Dia da mulher negra

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O Dia da mulher negra é o dia 25 de julho, instituído pelo governo do Brasil pela Lei nº 12.987/2014 em 2014.

A data do Dia da mulher negra foi inspirada no Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha (dia 31 de julho), criado em julho de 1992. O Dia da mulher negra é comemorado desde o início do século XXI. Essa data também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII. Em comemoração, são realizadas audiências públicas, festivais, seminários, conferências e feiras, entre outras atividades, que têm por objetivo reafirmar a identidade, a história e a luta das mulheres negras brasileiras. Lembram que o Brasil foi em grande parte construído através, por cima e com sacrifício da mulher negra, que foi ama, babá, escrava, amante e prostituta para gerações de brasileiros, assim como também em vários outros países.[1] A chegada das mulheres africanas marcou a formação social brasileira. Na escravidão mulher negra sofreu uma dupla exploração, além der ser escravizada sofrendo da violência inerente a esse sistema ela foi também explorada sexualmente como amante, objeto de estupros e prostituta.[2][3][4] Além disso, essas mulheres trouxeram tradições ancestrais que influenciaram a língua, os costumes, a alimentação, a medicina e a arte, além de introduzirem métodos agrícolas, vários produtos e valores coletivos no Brasil.

Cenário[editar | editar código-fonte]

Até hoje mulheres negras sofrem de várias formas de discriminação. Elas ganham muito menos do que mulheres ou homens brancos e também menos do que homens negros. Elas são em maior escala vítimas de violência, estupros, tráfico de mulheres e prostituição forçada. Uma prostituta negra recebe de seus clientes geralmente só a metade em relação a uma prostituta branca, sofre mais violência do lado de cafetões, clientes e outros e é mais vezes vítima de doenças sexualmente transmissíveis e outras doenças.[5][6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dia da mulher negra é comemorado em todo o país
  2. Gil Freyre: Casa-Grande & Senzala, 48. tiragem, Recife, 2003, p.537 ff. No internet aqui.
  3. Renata Maria Coimbra Libório, Sônia M. Gomes Sousa: A exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, Sao Paulo, 2004, p. 242ss. No internet aqui.
  4. Clóvis Moura: Dicionário da Escravidão Negra no Brasil, Sao Paulo, 2004, p. 327ss, no internet aqui.
  5. Outra face da prostituição de idosas, negras e analfabetas
  6. Mulheres negras são preteridas na prostituição

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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