Diana Andringa

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Diana Andringa
Data de nascimento 21 de agosto de 1947 (68 anos)
Local de nascimento Chitato, Angola colonial
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação Jornalista

Diana Marina Dias Andringa ComIHGOL (Chitato, Dundo, Lunda Norte, 21 de Agosto de 1947) é uma jornalista portuguesa.

Chegada de Angola, onde o pai exercia funções na Diamang, iniciou o curso de Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em 1964. Aí se iniciou no jornalismo, ao colaborar nos boletins universitários, em 1965. Em 1967 torna-se redatora do Diário Popular, de onde passa para a Vida Mundial. Abandona esta revista no âmbito de uma demissão coletiva, dedicando-se em seguida à atividade de copyrighter de publicidade até ser presa pela PIDE, por apoiar a independência de Angola. Condenada a 20 meses de prisão, volta ao jornalismo ao reingressar no Diário de Lisboa, em 1971. Um ano depois, porém, parte para Paris, onde chega a frequentar o curso de Sociologia, na Universidade de Paris 8. Regressa a Portugal em 1973.

Antes de iniciar carreira na RTP passa, novamente, pela Vida Mundial (1976-1977), fixando-se definitivamente no jornalismo televisivo em 1978. Tem uma passagem pela Direção de Informação do canal público, colaborando em seguida no Telejornal e em programas diversos, como Zoom (atualidade internacional), Triangular (reportagem nacional), Informação 2 - Internacional, Grande Reportagem e Projectos Especiais.

Em 1986 volta à Direção de Programas, dirigindo Documentais e Eruditos ou Departamento de Artes e Documentários. Nesse âmbito conduz entrevistas a escritores como Jorge Luís Borges e Marguerite Yourcenar ou políticos como Kurt Waldheim, Delfim Neto, Enrico Berlinguer e Georges Marchais.

Também na RTP assinou a realização de diversos documentários, entre eles, Goa, 20 anos depois (1981), Aristides de Sousa Mendes, o cônsul injustiçado (1983), Iraque, o país dos dois rios (1985), O Caso Big Dan's[1] (1994), Humberto Delgado: obviamente, assassinaram-no (1995), Fonseca e Costa: A descoberta da vida, da luz e da liberdade, também (1996), Corte de Cabelo: história de amor, Lisboa, anos 90 (1996), Vergílio Ferreira: retrato à minuta (1996), Rómulo de Carvalho e o Seu Amigo António Gedeão[1] (1996), António Ramos Rosa - estou vivo e escrevo sol (1997), Jorge de Sena - uma fiel dedicação à honra de estar vivo[1] (1997), e José Rodrigues Miguéis: um homem do povo na história da República[1] (1998). Em 2001 foi responsável pelo programa "Artigo 37", na RTP2. Viria a abandonar a estação nesse mesmo ano, continuando no entanto a sua atividade como documentarista independente: Timor-Leste: O sonho do Crocodilo[1] (2002), Engenho e Obra: Cem anos de Engenharia em Portugal, Guiné-Bissau: As duas faces da guerra (co-realização com Flora Gomes), Dundo, Memória colonial[1] (2009) ou Tarrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta[1] (2010).

Exerceu ainda os cargos de diretora-adjunta do Diário de Lisboa (1989-1990), subdirectora de Actualidades na RTP1 (1998-2001) e subdirectora da RTP2 (2000-2001). Integrou a Comissão de Trabalhadores da RTP (1993-1998) e foi presidente da Direcção (1996-1998) e da Assembleia-Geral (1998-2001) do Sindicato dos Jornalistas.

Leccionou na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (1998-1999) e na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa (1998-2001). Em 2013, doutorou-se em Sociologia da Comunicação no ISCTE.

A 7 de Março de 1997 foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique e, em 26 de Janeiro de 2006, Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.[2]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Demasiado! uma viagem ao mundo dos refugiados (1996);
  • Memórias de papel (2000);

Referências

  1. a b c d e f g Diana Andringa (em inglês) no Internet Movie Database. Página visitada em 2014-06-21.
  2. "Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas". Resultado da busca de "Diana Marina Dias Andringa". Presidência da República Portuguesa. Consult. 2014-06-21. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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