo
  2. «Anne Frank: direitos do diário acabam em 2016?». 
  3. http://www.oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2666:anne-frank-parte-2&catid=78:internacionais&Itemid=433
  4. FRANK, Otto H. & PRESSLER, Mirjam. O diário de Anne Frank: edição definitiva. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p. 6.
  5. Diário tem autenticidade comprovada. Página Inicial, acessada em 8 de dezembro de 2013.