Dinastia de Bragança

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Dinastia de Bragança
Brasao-Brigantina.png
País: Portugal Portugal  Brasil
Dinastia de origem: Dinastia de Avis, Dinastia de Borgonha
Títulos: Rei, Imperador, Duque de Bragança
Fundador: D. João IV (Portugal)

D. Pedro I (Brasil)

Último soberano: D. Manuel II

D. Pedro II

Atual soberano: Disputado: Duarte Pio de Bragança

D. Pedro, Duque de Loulé (Portugal) Dom Luís Gastão (Brasil)

Ano de fundação: 1640
Ano de dissolução: 1910 (Portugal), 1889 (Brasil)
Etnia: Caucasiana
Linhagem secundária: Orléans e Bragança
Bragança-Bourbon
Saxe-Coburgo e Bragança
Bragança-Saxe-Coburgo-Gota

A Dinastia de Bragança (ou Brigantina[1]) foi a quarta e última dinastia de reis e rainhas portugueses, que reinou em Portugal entre 1640 e 1910, sendo denominado por dinastia de Bragança o período em que a Casa de Bragança se tornou na Casa Real portuguesa, e, portanto, soberana do reino de Portugal e do império ultramarino português. Foi também a dinastia reinante no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), e imperante no Império do Brasil (1822-1889).

A consideração de uma Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gotha como um ramo separado da original Casa de Bragança foi recentemente adoptada por historiadores que seguem as doutrinas de países estrangeiros onde se aplicava a Lei Sálica, que impedia as mulheres de ser herdeiras de casas dinásticas e de ascender, por si próprias, ao trono. Segundo essa teoria, a Casa de Bragança terá sido interrompida em D. Maria II, por esta ser mulher. Os filhos de D. Maria II seriam apenas herdeiros da dinastia do marido, a Casa de Saxe-Coburgo-Gota (da dinastia Wettin).

No entanto, em Portugal, as mulheres sempre puderam ser herdeiras e ascender ao trono. Seguindo as leis hereditárias tradicionais portuguesas considera-se que a legitimidade dinástica dos Bragança passou para D. Maria II e para os seus herdeiros, continuando a existir a original Casa de Bragança e não um ramo dinástico separado. Sendo assim, a maioria dos historiadores portugueses não reconhece a existência de uma Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gotha.

Origens da dinastia[editar | editar código-fonte]

A família da dinastia de Bragança tem ascendência na Casa de Avis, e, portanto, na casa fundadora da nação portuguesa – a Casa de Borgonha. Foi, por conseguinte, soberana do Império ultramarino de Portugal. Deve o seu nome ao facto de os seus chefes familiares deterem, como título nobiliárquico principal, o de duque de Bragança.

A dinastia também foi a soberana do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, fundado em 1815 e desmembrado em 1822. Por via do filho herdeiro do rei D. João VI de Portugal,Pedro IV de Portugal , que proclamou a independência do Brasil e fundou o Império do Brasil, em 1822 tornando-se assim Pedro I do Brasil, a dinastia foi, também, a soberana do império recém-citado, até 1889, quando um golpe militar instaurou a forma republicana presidencialista no Brasil. Em Portugal, deixou de reinar com o implantação da República Portuguesa de 5 de outubro de 1910.

Se denomina dinastia os períodos que a Casa de Bragança foi soberana dos estados português e brasileiro.

Em Portugal, a Casa de Bragança foi elevada à coroa através de D. João II, 8.º duque de Bragança, que se torna rei com o nome de D. João IV, depois da restauração da Independência em 1 de dezembro de 1640, pois desde 1580 o reino de Portugal encontrava-se sob o domínio da Casa de Habsburgo (família soberana estrangeira).

A divisão em três ramos familiares[editar | editar código-fonte]

A partir do reinado de D. João VI de Portugal - de 1816 a 1826 - e das lutas entre liberais e absolutistas que seguiram, a dinastia de Bragança ficou dividida em três ramos familiares:

  • Ramo Liberal
Ver artigo principal: Questão dinástica portuguesa

Este ramo é composto pelos membros da família real portuguesa descendentes da rainha D. Maria II (1819-1853), a filha do rei D. Pedro IV de Portugal (imperador D. Pedro I do Brasil), que se casou com o príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota e Koháry, primeiro feito príncipe consorte e que se tornou rei jure uxoris após o nascimento do primeiro filho do casal, segundo as normas da então constituição portuguesa.

O ramo constitucional estabeleceu residência em Portugal e reinou neste país até a implantação da República Portuguesa, a 5 de outubro de 1910, após um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português. O último rei, D. Manuel II, faleceu em 1932, sem deixar filhos, assim se extinguindo este ramo em Portugal devido à inexistência de qualquer descendência legítima portuguesa de D. Maria II.

  • Ramo Miguelista
Ver artigo principal: Questão dinástica portuguesa

Este ramo é composto pela descendência de D. Miguel, que, após ter sido derrotado na guerra civil portuguesa, seguiu para o exílio, não reconhecendo a realeza da sua sobrinha, D. Maria da Glória (Maria II de Portugal), continuando a reclamar para si e seus descendentes os seus direitos à coroa portuguesa. D. Miguel era também irmão de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal.

A atual chefia da Casa de Bragança, em Portugal, é reivindicada por um descendente deste ramo, Duarte Pio de Bragança, descendente do Rei D. Miguel I pelo lado do pai, Duarte Nuno de Bragança, sendo igualmente descendente do Rei D. Pedro IV pelo lado da mãe, Maria Francisca de Orléans e Bragança, no casamento que uniu os dois ramos, miguelista e liberal, da Casa de Bragança.

  • Ramo Brasileiro
Ver artigo principal: Questão dinástica brasileira

Descendência brasileira do imperador Pedro I (rei D. Pedro IV de Portugal). Este ramo imperou no Brasil até 1889, quando foi deposto o último imperador, Pedro II por meio de um golpe militar. A primeira varoa do último imperador, e, portanto, herdeira do trono imperial, a princesa Isabel de Bragança e Bourbon, casou-se, em 1864, com o nobre francês conde d'Eu, Luís Filipe Gastão de Orléans, neto do rei Luís Filipe I de França, assim ocorreu uma junção matrimonial entre a Casa de Orléans e a Casa de Bragança, vindo os descendentes deste casamento a utilizar o nome Orléans e Bragança. Os outros descendentes dos imperadores do Brasil detém o nome Bragança, ou o nome conjugado com outros (exemplo: Saxe-Coburgo e Bragança).

Como a princesa D. Isabel herdaria o trono quando seu pai falecesse, os seus descendentes, ou seja, os do ramo de Vassouras, disputam o trono imperial brasileiro. Existem dois outros ramos nessa disputa, o ramo de Petrópolis e o ramo de Saxe-Coburgo e Bragança.

A proclamação da República em Portugal[editar | editar código-fonte]

A dinastia de Bragança deixou de reinar em Portugal com o proclamação da república portuguesa em 5 de outubro de 1910. No Brasil, foi afastada do trono, também por um golpe militar republicano, ocorrido em 15 de novembro de 1889.

Reis de Portugal da Casa de Bragança[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Casa de Bragança

Imperadores do Brasil da Casa de Bragança[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Império do Brasil

Imperadores reinantes[editar | editar código-fonte]

Imperador titular pelo tratado do Rio de Janeiro de 1825[editar | editar código-fonte]

Chefes da Casa de Bragança no Brasil (após a instauração da República)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Casa de Orléans-Bragança

No entanto, e tal como sucedeu em Portugal, surgiram revindicações por parte de três ramos dinásticos distintos:

Viscondes da Casa de Bragança[editar | editar código-fonte]

  1. Martim Correia de Sá e Benevides Velasco, 1.º visconde de Asseca (1639)
  2. Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco, 2.º visconde de Asseca (1665)
  3. Diogo Correia de Sá e Benevides Velasco, 3.º visconde de Asseca (1671)
  4. Martim Correia de Sá, 4.º visconde de Asseca (1698)
  5. Salvador Correia de Sá Benevides Velasco da Câmara, 5.º visconde de Asseca (1760)
  6. António Maria Correia de Sá Benevides Velasco da Câmara, 6.º visconde de Asseca (1786)
  7. Salvador Correia de Sá, 7.º visconde de Asseca (1825)
  8. António Maria Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara, 8.º visconde de Asseca (1846)
  9. Salvador Correia de Sá Benevides Velasco da Câmara, 9.º visconde de Asseca (1873)
  10. António José Correia de Sá Benevides Velasco da Câmara, 10.º visconde de Asseca (1900)
  11. Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara, 11.º visconde de Asseca (1926)
  12. Henrique da Silva da Fonseca Cerveira Leite, 1.º visconde de Alcobaça (1784)
  13. Manuel Pedro da Silva da Fonseca Melo Vaz de Sampaio, 2.º visconde de Alcobaça (1898)
  14. Agostinho José de Melo Vaz de Sampaio e Castro de Sousa Guedes, 3.º visconde de Alcobaça (1928)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Informática, Priberam último2 = S.A. «Significado / definição de brigantina no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa». priberam.pt. Consultado em 6 de Setembro de 2017 

Precedido por
Dinastia Filipina
4.ª Dinastia da Monarquia Portuguesa
16401910
Sucedido por
Proclamação da República Portuguesa