Dilmun

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Dilmun ou Telmun é associada a sítios da Antiguidade nas ilhas de Bahrain, no Golfo Pérsico. Devido à sua localização junto à rota de comércio marítima que ligava a Mesopotâmia à civilização do Vale do Indo, Dilmun desenvolveu-se fortemente durante a Idade do Bronze, por volta de de 3 000 a.C., tornando-se um dos maiores entrepostos de comércio do mundo antigo.

Dilmun, às vezes descrita como 'o local onde nasce o sol' e 'a Terra dos Vivos' é o corolário de um mito de criação suméria e o lugar onde o deificado herói sumério do dilúvio, Ziusudra (nome sumério de Noé – conferir também o conceito de Utnapishtim), foi acolhido pelos deuses para viver eternamente. Após seu real declínio, Dilmun desenvolveu uma mitologia estilizada envolvendo jardins de exótica perfeição de forma tal que parece ter chegado a influenciar o conceito de Jardim do Éden. Também, num processo às avessas, baseando-se no tópico de forma mais literal, alguns tentaram estabelecer a presença dum paraíso em Dilmun.

História[editar | editar código-fonte]

O Museu Nacional de Bahrain estabelece a Idade de Ouro de Dilmun no período que se estende desde 2 200 até 1 600 a.C., enquanto que seu declínio data do tempo em que a civilização do Vale do Indo entrou em colapso repentina e misteriosamente, em meados do segundo milênio a.C. Obviamente isso privaria Dilmun de sua importância como centro comercial entre a Mesopotâmia e a Índia. A queda do grande comércio marítimo com o leste pode haver afetado a transferência de poder em direção ao norte, fato que pode ser observado na própria Mesopotâmia.

Evidências sobre culturas humanas do período neolítico em Dilmun provêm de ferramentas e armas silícicas. Em períodos posteriores, tabuinhas em cuneiforme, selos cilíndricos, cerâmica e até correspondência entre reis lançam Dilmun à ribalta. Registros escritos mencionando o arquipélago existem em fontes sumérias, acádias, persas, gregas e latinas.

Há informações de que Dilmun subsistiu sob o poder da Assíria no século VIII a.C., sendo inteiramente reincorporada ao Império Neo-Babilônico em 600 a.C. A cidade então cairia num profundo eclipse marcado pelo declínio do comércio de cobre, até o momento controlado por Dilmun, passando a um papel muito menos importante no comércio de olíbano e especiarias. A descoberta de um impressionante palácio na área de Ras al Qalah em Bahrain traz a promessa de maiores esclarecimentos acerca desse período tardio.

Para além disso, o passado se mostra inacessível, não provendo qualquer informação até a passagem de Nearco, almirante responsável pela frota de Alexandre, o Grande, quando retornava do Vale do Indo. Nearco manteve-se fiel ao trajeto marcado pela passagem adjacente à costa iraniana do Golfo, de forma que seja improvável haver parado em Dilmun. O almirante estabeleceu uma colônia na ilha de Falaika, ao largo da costa do Kuwait no fim do século IX a.C. e explorou o golfo tendo talvez chegado tão ao sul quanto as fronteiras de Dilmun/Bahrain. No período que abrange Nearco até a vinda do Islã no século VII d.C. Dilmun/Bahrain ficara conhecida pela denominação grega de Τύλος (Tilos). A área foi anexada por Sapor II à Arábia oriental, formando o Império Sassânida no século IV d.C.

Comércio[editar | editar código-fonte]

Marcas de selos de argila e sinais de cordas ou sacas do lado inverso dos embrulhos de mercadorias, originários da cidade de Harappa, na região do Vale do Indu, mostram que essas técnicas eram evidentemente usadas como selos de proteção de mercandoria. Um número considerável desses selos provindos do Vale do Indo foram encontrados em Ur e outras cidades mesopotâmicas. Os selos oriundos do "Golfo Pérsico", que tinham forma circular, diferentemente daqueles usados em Dilmun, que tinham forma cilíndrica, aparecem em Lothal, cidade da região de Gujarat, na Índia, em Faylahkah e na Mesopotâmia, corroborando de forma decisiva a crença de que existia um comércio marítimo de longa-distância – o que não se pode especificar é em que, exatamente, consistia esse comércio. Entre os bens enviados à Mesopotâmia encontravam-se madeira, marfim, lápis-lazúli, ouro e outros bens de luxo como cornalina e contas de pedra vidradas, pérolas do Golfo e ornamentos feitos de conchas e ossos. Tudo isso em troca de prata, estanho, tecidos de , talvez óleo e grãos, além de alimentos outros. Lingotes de cobre e muito provavelmente o betume, que eram comuns na Mesopotâmia, podem ter sido trocados por tecidos de algodão e galinhas, produtos abundantes na região do Indo e não próprios da região mesopotâmica.

Documentos de comércio mesopotâmicos, lista de mercadorias e inscrições oficiais mencionando Meluhha suplementam os selos de Harappa e os achados arqueológicos. Apesar das referências literárias ao comércio de Meluhha datarem do período acádio, da Terceira Dinastia de Ur e do período Isin-Larsa (ou seja, o intervalo compreendido entre 2 350 e 1 800 a.C.), as transações comerciais provavelmente iniciaram-se no Antigo Período Dinástico (aprox. 2 600 a.C.). Algumas ânforas podem haver sido levadas aos portos mesopotâmicos, mas no período Isin-Larsa Dilmun já monopolizava o comércio. Já no subsequente antigo período babilônico, o comércio entre as duas culturas havia cessado por completo.

Dilmun no Livro de Urântia[editar | editar código-fonte]

Dilmun: De acordo com O Livro de Urantia, no Documento 77, foi uma Antiga cidade Nodita fundada após a submersão de Dalamantia; Quartel general da raça e da cultura dos descendentes de Nod.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]