Dinocarida

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Como ler uma caixa taxonómicaDinocarida
Ocorrência: Cambriano-Devoniano[1][2]
Radiodonta.PNG

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
(sem classif.) Bilateria
Protostomia
Superfilo: Ecdysozoa
(sem classif.) Panarthropoda
Filo: Lobopodia
Classe: Dinocarida
Collins, 1996[3]
Ordem

Dinocarida[4] é um proposto táxon extinto formado por fósseis de animais marinhos como os artrópodes encontrados no Cambriano e no Devoniano. É subdivida em duas famílias, os Anomalocaridae e Opabinidae. O nome desse grupo vem do grego "deinos" e "caris" que significa "camarão terrível" ou "caranguejo terrível", devido à aparência semelhante a crustáceos e a hipótese que sugere que os membros desta classe foram os predadores de seu tempo.

Os dinocaridas são bilateralmente simétricos, com uma cutícula não mineralizada e um corpo dividido em dois grandes tagmata, ou seções do corpo. A seção frontal devia ter uma ou mais garras encontradas na frente da boca, que estava localizada na parte inferior destas criaturas. O corpo possui treze segmentos ou mais, cada um com seu próprio lóbulo natatório e sua brânquia. Pensa-se que os lóbulos produziam um movimento ondulatório o que impulsionava o animal para frente[5][6] de uma forma semelhante ao choco.

A colocação dos dinocaridas parece incerta: eles parecem ser um grupo tronco dos artrópodes. Em alguns trabalhos recentes eles são agrupados com as enigmáticas formas do filo Lobopodia.[7]

O grupo é geograficamente amplo, e tem sido relatado a partir de estratos cambrianos do Canadá, China e Rússia,[2] bem como no Devoniano da Alemanha. [8]

Referências

  1. Budd, John S.; Peel (1998), Palaeontology (PDF), 41: 1201–1213 http://palaeontology.palass-pubs.org/pdf/Vol%2041/Pages%201201-1213.pdf |url= missing title (ajuda) 
  2. a b Ponomarenko, A. G. (2010). «First record of Dinocarida from Russia». Paleontological Journal. 44 (5): 503–504. doi:10.1134/S0031030110050047 
  3. Database
  4. Grego, "camarões terríveis" – às vezes informalmente escrito Dinocaridida, mas a segunda também é linguisticamente correto – Xianguang, H.; Bergström, J.; Jie, Y. (2006), «Distinguishing anomalocaridids from arthropods and priapulids», Geological Journal, 41 (3-4), doi:10.1002/gj.1050 
  5. Usami, Yoshiyuki (2006). «Theoretical study on the body form and swimming pattern of Anomalocaris based on hydrodynamic simulation. Journal of Theoretical Biology». 238 (1). pp. 11–17 
  6. Collins, D. (1996). «The "Evolution" of Anomalocaris and Its Classification in the Arthropod Class Dinocarida (nov.) and Order Radiodonta (nov.)». Journal of Paleontology. 70 (2): 280–293. JSTOR 1306391 
  7. Budd, G. E. (1996). «The morphology of Opabinia regalis and the reconstruction of the arthropod stem-group». Lethaia. 29. 1 páginas. doi:10.1111/j.1502-3931.1996.tb01831.x 
  8. Kühl, G.; Briggs, D. E. G.; Rust, J. (2009). «A Great-Appendage Arthropod with a Radial Mouth from the Lower Devonian Hunsrück Slate, Germany». Science. 323 (5915): 771–3. Bibcode:2009Sci...323..771K. ISSN 0036-8075. PMID 19197061. doi:10.1126/science.1166586  |último1= e |último= redundantes (ajuda); |primeiro1= e |primeiro= redundantes (ajuda); |último2= e |autor2= redundantes (ajuda); |último3= e |autor3= redundantes (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]