Diáspora judaica

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Mapa mostrando a diáspora judaica no mundo por volta de 1490.

Diáspora judaica (no hebraico tefutzah, "dispersado", ou גלות galut "exílio") refere-se a diversas expulsões forçadas dos judeus pelo mundo e da consequente formação das comunidades judaicas fora do que hoje é conhecido como Israel, partes do Líbano e Jordânia (por dois mil anos).

Primeira diáspora (galut bavel)[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Bíblia, a diáspora é fruto da idolatria e rebeldia do povo de Israel e Judá para Deus, o que fez com que este os tirasse da terra que lhes prometera e os espalhasse pelo mundo até que o povo de Israel retornasse para a obediência a Deus, onde seriam restaurados como uma nação soberana e senhora do mundo. De acordo com a Moderna História, a diáspora judaica aconteceu pelo confronto do povo judaico com outros povos que desejavam subjugar sua cultura e dominar o seu território.

Geralmente se atribui o início da primeira diáspora judaica ao ano de 586 a.C., quando Nabucodonosor II — imperador babilônico — invadiu o Reino de Judá, destruindo a Jerusalém e o Templo, e deportando os judeus para a Mesopotâmia. Mas esta dispersão se inicia antes, em 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte é destruído pelos assírios, e as dez tribos de Israel são levadas como cativas à Assíria; Judá passa a pagar altos impostos para evitar a invasão, o que não será possível negociar com Nucodonosor II.

Diáspora na Babilônia[editar | editar código-fonte]

Com a conquista de Judá, cerca de quarenta mil judeus foram deportados para a Babilônia, onde floresceram como comunidade e mantiveram suas práticas e costumes religiosos, associados a outros costumes herdados dos babilônios. A assimilação fez com que o hebraico perdesse sua importância em função do aramaico, que se tornou a língua comum. Com a queda do poder babilônico e a ascensão do xá aquemênida Ciro I, este permitiu que algumas comunidades judaicas retornassem para a Judeia, mas a grande maioria da população judaica preferiria permanecer em Babilônia, onde tinham uma sociedade constituída, do que retornar às vicissitudes da reconstrução de um país.

Com o domínio romano sobre a Judeia, a maior parte dos judeus que viviam na Judeia emigrou para Babilônia, que se tornou o maior centro comunitário judaico no mundo até o século XI. Ao vencerem os partas em 226, os persas novamente conquistam a Babilônia, mas os judeus permanecem com uma relativa autonomia sob a liderança do exilarca ou Resh Galuta (Príncipe do Exílio), descendente de Davi. No século IV é compilado o Talmud Babilônico, e tem início a crise caraíta.

A comunidade judaica na Babilônia perdurou solidamente através da história, influenciando o judaísmo mundial também na segunda diáspora, e só deixará de existir com a emigração dos judeus do Iraque no século XX.

Segunda diáspora[editar | editar código-fonte]

A segunda diáspora aconteceu muitos anos depois, em 70 d.C. Os romanos destruíram Jerusalém, o que acarretou uma nova diáspora, fazendo os judeus irem para outros países da Ásia Menor, África ou sul da Europa. As comunidades judaicas estabelecidas nos países do leste Europeu ficaram conhecidas como Ashkenazi (não confunda com os netos de Noé). Os judeus do norte da África (sefardins) migram para a península Ibérica. Expulsos de lá pelo crescente cristianismo do século XV, migram para os Países Baixos, Bálcãs, Turquia, Palestina e, estimulados pela colonização europeia, chegam ao continente americano. Na Etiópia a presença judaica é conhecida como Beta Israel.

Sionismo[editar | editar código-fonte]

O sionismo (de Sião, nome do monte onde ficava o templo de Jerusalém), surgiu na Europa em meados do século XIX. Inicialmente de caráter religioso, o sionismo pregava a volta dos judeus à Terra de Israel, como forma de estreitar os laços culturais do povo judeu em torno de sua religião e de sua cultura ancestral.

Criação do Estado de Israel[editar | editar código-fonte]

Estima-se que seis milhões de judeus foram exterminados nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Isso impulsionou o restabelecimento do Estado de Israel, o verdadeiro lar do povo judeu, depois de quase dois mil anos em domínio estrangeiro. A diáspora terminou em 1948, com a tomada da Palestina, o que criou o Moderno Estado de Israel. Em 1996, estimou-se que havia seis milhões de judeus vivendo em Israel, cerca de 5,5 milhões nos Estados Unidos, 400000 na França, 380000 no Canadá, 375000 no Reino Unido, 190000 na Rússia, 180000 na Argentina, 120000 na Alemanha, 110000 no Brasil e 70000 no Chile.[1]

Movimentos antissionistas[editar | editar código-fonte]

As visões a respeito da diáspora (tefutzah) se misturam. Enquanto boa parte dos judeus apoia o sionismo (retorno a Israel), outros — uma minoria denominada Naturei Karta — e também pequenos grupos não radicais mostram oposição ao conceito de moderna nação como um Estado democrático secular, e acreditam que esta só poderá existir após a chegada do Messias.

Referências

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