Diamantina

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Município de Diamantina
Casa da Glória em Diamantina

Casa da Glória em Diamantina
Bandeira de Diamantina
Brasão de Diamantina
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 6 de março de 1831 (186 anos)
Gentílico diamantinense [1]
Prefeito(a) Juscelino Brasiliano Roque (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Diamantina
Localização de Diamantina em Minas Gerais
Diamantina está localizado em: Brasil
Diamantina
Localização de Diamantina no Brasil
18° 14' 56" S 43° 36' 00" O18° 14' 56" S 43° 36' 00" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Jequitinhonha IBGE/2008 [2]
Microrregião Diamantina IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Bocaiúva, Carbonita, Senador Modestino Gonçalves, Couto de Magalhães de Minas, Serro, Datas, Gouveia, Monjolos, Augusto de Lima, Buenópolis, e Olhos-d'Água [1]
Distância até a capital 292 [3] km
Características geográficas
Área 3 869,830 km² [4]
População 47 647 hab. estimativa IBGE/2013[5]
Densidade 12,31 hab./km²
Altitude 1280 m
Clima Tropical de Altitude Cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,716 elevado PNUD/2010 [6]
PIB R$ 276 234,844 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 5,977 56 Reais IBGE/2010[7]
Página oficial

Diamantina é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 47 647 habitantes.[5]

É a terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Domingos José de Almeida e onde viveu a famosa escrava Chica da Silva.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI (os primeiros relatos dão conta de expedições que subiram o Rio Jequitinhonha e São Francisco) , Diamantina, como toda a região do atual estado de Minas Gerais, era ocupada por povos indígenas do tronco linguístico macro-jê[8].

Diamantina foi fundada como Arraial do Tejuco em 1713, com a construção de uma capela que homenageava o padroeiro Santo Antônio. A localidade teve forte crescimento quando da descoberta dos Diamantes em 1729. Em fins do século XVIII era a terceira maior povoação da Capitania Geral da Minas, atrás da capital Vila Rica, hoje Ouro Preto, e com população semelhante à da próspera São João del-Rei. No século XVIII cresceu devido à grande produção local de diamantes, que eram explorados pela coroa portuguesa. Foi conhecida inicialmente como Arraial do Tejuco (ou Tijuco) (do tupi tyîuka, "água podre"[9]), Tejuco e Ybyty'ro'y (palavra tupi que significa "montanha fria", pela junção de ybytyra ("montanha") e ro'y ("frio")[10]. Durante o século XVIII, a cidade ficou famosa por ter abrigado Chica da Silva, escrava alforriada que era esposa do homem mais rico do Brasil Colonial, João Fernandes de Oliveira[10].

Diamantina emancipou-se do município do Serro somente em 1831,[11] passando a se chamar Diamantina por causa do grande volume de diamantes encontrados na região. A demora se devia à necessidade de maior controle local pelas autoridades coloniais visto que já em meados do século XVIII a população era maior que a da Vila do Príncipe do Serro Frio, cabeça da comarca. A vida em Diamantina no final do século XIX foi retratada por Alice Brant no seu livro Minha Vida de Menina, que se tornou um marco da literatura brasileira após ter sido redescoberto por Elizabeth Bishop.

Em 1938, Diamantina comemorou seus cem anos de elevação à categoria de cidade, recebendo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o título de "patrimônio histórico nacional". E, no ano de 1999, foi elevada à categoria de "patrimônio da humanidade" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.[12]

Caminho dos Escravos

A cidade é um dos destinos da Estrada Real, um dos roteiros culturais e turísticos mais ricos do Brasil, e faz parte do circuito turístico dos Diamantes.[13] Apesar do grande número de turistas, a infraestrutura para receber visitantes é considerada inferior à de Ouro Preto, a primeira cidade no estado a ser reconhecida pela Unesco, e na capital de Minas, Belo Horizonte. Um grande gargalo é o trânsito, contando com uma frota local crescente e chegada de muitos carros nos fins de semana.[12]

A cidade é conhecida por suas serestas e vesperata, que é um evento em que os músicos se apresentam à noite, ao ar livre, das janelas e sacadas de velhos casarões, enquanto o público assiste das ruas.


Geografia[editar | editar código-fonte]

Diamantina vista do Cruzeiro

O município localiza-se na Mesorregião do Jequitinhonha, estando a sede a 285 km de distância por rodovia da capital Belo Horizonte. A cidade está situada a uma altitude média de 1.280 m, emoldurada pela Serra dos Cristais, na região do Alto Jequitinhonha. O município é banhado pelo rio Jequitinhonha e vários de seus afluentes, como o Ribeirão das Pedras e o Ribeirão do Inferno. A porção sudoeste do município é banhada por subafluentes do rio São Francisco, como o Rio Pardo Pequeno.[14]

Distritos e povoados[editar | editar código-fonte]

  • Conselheiro Mata
  • Desembargador Otoni
  • Extração (Curralinho)
  • Inhaí
  • Guinda
  • Mendanha
  • Batatal
  • Planalto de Minas
  • Pinheiro
  • São João da Chapada
  • Senador Mourão
  • Sopa
  • Boa Vista
  • Bom Sucesso
  • Braúna
  • Covão (Bicas d'Água)
  • Morrinhos
  • Macacos
  • Quartéis
  • Quartéis do Indaiá
  • Vau
  • Baixadão
  • Bandeirinha

Economia[editar | editar código-fonte]

Apesar de atualmente a economia de Diamantina estar muito ligada ao turismo, o perfil da economia da cidade mudou muito rapido devido a forte expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri no fim da primeira década de 2000, que acabou por se tornar o motor da economia do municipio, possuindo 26 cursos de graduação, 23 cursos de pós graduação e cerca de 1200 servidores [15] e 12000 alunos. A sociedade diamantinense, até certo ponto tradicional, ainda encontra dificuldades em se adaptar à nova dinâmica imposta pela chegada de uma população jovem e com diminutas “raízes” com as tradições locais. [16]. Atualmente, na gestão d Gilciano Saraiva Nogueira a Universidade tem sofrido cortes de verbas. [17]

Ecoturismo[editar | editar código-fonte]

Apesar de ter a maior parte do intenso fluxo turístico focado na arquitetura e importância histórica, o município possui um rico e variado ecossistema em seu entorno, com cachoeiras, trilhas seculares e uma enorme área de mata nativa, que teve a felicidade de ser protegida com a criação de Parques Estaduais.[18]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Os dados do Censo de 2010 [19] puderam constatar que Diamantina detinha então uma População Total de 45.884, sendo que a população urbana era de 40.062 (87,31% do total) e a rural de 5.822. Homens somavam 22.251 (48,49% do total) e mulheres eram ao todo 23.633 (51,51%). ADensidade demográfica era de 10,8 hab./km² enquanto a mortalidade infantil (por mil) foi de 32,8. A Expectativa de vida girava em torno de 68,7 anos de idade, Taxa de fecundidade (filhos por mulher) era de 2,6 e a Taxa de Alfabetização atingiu 83,4%, estes fatores contribuiram para um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,748 (IDH-M Renda: 0,752, IDH-M Longevidade: 0,765, IDH-M Educação: 0,812) (Fonte: PNUD/2000)

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Diamantina, Minas Gerais
J F M A M J J A S O N D
 
 
307
 
25
16
 
 
122
 
28
16
 
 
167
 
26
16
 
 
79
 
24
15
 
 
31
 
23
13
 
 
7.7
 
21
12
 
 
8.1
 
21
11
 
 
17
 
23
12
 
 
48
 
24
13
 
 
133
 
24
15
 
 
222
 
24
15
 
 
264
 
24
16
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Somar Meteorologia

Segundo dados da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Diamantina foi de 2,8 °C, ocorrida no dia 31 de julho de 1972. Já a máxima foi de 35,8 °C, observada dia 8 de outubro de 1987. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 202,5 mm, em 20 de novembro de 1953.

O clima de Diamantina é Tropical de Altitude tipo Cwb, ou literalmente um Clima Oceânico tipo Cwb, com verões úmidos e com dias mornos e alguns dias quentes e noites muito frescas. O mês mais quente possui uma média máxima de 27.8 °C e uma média mínima 16.1 °C (Fonte: Somar Meteorologia) que definem(27.8+16.1= 43.9/2= 21.95 °C)uma média mensal do mês mais quente abaixo dos 22 °C que segundo Köppen determina seu Clima com o radical climático Cwb e não Cwa. Os invernos são secos e relativamente frios durante às noites e dias ensolarados amenos a frescos com névoa úmida durante as manhãs, e com quase ausência total de precipitações durante este período, somente quando alguma frente fria quebra o bloqueio da grande massa seca que predomina na região sudeste do Brasil neste período, e que impede que as frentes polares, vindas do sul e impregnadas de chuvas, avancem para esta região. Nas áreas mais altas da cidade como o Campus II da UFVJM (Chamado de Campus JK), que jaz a 1.400m de altitude e o distrito de Guinda que também está a aproximadamente 1.400 metros de altitude estão mais propensos a ter mínimas e máximas mais baixas devido à altitude das mesmas. O mês mais quente é o de fevereiro e o mais frio é o de julho.[20]

Cidade-irmã[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Diamantina

Referências

  1. a b «IBGE Cidades@». O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de agosto de 2009  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "IBGE" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. «distancias-bhmunicipios». Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Consultado em 19 de agosto de 2009 
  4. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  5. a b «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1 de julho de 2013» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 4 de outubro de 2013. Consultado em 23 de janeiro de 2014 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 13 de abril de 2011 
  8. http://www.cedefes.org.br/index.php?p=colunistas_detalhe&id_pro=7
  9. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  10. a b NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.145
  11. «Diamantina». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 25 de junho de 2013 
  12. a b /diamantina-comemora-17-anos-do-titulo-de-patrimonio-da-humanidade-em-m.shtml Diamantina comemora 17 anos do título de Patrimônio da Humanidade em meio a desafios
  13. «Listagem dos Circuitos Turísticos» (PDF). Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. p. 10. Consultado em 24 de fevereiro de 2013 
  14. «Carta do Brasil SE-23-Z-A-III Diamantina» (JPG). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 2 de outubro de 2012 
  15. http://antigo.ufvjm.edu.br/noticias.html?lang=ovxcminhjegvf&start=1300
  16. http://diamantina.cedeplar.ufmg.br/2012/arquivos/O%20Munic%C3%ADpio%20de%20Diamantina%20e%20os%20Impactos.pdf
  17. http://aconteceunovale.com.br/portal/?p=115263
  18. [hhttp://www.montesclarosecoturismo.com.br/diamantina.html]
  19. http://www.ibge.gov.br/censo2010/primeiros_dados_divulgados/index.php?uf=31
  20. Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). «Dados Meteorológicos - Minas Gerais». Consultado em 12 de novembro de 2011 
  21. «Cidades irmãs, Třeboň e Diamantina». Embaixada da República Tcheca em Brasília. 9 de setembro de 2013. Consultado em 28 de dezembro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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