Diadema de Jorge IV

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Rainha Vitoria usa o diadema em 1839


Diadema de Estado de Jorge IV,[1] oficialmente Diadema de Diamante, é uma coroa feita em 1820 ao rei Jorge IV (r. 1820–1830).[2] Foi usada pela rainha Vitoria (r. 1837–1901) em sua cerimônia de coroação e a rainha Isabel II (r. 1953–presente) usa-a em aberturas do parlamento.[1] Quando não está em uso, o diadema é exibido na Galeria da Rainha no Palácio de Buckingham.[3]

Origem[editar | editar código-fonte]

Jorge IV encomendou a Rundell & Bridge para fazer o diadema em 1820 a um custo de £ 8.216. A taxa incluiu uma taxa de aluguel de £ 800 para os diamantes, mas não há provas de que eles nunca foram devolvidos aos joalheiros.[2] Jorge usava o diadema sobre seu barrete de veludo na procissão para sua coroação na Abadia de Westminster.[4]

Descrição[editar | editar código-fonte]

A estrutura de ouro e prata, medindo 7,5 centímetros de altura e 19 em diâmetro, é decorada com 1 333 diamantes pesando um total de quilates (64 gramas), incluindo um diamante amarelo de quatro quilates na cruz pátea frontal.[5] Junto da base há duas fileiras de pérolas. Originalmente, a fileira superior tinha 86 pérolas e a inferior 64, mas foram alteradas para 81 e 88 em 1902.[6] Em vez da flor-de-lis heráldica geralmente vista em coroas britânicas, o diadema tem quatro buques de rosas, cardos e trevos, os símbolos florais da Inglaterra, Escócia e Irlanda respectivamente, alternando com quatro cruzes páteas em torno do topo de sua base.[7]

Uso[editar | editar código-fonte]

Ele foi usado por toda rainha reinante e rainha consorte desde Adelaide, esposa de Guilherme IV (r. 1830–1837). O diadema foi refeito com jóias da coleção real de Vitoria (r. 1837–1901).[8] Isabel II (r. 1953–presente) usou o diadema na procissão para sua coroação em 1953[9] e também a usa na procissão à anual Cerimônia de Abertura do Parlamento.[10] Quando não está em uso, o diadema é exibido na Galeria da Rainha no Palácio de Buckingham.[3]

Em arte, selos e moeda[editar | editar código-fonte]

A joia icônica apareceu em muitos retratos da rainha, incluindo um pintado por Lucian Freud em 2001[11] e um de Raphael Maklouf em 1984 que aparece na cunhagem da Comunidade das Nações. Arnold Machin projetou retrato anterior na década de 1960 que foi usado em moedas e na série Machin de selos postais no Reino Unido.[12]

Referências

  1. a b Panton 2011, p. 114.
  2. a b Editores 2017.
  3. a b Editores 2003.
  4. Allison 1991, p. 173.
  5. Editores 1992, p. 41.
  6. Twining 1960, p. 169.
  7. Van Wie 1999, p. 63–64.
  8. McConnell 1991, p. 56.
  9. Coolican 1986, p. 273.
  10. Packard 1981, p. 162.
  11. Editores 2001.
  12. Editores 2002, p. 161.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Allison, Ronald; Riddell, Sarah (1991). The Royal Encyclopedia. Londres: Macmillan Press. ISBN 978-0-333-53810-4 
  • Editores (1992). «The Journal of Gemmology». Associação Gemológica da Grã-Bretanha. 23 
  • Editores (2002). «Country Life». 196 
  • McConnell, Sophie (1991). Metropolitan Jewelry. Nova Iorque: Metropolitan Museum of Art. ISBN 978-0-87099-616-0 
  • Packard, Jerrold M. (1981). The Queen & Her Court: A Guide to the British Monarchy Today. Nova Iorque: Scribner. ISBN 978-0-684-16796-1 
  • Panton, James (2011). Historical Dictionary of the British Monarchy. Lanham, Marilândia: Scarecrow Press 
  • Van Wie, Paul D. (1999). Image, History and Politics: The Coinage of Modern Europe. Londres: University Press of America. ISBN 978-0-7618-1222-7 
  • Twining, Edward Francis (1960). A History of the Crown Jewels of Europe. Londres: B. T. Batsford