Did Six Million Really Die?

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Did Six Million Really Die? (em inglês, Seis milhões realmente morreram?, tradução livre) é um panfleto negacionista do holocausto[1] escrito pelo membro da British National Front, Richard Verrall, sob o pseudônimo de Richard E. Harwood e publicado por Ernst Zündel em 1974.

O panfleto[editar | editar código-fonte]

Segundo Verrall, o holocausto foi uma falácia. O livro aponta vários julgamentos de crimes de guerra, como o julgamento de Adolf Eichmann e o julgamento de Nuremberg, criticando sua integridade legal e os padrões das evidências apresentadas, além de pôr em dúvida a imparcialidade e objetividade dos juízes.[carece de fontes?]

Segundo Verrall, as políticas de discriminação e emigração do Terceiro Reich foram interpretadas como extermínio mas a palavra "extermínio" nunca foi explicitamente usada quando se discutia a "solução final", e esta, segundo ele, significaria a expulsão dos judeus da Europa para Madagáscar.[carece de fontes?]

Verrall também apresenta manipulações de censos da população mundial judaica, os quais, segundo ele, não mostram uma alteração significante entre os anos 1938 e 1948, alegando também que a população judia das áreas controladas pelos nazistas nunca teria excedido 2 milhões. Sendo assim, o Holocausto teria sido fabricado pelos Aliados para ocultar os seus próprios crimes de guerra e violações dos direitos humanos (principalmente pelos assassinatos em massa promovidos por Stalin). Entretanto, segundo o American Jewish Yearbook, quando Hitler chegou ao poder, em 1933, a população judaica da Europa era de aproximadamente 9,5 milhões de pessoas.[2]

Análise da corte canadense[editar | editar código-fonte]

Em 1992 o livro foi analisado pela suprema corte canadense, a qual concluiu que a obra era uma "representação errônea do trabalho dos historiadores, desprovida de exatidão, com evidências fabricadas e citação de autoridades inexistentes".[3][4]

Referências

  1. Donald L Niewyk, The Columbia Guide to the Holocaust, Columbia University Press, 2000, p.45: "The Holocaust is commonly defined as the murder of more than 5,000,000 Jews by the Germans in World War II."
  2. Jewish population of Europe in 1933: population data by country. Jewish population of Europe in 1945. Holocaust Encyclopedia.
  3. Da decisão da corte:
    The appellant's allegations of fact in the pamphlet were divided into 85 extracts and rebutted one by one. The trial judge summarized this material at length for the jury but it will suffice here to point only to some of the more egregious examples. The pamphlet alleged that a memorandum from Joseph Goebbels revealed that the Final Solution was never more than a plan to evacuate Jews to Madagascar. It was shown that there was no such memorandum but that the reference was to Goebbels' diary entry of March 7, 1942. This diary extract was adduced and shown to state nothing of the kind. The Crown went on to point out that the entry for March 27, 1942 made clear that the Final Solution was, in fact, genocide: "Not much will remain of the Jews. On the whole, it can be said that about 60 per cent of them will have to be liquidated, whereas only about 40 per cent can be used for forced labor...."
    ..The pamphlet alleged, purportedly relying on a Red Cross report, that all concentration camps were really humane work camps. Mr. Biedermann, a delegate of the International Committee of the Red Cross, testified that the Red Cross Report pertained exclusively to prisoner of war camps as the Red Cross personnel had not been inside any camps in which civilians were detained. The Crown adduced evidence from Professor Hilberg that while some camps had labour facilities annexed to them, Belzec, Treblinka, Sobibor and Chelmno were exclusively "killing factories" and that gas chambers were in operation at Auschwitz-Birkenau and Majdanek. The numbers of Jews slaughtered was verifiable from railway records showing the payments per person made by the Gestapo for transport to the camps. These numbers were compared with those having left the camps or who were found there after liberation.
    On and on, the Crown showed that the appellant misrepresented the work of historians, misquoted witnesses, fabricated evidence, and cited non-existent authorities.
  4. Ver texto completo no lexUM

Ligações externas[editar | editar código-fonte]